O que esperar do Tupi para 2017?

Matheus Brum Matheus Brum 12/12/2016

Neste final de semana, ficou definida a reeleição da atual presidente do Tupi, Myrian Fortuna. Ao lado de Boizinho, como vice, a mandatária irá comandar o Galo pelo triênio 2017/18/19.

367 sócios votaram neste pleito. A chapa “Sempre Tupi”, encabeçada por Myrian, recebeu 215 votos (58,6%). Já a chapa “Explosão Carijó”, liderada por João Batista Delvaux e Eurico Moura, foi votada 149 vezes (40,6%). Foram registrados dois votos nulos e um em branco.

Tirando as discussões jurídicas, que fizeram as eleições serem adiados por mais de um mês, nunca se viu um processo eleitoral tão disputado. Isto mostra que o Tupi precisa passar por algumas reformas. O lado positivo foi a participação ativa dos torcedores, preocupados com o futuro do clube. É um alento ver que a democracia sobrevive, apesar de todos os golpes que sofremos enquanto brasileiros. A formação da chapa de oposição mostra que uma parcela significativa de carijós está desconte com a forma como o clube vem sendo conduzido. Realmente, se fizermos uma análise da administração alvinegra, iremos perceber que algumas áreas precisam de melhoras. Vamos a elas:

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Planejamento do futebol: Depois de oito anos tendo Cloves Santos à frente do futebol – tirando um período que a pasta foi conduzida por Alberto Simão – o clube seguiu o padrão dos grandes clubes nacionais e investiu em um Diretor Executivo. A escolha de Gustavo Mendes se mostrou equivocada. O carioca demonstrou pouco conhecimento de mercado e não passava segurança nas entrevistas. Para 2017 é necessário um nome que tenha um bom trânsito entre agentes e jogadores; sabedoria administrativa, para trazer jogadores de qualidade com um orçamento enxuto, e peito para poder blindar a equipe em momentos ruins, dividindo esta responsabilidade com os treinadores;

Marketing: Esse, sem sombra de dúvidas, é o grande “calcanhar de Aquiles” da gestão Carijó. É necessário para a próxima temporada, e também para os três anos vindouros, uma reestruturação completa do marketing do clube. Começando pela transparência nos valores dos contratos, passando pelo desenvolvimento das mídias sociais do clube, terminando com um plano de sócio torcedor que traga benefícios palpáveis para os alvinegros. Não há mais espaço para “bravatas” e “vamos fazer quando tivermos dinheiro”. É hora de “arregaçar as mangas”, fazer prospecção de novos patrocinadores, campanhas para levar torcedores ao Mário Helênio, criar uma “cultura” do Tupi nas famílias, além de deixá-lo mais acessível a todos, atualizando seus canais digitais. É inadmissível que o alvinegro não tenha uma loja oficial e um sistema de vendas de produtos online e no estádio, em dias de jogos;

Transparência: O torcedor está cansado de todo ano ter como desculpa “a menor folha de pagamento”. É de conhecimento público que o Tupi tem problemas financeiros, mas isso não pode aparecer apenas quando os resultados forem adversos. É necessário a montagem de uma plataforma que deixe o torcedor informado das contas do clube. É preciso saber quanto de dinheiro que entra nos cofres decorrente dos patrocínios; dos lucros e prejuízos dos jogos em Juiz de Fora; de quanto é investido em categorias de bases e estrutura física; valor da folha salarial, e lucro do programa sócio torcedor.

Gestão participativa: Cada dia mais se observa o desejo dos torcedores de participar do dia a dia do clube. Por se tratar de uma instituição regional, esse sentimento se torna mais forte. Afinal de contas, cada carijó se sente “dono” do Tupi, seja nas vitórias ou derrotas. Talvez fosse interessante a criação de um portal ou ferramenta para aumentar o diálogo da direção com o torcedor. Afinal de contas, são eles o motivo máximo da existência de um clube. É preciso trata-lo bem e fazer com que se sinta importante para o clube, e que possam contribuir com ideias e ações;

O término de um processo eleitoral sempre é ambíguo. Um lado está feliz, outro triste. Percebemos carijós contentes com o resultado das urnas, e outros sem expectativa de melhora. Acredito que o passo agora é a união. Para que 2017 seja próspero, é necessário que, independente do lado político, todos estejam juntos com o clube. Para a turma que se opôs ao modelo vigente, peço para que não cessem as discussões. Se fortaleçam, ouçam mais vozes dos torcedores, estudem métodos, analisem exemplos. No final, o Tupi será o vencedor. 

Outros destaques

O para-mesatenista, Alexandre Ank fecha o ano com “chave de ouro”, literalmente. O juiz-forano foi até a Costa Rica, disputar a Copa Costa Rica e voltou de lá com dois ouros. No individual, foi imbatível na classe 3-4, não perdendo nenhuma partida. Já pela competição em equipes, foi campeão ao lado dos brasileiros Ezequiel Babes e Ecildo Oliveira.

Ainda nessa semana, iremos conversar com Ank, para saber sobre as conquistas, fazer um balanço da temporada e as expectativas para 2017.

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O que esperar do Tupi para 2017?

Matheus Brum Matheus Brum 12/12/2016

Neste final de semana, ficou definida a reeleição da atual presidente do Tupi, Myrian Fortuna. Ao lado de Boizinho, como vice, a mandatária irá comandar o Galo pelo triênio 2017/18/19.

367 sócios votaram neste pleito. A chapa “Sempre Tupi”, encabeçada por Myrian, recebeu 215 votos (58,6%). Já a chapa “Explosão Carijó”, liderada por João Batista Delvaux e Eurico Moura, foi votada 149 vezes (40,6%). Foram registrados dois votos nulos e um em branco.

Tirando as discussões jurídicas, que fizeram as eleições serem adiados por mais de um mês, nunca se viu um processo eleitoral tão disputado. Isto mostra que o Tupi precisa passar por algumas reformas. O lado positivo foi a participação ativa dos torcedores, preocupados com o futuro do clube. É um alento ver que a democracia sobrevive, apesar de todos os golpes que sofremos enquanto brasileiros. A formação da chapa de oposição mostra que uma parcela significativa de carijós está desconte com a forma como o clube vem sendo conduzido. Realmente, se fizermos uma análise da administração alvinegra, iremos perceber que algumas áreas precisam de melhoras. Vamos a elas:

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Planejamento do futebol: Depois de oito anos tendo Cloves Santos à frente do futebol – tirando um período que a pasta foi conduzida por Alberto Simão – o clube seguiu o padrão dos grandes clubes nacionais e investiu em um Diretor Executivo. A escolha de Gustavo Mendes se mostrou equivocada. O carioca demonstrou pouco conhecimento de mercado e não passava segurança nas entrevistas. Para 2017 é necessário um nome que tenha um bom trânsito entre agentes e jogadores; sabedoria administrativa, para trazer jogadores de qualidade com um orçamento enxuto, e peito para poder blindar a equipe em momentos ruins, dividindo esta responsabilidade com os treinadores;

Marketing: Esse, sem sombra de dúvidas, é o grande “calcanhar de Aquiles” da gestão Carijó. É necessário para a próxima temporada, e também para os três anos vindouros, uma reestruturação completa do marketing do clube. Começando pela transparência nos valores dos contratos, passando pelo desenvolvimento das mídias sociais do clube, terminando com um plano de sócio torcedor que traga benefícios palpáveis para os alvinegros. Não há mais espaço para “bravatas” e “vamos fazer quando tivermos dinheiro”. É hora de “arregaçar as mangas”, fazer prospecção de novos patrocinadores, campanhas para levar torcedores ao Mário Helênio, criar uma “cultura” do Tupi nas famílias, além de deixá-lo mais acessível a todos, atualizando seus canais digitais. É inadmissível que o alvinegro não tenha uma loja oficial e um sistema de vendas de produtos online e no estádio, em dias de jogos;

Transparência: O torcedor está cansado de todo ano ter como desculpa “a menor folha de pagamento”. É de conhecimento público que o Tupi tem problemas financeiros, mas isso não pode aparecer apenas quando os resultados forem adversos. É necessário a montagem de uma plataforma que deixe o torcedor informado das contas do clube. É preciso saber quanto de dinheiro que entra nos cofres decorrente dos patrocínios; dos lucros e prejuízos dos jogos em Juiz de Fora; de quanto é investido em categorias de bases e estrutura física; valor da folha salarial, e lucro do programa sócio torcedor.

Gestão participativa: Cada dia mais se observa o desejo dos torcedores de participar do dia a dia do clube. Por se tratar de uma instituição regional, esse sentimento se torna mais forte. Afinal de contas, cada carijó se sente “dono” do Tupi, seja nas vitórias ou derrotas. Talvez fosse interessante a criação de um portal ou ferramenta para aumentar o diálogo da direção com o torcedor. Afinal de contas, são eles o motivo máximo da existência de um clube. É preciso trata-lo bem e fazer com que se sinta importante para o clube, e que possam contribuir com ideias e ações;

O término de um processo eleitoral sempre é ambíguo. Um lado está feliz, outro triste. Percebemos carijós contentes com o resultado das urnas, e outros sem expectativa de melhora. Acredito que o passo agora é a união. Para que 2017 seja próspero, é necessário que, independente do lado político, todos estejam juntos com o clube. Para a turma que se opôs ao modelo vigente, peço para que não cessem as discussões. Se fortaleçam, ouçam mais vozes dos torcedores, estudem métodos, analisem exemplos. No final, o Tupi será o vencedor. 

Outros destaques

O para-mesatenista, Alexandre Ank fecha o ano com “chave de ouro”, literalmente. O juiz-forano foi até a Costa Rica, disputar a Copa Costa Rica e voltou de lá com dois ouros. No individual, foi imbatível na classe 3-4, não perdendo nenhuma partida. Já pela competição em equipes, foi campeão ao lado dos brasileiros Ezequiel Babes e Ecildo Oliveira.

Ainda nessa semana, iremos conversar com Ank, para saber sobre as conquistas, fazer um balanço da temporada e as expectativas para 2017.

O que esperar do Tupi para 2017?

Matheus Brum Matheus Brum 12/12/2016

Neste final de semana, ficou definida a reeleição da atual presidente do Tupi, Myrian Fortuna. Ao lado de Boizinho, como vice, a mandatária irá comandar o Galo pelo triênio 2017/18/19.

367 sócios votaram neste pleito. A chapa “Sempre Tupi”, encabeçada por Myrian, recebeu 215 votos (58,6%). Já a chapa “Explosão Carijó”, liderada por João Batista Delvaux e Eurico Moura, foi votada 149 vezes (40,6%). Foram registrados dois votos nulos e um em branco.

Tirando as discussões jurídicas, que fizeram as eleições serem adiados por mais de um mês, nunca se viu um processo eleitoral tão disputado. Isto mostra que o Tupi precisa passar por algumas reformas. O lado positivo foi a participação ativa dos torcedores, preocupados com o futuro do clube. É um alento ver que a democracia sobrevive, apesar de todos os golpes que sofremos enquanto brasileiros. A formação da chapa de oposição mostra que uma parcela significativa de carijós está desconte com a forma como o clube vem sendo conduzido. Realmente, se fizermos uma análise da administração alvinegra, iremos perceber que algumas áreas precisam de melhoras. Vamos a elas:

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Planejamento do futebol: Depois de oito anos tendo Cloves Santos à frente do futebol – tirando um período que a pasta foi conduzida por Alberto Simão – o clube seguiu o padrão dos grandes clubes nacionais e investiu em um Diretor Executivo. A escolha de Gustavo Mendes se mostrou equivocada. O carioca demonstrou pouco conhecimento de mercado e não passava segurança nas entrevistas. Para 2017 é necessário um nome que tenha um bom trânsito entre agentes e jogadores; sabedoria administrativa, para trazer jogadores de qualidade com um orçamento enxuto, e peito para poder blindar a equipe em momentos ruins, dividindo esta responsabilidade com os treinadores;

Marketing: Esse, sem sombra de dúvidas, é o grande “calcanhar de Aquiles” da gestão Carijó. É necessário para a próxima temporada, e também para os três anos vindouros, uma reestruturação completa do marketing do clube. Começando pela transparência nos valores dos contratos, passando pelo desenvolvimento das mídias sociais do clube, terminando com um plano de sócio torcedor que traga benefícios palpáveis para os alvinegros. Não há mais espaço para “bravatas” e “vamos fazer quando tivermos dinheiro”. É hora de “arregaçar as mangas”, fazer prospecção de novos patrocinadores, campanhas para levar torcedores ao Mário Helênio, criar uma “cultura” do Tupi nas famílias, além de deixá-lo mais acessível a todos, atualizando seus canais digitais. É inadmissível que o alvinegro não tenha uma loja oficial e um sistema de vendas de produtos online e no estádio, em dias de jogos;

Transparência: O torcedor está cansado de todo ano ter como desculpa “a menor folha de pagamento”. É de conhecimento público que o Tupi tem problemas financeiros, mas isso não pode aparecer apenas quando os resultados forem adversos. É necessário a montagem de uma plataforma que deixe o torcedor informado das contas do clube. É preciso saber quanto de dinheiro que entra nos cofres decorrente dos patrocínios; dos lucros e prejuízos dos jogos em Juiz de Fora; de quanto é investido em categorias de bases e estrutura física; valor da folha salarial, e lucro do programa sócio torcedor.

Gestão participativa: Cada dia mais se observa o desejo dos torcedores de participar do dia a dia do clube. Por se tratar de uma instituição regional, esse sentimento se torna mais forte. Afinal de contas, cada carijó se sente “dono” do Tupi, seja nas vitórias ou derrotas. Talvez fosse interessante a criação de um portal ou ferramenta para aumentar o diálogo da direção com o torcedor. Afinal de contas, são eles o motivo máximo da existência de um clube. É preciso trata-lo bem e fazer com que se sinta importante para o clube, e que possam contribuir com ideias e ações;

O término de um processo eleitoral sempre é ambíguo. Um lado está feliz, outro triste. Percebemos carijós contentes com o resultado das urnas, e outros sem expectativa de melhora. Acredito que o passo agora é a união. Para que 2017 seja próspero, é necessário que, independente do lado político, todos estejam juntos com o clube. Para a turma que se opôs ao modelo vigente, peço para que não cessem as discussões. Se fortaleçam, ouçam mais vozes dos torcedores, estudem métodos, analisem exemplos. No final, o Tupi será o vencedor. 

Outros destaques

O para-mesatenista, Alexandre Ank fecha o ano com “chave de ouro”, literalmente. O juiz-forano foi até a Costa Rica, disputar a Copa Costa Rica e voltou de lá com dois ouros. No individual, foi imbatível na classe 3-4, não perdendo nenhuma partida. Já pela competição em equipes, foi campeão ao lado dos brasileiros Ezequiel Babes e Ecildo Oliveira.

Ainda nessa semana, iremos conversar com Ank, para saber sobre as conquistas, fazer um balanço da temporada e as expectativas para 2017.