Matheus Brum Matheus Brum 5/09/2016

Em tarde apática, Tupi perde para Bragantino por 1 a 0, em golaço de Edson Sitta

Apatia talvez seja a palavra que define o time do Tupi que entrou em campo contra o Bragantino. Vindo da primeira vitória como visitante e embalado por não ter perdido em casa sob o comando de Estevam Soares (4V,3E), o Galo Carijó contou com o apoio de 1.957 torcedores, maior público do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, exceto jogo contra o Vasco.

Porém, nada disso foi suficiente para a vitória. Com os principais jogadores abaixo da crítica, a equipe segue a sina de não vencer adversários diretos na luta contra o rebaixamento. Com um golaço de Edson Sitta, o Tupi cai uma posição, vai para 18º e perde a chance de encostar no Goiás, primeiro fora do Z-4.

Os problemas do carijó começaram antes da bola rolar. Por dificuldade na comunicação entre o clube e uma empresa, a ambulância que fica no Estádio, não chegou na hora, causando atraso na partida. O clima nos bastidores ficou quente. Myriam Fortuna e José Roberto Maranhas, Presidente e Vice-Presidente do Tupi, respectivamente, discutiram publicamente com Pitty, Gerente de Futebol e responsável pela questão do sumiço da ambulância. Depois de vários telefones, não apenas uma, mas duas ambulâncias apareceram no Estádio. Só que esse imbróglio vai render uma multa para o Tupi (ainda não divulgada), além de ter atrasado o início da partida em 27 minutos.

A demora foi prejudicial para o início da partida, já que os jogadores perderam o aquecimento feito no vestiário, tendo que se movimentar no gramado. Além disso, a concentração também diminuiu, deixando o início da partida bem morna, com muitos passes errados e poucas chances criadas.

Para a partida contra o Bragantino, Estevam Soares teve o retorno de Renan Teixeira e Octávio, suspensos contra do Paysandu. Em relação à partida anterior, o treinador manteve Bruno Costa na lateral e Luiz Paulo na ponta esquerda. Mesmo com a volta de dois titulares e a manutenção do esquema que goleou fora de casa, o time estava longe de repetir suas grandes atuações.

Os visitantes tinham os mesmos problemas que o Galo. A equipe de Bragança Paulista não conseguia trocar passes, nem fazer jogadas pelas pontas. O jogo ficava truncado no meio de campo, acarretando numa grande quantidade de faltas.

A primeira grande jogada da partida aconteceu apenas aos 20 minutos. Rivaldo recebeu na grande área um cruzamento da esquerda. Na hora da finalização, foi desarmado por Gabriel Santos.

No lance seguinte, um belo contra-ataque Carijó. Octávio tabelou com Giancarlo e rolou para Jonathan. O camisa 11 saiu cara-a-cara com o goleiro Felipe, ex-Flamengo e Corinthians, e tocou por cima, para tirar o camisa 1. Só que o chute foi forte e a bola saiu por cima do travessão.

Depois dos dois lances, o jogo deu uma animada. Sete minutos depois, Kiss fez jogada individual pela direita e foi desarmado. Só que a bola sobrou para Octávio, que fez um lindo cruzamento de três dedos para Giancarlo, na risca da pequena área. O camisa 9 se antecipou à zaga e finalizou. A pelota desviou na zaga paulista e foi para escanteio.
Três minutos depois, Serrato viu Jonathan na esquerda. O camisa 11 recebeu, invadiu a grande área e finalizou, no canto direito de Felipe, que fez bela defesa, mandado para escanteio.

A resposta paulista veio minutos depois. Após bela saída de Rafael Santos, a bola sobrou para Watson, de frente para o gol vazio. Só que antes da finalização, a zaga carijó se recuperou e conseguiu atrapalhar o meia. Esse lance foi o mais perigoso da primeira etapa, que terminou sem nenhuma equipe balançar as redes.

O segundo tempo começou mais animado. Logo no primeiro minuto, Octávio para o Tupi e César Gaúcho, para o Massa Bruta, perderam boas chances de cabeça.

Buscando uma melhora no passe e na articulação de jogadas, Estevam sacou Luiz Paulo, que fez uma péssima partida, colocando no lugar o queridinho da torcida, Hiroshi.

A entrada do camisa 37 deu mais qualidade no meio, mas, mesmo assim, o time não conseguia armar boas jogadas. Muitas vezes, a bola rodava pela intermediária de pé em pé, sem nenhum incômodo para Felipe.

Da arquibancada, começava a vim os primeiros sons de vaias, principalmente para Octávio, que não conseguia dar prosseguimento a nenhuma jogada. Para piorar, aos 20, o Bragantino abriu o placar. Watson virou o jogo para Claudinho na esquerda. O atacante cruzou rasteiro, a bola passou por dois jogadores do Massa Bruta e sobrou para Edson Sitta, do “meio da rua”, encher o pé e mandar no ângulo esquerdo de Rafael Santos, que não conseguiu defender.

Com a vantagem no placar, o Bragantino recuou, dando mais espaço para o Tupi. E não pode falar que faltou vontade para os jogadores carijós. Eles buscaram o empate, mas a bola teimava em não entar. Kiss e Serrato tiveram ótimas chances, na risca da grande área, mas chutaram para fora.

Os torcedores, vendo a luta dos atletas, transformaram as vaias em gritos de incentivo, fazendo o papel de 12º jogador. Dentro de campo, o Tupi tentava, mas faltava organização e técnica, lembrando a equipe que de Ricardo Drubscky.

Aos 43, a chance mais inacreditável do jogo. Jonathan cruzou da esquerda. A bola ficou “pererecando” na área e sobrou para Giancarlo. O camisa 9 encheu o pé. Em cima da linha, o volante Gabriel Dias conseguiu fazer o corte, salvando o gol de empate do Tupi.

Os jogadores mandantes sentiram o gol perdido. Tanto que nenhuma outra jogada perigosa foi criada até o apito final. O único destaque negativo foi uma entrada maldosa de Giancarlo em cima do goleiro Felipe, no último minuto de jogo. O lance resultou no segundo amarelo do centroavante, que foi expulso.

Com o resultado, o Bragantino ultrapassou o Tupi, chegando aos 24 pontos, na 17ª posição. Já o Tupi, foi para 18º, se mantendo com 22 pontos. Na próxima rodada, o time de Bragança Paulista recebe o lanterna Sampaio Corrêa, terça, às 19h30.

Já o Galo, viaja para Santa Catarina, onde encara o Joinville, vice-lanterna, na sexta-feira, às 19h15.

Estat?sticas
Tupi Bragantino
Passes Errados 62 40
Finaliza?es 13 (4 certas e 9 erradas) 6 (3 certas e 3 erradas)
Cruzamentos 28 (7 certos e 21 errados) 22 (5 certos e 17 errados)
Desarmes 17 18
Faltas Cometidas 19 21
Cart?es 4 (3 amarelos e 1 vermelho) 0
Lan?amentos 43 (19 certos e 24 errados) 58 (29 certos e 29 errados
Impedimentos 0 1

Tupi: Rafael Santos; Vinícius Kiss, Gabriel Santos, Thiago Sales e Bruno Costa; Renan Teixeira, Luiz Paulo, Marcos Serrato, Jonathan e Octávio; Giancarlo. Técnico: Estevam Soares

Bragantino: Felipe; Alemão, Ednei, César Gaúcho e Bruno Pacheco; Gabriel Dias, Edison Sitta, Rivaldo, Erick e Watson; Matheus Rodrigues. Técnico: Marcelo Veiga

Arbitragem: Rafael Traci (PR), auxiliado por Ivan Calos Bohn (PR) e Luciano Roggenbaum (PR)

Público e Renda: 1.957 (1.577 pagantes) / R$30.435,00


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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Matheus Brum Matheus Brum 5/09/2016

Em tarde apática, Tupi perde para Bragantino por 1 a 0, em golaço de Edson Sitta

Apatia talvez seja a palavra que define o time do Tupi que entrou em campo contra o Bragantino. Vindo da primeira vitória como visitante e embalado por não ter perdido em casa sob o comando de Estevam Soares (4V,3E), o Galo Carijó contou com o apoio de 1.957 torcedores, maior público do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, exceto jogo contra o Vasco.

Porém, nada disso foi suficiente para a vitória. Com os principais jogadores abaixo da crítica, a equipe segue a sina de não vencer adversários diretos na luta contra o rebaixamento. Com um golaço de Edson Sitta, o Tupi cai uma posição, vai para 18º e perde a chance de encostar no Goiás, primeiro fora do Z-4.

Os problemas do carijó começaram antes da bola rolar. Por dificuldade na comunicação entre o clube e uma empresa, a ambulância que fica no Estádio, não chegou na hora, causando atraso na partida. O clima nos bastidores ficou quente. Myriam Fortuna e José Roberto Maranhas, Presidente e Vice-Presidente do Tupi, respectivamente, discutiram publicamente com Pitty, Gerente de Futebol e responsável pela questão do sumiço da ambulância. Depois de vários telefones, não apenas uma, mas duas ambulâncias apareceram no Estádio. Só que esse imbróglio vai render uma multa para o Tupi (ainda não divulgada), além de ter atrasado o início da partida em 27 minutos.

A demora foi prejudicial para o início da partida, já que os jogadores perderam o aquecimento feito no vestiário, tendo que se movimentar no gramado. Além disso, a concentração também diminuiu, deixando o início da partida bem morna, com muitos passes errados e poucas chances criadas.

Para a partida contra o Bragantino, Estevam Soares teve o retorno de Renan Teixeira e Octávio, suspensos contra do Paysandu. Em relação à partida anterior, o treinador manteve Bruno Costa na lateral e Luiz Paulo na ponta esquerda. Mesmo com a volta de dois titulares e a manutenção do esquema que goleou fora de casa, o time estava longe de repetir suas grandes atuações.

Os visitantes tinham os mesmos problemas que o Galo. A equipe de Bragança Paulista não conseguia trocar passes, nem fazer jogadas pelas pontas. O jogo ficava truncado no meio de campo, acarretando numa grande quantidade de faltas.

A primeira grande jogada da partida aconteceu apenas aos 20 minutos. Rivaldo recebeu na grande área um cruzamento da esquerda. Na hora da finalização, foi desarmado por Gabriel Santos.

No lance seguinte, um belo contra-ataque Carijó. Octávio tabelou com Giancarlo e rolou para Jonathan. O camisa 11 saiu cara-a-cara com o goleiro Felipe, ex-Flamengo e Corinthians, e tocou por cima, para tirar o camisa 1. Só que o chute foi forte e a bola saiu por cima do travessão.

Depois dos dois lances, o jogo deu uma animada. Sete minutos depois, Kiss fez jogada individual pela direita e foi desarmado. Só que a bola sobrou para Octávio, que fez um lindo cruzamento de três dedos para Giancarlo, na risca da pequena área. O camisa 9 se antecipou à zaga e finalizou. A pelota desviou na zaga paulista e foi para escanteio.
Três minutos depois, Serrato viu Jonathan na esquerda. O camisa 11 recebeu, invadiu a grande área e finalizou, no canto direito de Felipe, que fez bela defesa, mandado para escanteio.

A resposta paulista veio minutos depois. Após bela saída de Rafael Santos, a bola sobrou para Watson, de frente para o gol vazio. Só que antes da finalização, a zaga carijó se recuperou e conseguiu atrapalhar o meia. Esse lance foi o mais perigoso da primeira etapa, que terminou sem nenhuma equipe balançar as redes.

O segundo tempo começou mais animado. Logo no primeiro minuto, Octávio para o Tupi e César Gaúcho, para o Massa Bruta, perderam boas chances de cabeça.

Buscando uma melhora no passe e na articulação de jogadas, Estevam sacou Luiz Paulo, que fez uma péssima partida, colocando no lugar o queridinho da torcida, Hiroshi.

A entrada do camisa 37 deu mais qualidade no meio, mas, mesmo assim, o time não conseguia armar boas jogadas. Muitas vezes, a bola rodava pela intermediária de pé em pé, sem nenhum incômodo para Felipe.

Da arquibancada, começava a vim os primeiros sons de vaias, principalmente para Octávio, que não conseguia dar prosseguimento a nenhuma jogada. Para piorar, aos 20, o Bragantino abriu o placar. Watson virou o jogo para Claudinho na esquerda. O atacante cruzou rasteiro, a bola passou por dois jogadores do Massa Bruta e sobrou para Edson Sitta, do “meio da rua”, encher o pé e mandar no ângulo esquerdo de Rafael Santos, que não conseguiu defender.

Com a vantagem no placar, o Bragantino recuou, dando mais espaço para o Tupi. E não pode falar que faltou vontade para os jogadores carijós. Eles buscaram o empate, mas a bola teimava em não entar. Kiss e Serrato tiveram ótimas chances, na risca da grande área, mas chutaram para fora.

Os torcedores, vendo a luta dos atletas, transformaram as vaias em gritos de incentivo, fazendo o papel de 12º jogador. Dentro de campo, o Tupi tentava, mas faltava organização e técnica, lembrando a equipe que de Ricardo Drubscky.

Aos 43, a chance mais inacreditável do jogo. Jonathan cruzou da esquerda. A bola ficou “pererecando” na área e sobrou para Giancarlo. O camisa 9 encheu o pé. Em cima da linha, o volante Gabriel Dias conseguiu fazer o corte, salvando o gol de empate do Tupi.

Os jogadores mandantes sentiram o gol perdido. Tanto que nenhuma outra jogada perigosa foi criada até o apito final. O único destaque negativo foi uma entrada maldosa de Giancarlo em cima do goleiro Felipe, no último minuto de jogo. O lance resultou no segundo amarelo do centroavante, que foi expulso.

Com o resultado, o Bragantino ultrapassou o Tupi, chegando aos 24 pontos, na 17ª posição. Já o Tupi, foi para 18º, se mantendo com 22 pontos. Na próxima rodada, o time de Bragança Paulista recebe o lanterna Sampaio Corrêa, terça, às 19h30.

Já o Galo, viaja para Santa Catarina, onde encara o Joinville, vice-lanterna, na sexta-feira, às 19h15.

Estat?sticas
Tupi Bragantino
Passes Errados 62 40
Finaliza?es 13 (4 certas e 9 erradas) 6 (3 certas e 3 erradas)
Cruzamentos 28 (7 certos e 21 errados) 22 (5 certos e 17 errados)
Desarmes 17 18
Faltas Cometidas 19 21
Cart?es 4 (3 amarelos e 1 vermelho) 0
Lan?amentos 43 (19 certos e 24 errados) 58 (29 certos e 29 errados
Impedimentos 0 1

Tupi: Rafael Santos; Vinícius Kiss, Gabriel Santos, Thiago Sales e Bruno Costa; Renan Teixeira, Luiz Paulo, Marcos Serrato, Jonathan e Octávio; Giancarlo. Técnico: Estevam Soares

Bragantino: Felipe; Alemão, Ednei, César Gaúcho e Bruno Pacheco; Gabriel Dias, Edison Sitta, Rivaldo, Erick e Watson; Matheus Rodrigues. Técnico: Marcelo Veiga

Arbitragem: Rafael Traci (PR), auxiliado por Ivan Calos Bohn (PR) e Luciano Roggenbaum (PR)

Público e Renda: 1.957 (1.577 pagantes) / R$30.435,00


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

Matheus Brum Matheus Brum 5/09/2016

Em tarde apática, Tupi perde para Bragantino por 1 a 0, em golaço de Edson Sitta

Apatia talvez seja a palavra que define o time do Tupi que entrou em campo contra o Bragantino. Vindo da primeira vitória como visitante e embalado por não ter perdido em casa sob o comando de Estevam Soares (4V,3E), o Galo Carijó contou com o apoio de 1.957 torcedores, maior público do Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, exceto jogo contra o Vasco.

Porém, nada disso foi suficiente para a vitória. Com os principais jogadores abaixo da crítica, a equipe segue a sina de não vencer adversários diretos na luta contra o rebaixamento. Com um golaço de Edson Sitta, o Tupi cai uma posição, vai para 18º e perde a chance de encostar no Goiás, primeiro fora do Z-4.

Os problemas do carijó começaram antes da bola rolar. Por dificuldade na comunicação entre o clube e uma empresa, a ambulância que fica no Estádio, não chegou na hora, causando atraso na partida. O clima nos bastidores ficou quente. Myriam Fortuna e José Roberto Maranhas, Presidente e Vice-Presidente do Tupi, respectivamente, discutiram publicamente com Pitty, Gerente de Futebol e responsável pela questão do sumiço da ambulância. Depois de vários telefones, não apenas uma, mas duas ambulâncias apareceram no Estádio. Só que esse imbróglio vai render uma multa para o Tupi (ainda não divulgada), além de ter atrasado o início da partida em 27 minutos.

A demora foi prejudicial para o início da partida, já que os jogadores perderam o aquecimento feito no vestiário, tendo que se movimentar no gramado. Além disso, a concentração também diminuiu, deixando o início da partida bem morna, com muitos passes errados e poucas chances criadas.

Para a partida contra o Bragantino, Estevam Soares teve o retorno de Renan Teixeira e Octávio, suspensos contra do Paysandu. Em relação à partida anterior, o treinador manteve Bruno Costa na lateral e Luiz Paulo na ponta esquerda. Mesmo com a volta de dois titulares e a manutenção do esquema que goleou fora de casa, o time estava longe de repetir suas grandes atuações.

Os visitantes tinham os mesmos problemas que o Galo. A equipe de Bragança Paulista não conseguia trocar passes, nem fazer jogadas pelas pontas. O jogo ficava truncado no meio de campo, acarretando numa grande quantidade de faltas.

A primeira grande jogada da partida aconteceu apenas aos 20 minutos. Rivaldo recebeu na grande área um cruzamento da esquerda. Na hora da finalização, foi desarmado por Gabriel Santos.

No lance seguinte, um belo contra-ataque Carijó. Octávio tabelou com Giancarlo e rolou para Jonathan. O camisa 11 saiu cara-a-cara com o goleiro Felipe, ex-Flamengo e Corinthians, e tocou por cima, para tirar o camisa 1. Só que o chute foi forte e a bola saiu por cima do travessão.

Depois dos dois lances, o jogo deu uma animada. Sete minutos depois, Kiss fez jogada individual pela direita e foi desarmado. Só que a bola sobrou para Octávio, que fez um lindo cruzamento de três dedos para Giancarlo, na risca da pequena área. O camisa 9 se antecipou à zaga e finalizou. A pelota desviou na zaga paulista e foi para escanteio.
Três minutos depois, Serrato viu Jonathan na esquerda. O camisa 11 recebeu, invadiu a grande área e finalizou, no canto direito de Felipe, que fez bela defesa, mandado para escanteio.

A resposta paulista veio minutos depois. Após bela saída de Rafael Santos, a bola sobrou para Watson, de frente para o gol vazio. Só que antes da finalização, a zaga carijó se recuperou e conseguiu atrapalhar o meia. Esse lance foi o mais perigoso da primeira etapa, que terminou sem nenhuma equipe balançar as redes.

O segundo tempo começou mais animado. Logo no primeiro minuto, Octávio para o Tupi e César Gaúcho, para o Massa Bruta, perderam boas chances de cabeça.

Buscando uma melhora no passe e na articulação de jogadas, Estevam sacou Luiz Paulo, que fez uma péssima partida, colocando no lugar o queridinho da torcida, Hiroshi.

A entrada do camisa 37 deu mais qualidade no meio, mas, mesmo assim, o time não conseguia armar boas jogadas. Muitas vezes, a bola rodava pela intermediária de pé em pé, sem nenhum incômodo para Felipe.

Da arquibancada, começava a vim os primeiros sons de vaias, principalmente para Octávio, que não conseguia dar prosseguimento a nenhuma jogada. Para piorar, aos 20, o Bragantino abriu o placar. Watson virou o jogo para Claudinho na esquerda. O atacante cruzou rasteiro, a bola passou por dois jogadores do Massa Bruta e sobrou para Edson Sitta, do “meio da rua”, encher o pé e mandar no ângulo esquerdo de Rafael Santos, que não conseguiu defender.

Com a vantagem no placar, o Bragantino recuou, dando mais espaço para o Tupi. E não pode falar que faltou vontade para os jogadores carijós. Eles buscaram o empate, mas a bola teimava em não entar. Kiss e Serrato tiveram ótimas chances, na risca da grande área, mas chutaram para fora.

Os torcedores, vendo a luta dos atletas, transformaram as vaias em gritos de incentivo, fazendo o papel de 12º jogador. Dentro de campo, o Tupi tentava, mas faltava organização e técnica, lembrando a equipe que de Ricardo Drubscky.

Aos 43, a chance mais inacreditável do jogo. Jonathan cruzou da esquerda. A bola ficou “pererecando” na área e sobrou para Giancarlo. O camisa 9 encheu o pé. Em cima da linha, o volante Gabriel Dias conseguiu fazer o corte, salvando o gol de empate do Tupi.

Os jogadores mandantes sentiram o gol perdido. Tanto que nenhuma outra jogada perigosa foi criada até o apito final. O único destaque negativo foi uma entrada maldosa de Giancarlo em cima do goleiro Felipe, no último minuto de jogo. O lance resultou no segundo amarelo do centroavante, que foi expulso.

Com o resultado, o Bragantino ultrapassou o Tupi, chegando aos 24 pontos, na 17ª posição. Já o Tupi, foi para 18º, se mantendo com 22 pontos. Na próxima rodada, o time de Bragança Paulista recebe o lanterna Sampaio Corrêa, terça, às 19h30.

Já o Galo, viaja para Santa Catarina, onde encara o Joinville, vice-lanterna, na sexta-feira, às 19h15.

Estat?sticas
Tupi Bragantino
Passes Errados 62 40
Finaliza?es 13 (4 certas e 9 erradas) 6 (3 certas e 3 erradas)
Cruzamentos 28 (7 certos e 21 errados) 22 (5 certos e 17 errados)
Desarmes 17 18
Faltas Cometidas 19 21
Cart?es 4 (3 amarelos e 1 vermelho) 0
Lan?amentos 43 (19 certos e 24 errados) 58 (29 certos e 29 errados
Impedimentos 0 1

Tupi: Rafael Santos; Vinícius Kiss, Gabriel Santos, Thiago Sales e Bruno Costa; Renan Teixeira, Luiz Paulo, Marcos Serrato, Jonathan e Octávio; Giancarlo. Técnico: Estevam Soares

Bragantino: Felipe; Alemão, Ednei, César Gaúcho e Bruno Pacheco; Gabriel Dias, Edison Sitta, Rivaldo, Erick e Watson; Matheus Rodrigues. Técnico: Marcelo Veiga

Arbitragem: Rafael Traci (PR), auxiliado por Ivan Calos Bohn (PR) e Luciano Roggenbaum (PR)

Público e Renda: 1.957 (1.577 pagantes) / R$30.435,00


Matheus Brum nascido e criado em Juiz de Fora, jornalista em formação pela Universidade Federal de Juiz de Fora, e desde criança, apaixonado pelo Flamengo e por esportes. Já foi estagiário na Rádio CBN Juiz de Fora. Atualmente é escritor do blog "Entre Ternos e Chuteiras"; colaborador da Web Rádio Nac, apresentando uma coluna de opinião diariamente; editor e apresentador do programa Mosaico, que vai ao ar semanalmente na TVE, canal 12, e é membro da Acesso Comunicação Júnior, Empresa Júnior da Faculdade de Comunicação da UFJF, trabalhando no Departamento de Projetos e no núcleo de Jornalismo.

Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com