Para vencer, Tupi tem que estar com a “cabeça em dia”

Matheus Brum Matheus Brum 22/09/2017

Alô, alô, Nação Carijó e simpatizantes. Tá chegando a hora. Eu, que vou estar trabalhando, nas ondas da Rádio Catedral 102,3FM, não estou aguentando de ansiedade para entrar no Estádio Municipal Radialista Mário Helênio, fico imaginando vocês, torcedores fanáticos e apaixonados.

A missão não é nada fácil. Mas, está longe de ser impossível. Vimos que o time do Fortaleza não é “lá estas coisas”, para poder vir à Juiz de Fora achando que está classificado. Será um jogo duro, com as duas equipes tendo que jogar muito para honrar o acesso.

Na minha humilde opinião, se colocar na balança, o fator mais importante será o psicológico. E explico o porquê. A pressão vai ser grande nos jogadores. Deles próprios, da diretoria, dos familiares e da torcida. Sei que eles são pagos para isso e é a função do cara entrar em campo e jogar bola. Mas, sejamos razoáveis, todos são humanos, passíveis de erros. E é justamente isso que uma peleja desta magnitude não tolera: erros.

Falhas defensivas resultaram nos 2 a 0 da ida, na Arena Castelão. Não gosto da palavra “apagão”, porém, não encontrei outra que definisse melhor o início do segundo tempo do Galo Carijó na derrota de semana passada. Ao sofrer o primeiro gol, aos três minutos, o time se perdeu. Jogadores que dificilmente cometem falhas básicas, como Marcel e Paulo Henrique quase “entregaram o ouro”. Ainda bem que o goleiro se recuperou e fez intervenções importantes para a manutenção do placar.

Ficou claro que a equipe sentiu o baque. O famoso “sabe o que fazer, mas a cabeça não pensa rápido o suficiente”. A importância do confronto, aliado ao estádio cheio (primeira vez que a equipe jogava com aquela atmosfera) e ao gol sofrido fizeram o lado psicológico dos atletas sucumbir. O resultado, nós sabemos.

Por isso, espero que, com toda sua experiência, o técnico Ailton Ferraz tenha batido um papo com os jogadores, ao longo desta semana de preparação, para que as falhas não voltem a ocorrer. E, para que tudo dê certo, você torcedor, é papel fundamental. Nada de vaiar o time no primeiro passe errado. Se vai ao estádio, que seja para apoiar, do início ao fim. Caso o acesso não venha, aí sim tem todo direito de se manifestar. Entretanto, ao longo da partida, qualquer vaia, xingamento ou palavra de ordem vai servir para embaralhar ainda mais a cabeça dos jogadores.

Tecnicamente, há condições de vencer. Para isso, precisa-se aproveitar as oportunidades criadas. Ao longo da Série C, o Tupi pecou nas finalizações. Os recentes gols de Ítalo e Rafael Teixeira fizeram com que o ataque ganhasse moral. Que seja assim no sábado.

Taticamente, gostaria de ver a equipe no 3-5-2. Por quê? Assim, Ailton consegue dar uma consistência defensiva que permita o time não sofrer com possíveis contra-ataques. Como o meio vai estar congestionado pelas linhas de marcação tricolor, e o Galo não conta com um jogador próprio de armação, a válvula de escape será pelas pontas, principalmente no apoio dos laterais. Por isso é bom tirar deles a obrigação de sempre ter que ficar indo e voltando. Com a trinca na zaga, Lucas e Bruno Santos terão liberdade para atacar, tabelando com os volantes e atacantes.

A vitória é possível, e todos nós acreditamos. Que venha um belo resultado para sepultar de vez o tabu de que o Tupi “amarela” dentro de casa. Palpite: 3 a 0, com gol aos 48 do segundo tempo. Daquele cheio sofrido, que só o Carijó sabe nos proporcionar.

Quer ouvir a transmissão do rádio juiz-forano? Sintonize na Equipe Bola na Rede, da Rádio Catedral 102,3FM. Comigo, Marcos Moreno, Giovane Rezende, Álvaro Quelhas, Carlos Ferreira, Mônica Taísse e todo nosso timaço, que levará todas as informações e emoções até você!

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