Juiz de Fora - MG

Balanço Campeonato Brasileiro 2017

Nome do Colunista Matheus Brum 4/12/2017

Enfim, terminou o Brasileirão. Um dos campeonatos mais malucos dos últimos anos. É preciso refletir o que rolou ao longo de 2017, para que possamos fazer uma análise dos caminhos que o futebol brasileiro segue. A mudança na proposta de jogo é clara. Hoje, há uma preferência maior em se defender do que atacar. As principais equipes do país preferem deixar a bola com o adversário, explorando o contra-ataque. O campeão brasileiro, por exemplo, é um destes times que preferem arrumar o sistema defensivo para depois pensar no ataque.

Outro ponto fundamental foi o desleixo de alguns pelo principal campeonato nacional. Claro que o primeiro turno do Corinthians foi espetacular, um recorde que deve demorar a ser batido, no entanto, a conquista do hepta veio sem muito alarde por conta da falta de vontade dos rivais de alcançá-lo na liderança. Não podemos esquecer que Santos, Grêmio e Palmeiras tiveram diversas oportunidades de diminuir a distância para o Timão e aumentar as emoções do torneio na sua reta final.

Uma parte da negligência dos times citados acima se deu pela disputa da Libertadores. Como foi o primeiro ano em que a competição sul-americana passou a ser disputada ao longo do ano, vimos os efeitos colaterais desta disputa. O Grêmio, sem ter um elenco tão qualificado abriu mão do Brasileirão pelo sonho de conquistar a América pela terceira vez. Conseguiu. Mas, se o título não tivesse vindo, com certeza as criticas ao Renato Gaúcho seriam grandes.

Esse modelo defensivo aplicado por alguns clubes têm deixado o futebol chato. Os jogos, na sua maioria, não têm emoção, se tornando burocráticos. As equipes que propõem o toque de bola, em alguns momentos, não conseguem impor seu estilo, passando a ser criticados pela torcida e crônica esportiva.

A inversão de valores ficou tão significativa, que os clubes cotados ao título, pelo massivo investimento em jogadores, não conseguiram manter as expectativas, se tornando meros coadjuvantes, como Flamengo, Atlético-MG e Palmeiras. Isso mostra que nem sempre dinheiro ganha títulos (apesar de ajudar).

O lado negativo fica por conta da absurda quantidade de vagas na Libertadores. Ter nove times se classificando dará a impressão para alguns de que o ano foi bom. Mas, na verdade, apenas irá “premiar” administrações nefastas, como São Paulo e Vasco. Isso servirá para que os dirigentes destas instituições batam no peito e encham de orgulho para falar sobre os seus (des)feitos.

Agora é aproveitar o restinho de temporada, vendo Flamengo nas finais da Sul-Americana e Grêmio no Mundial de Clubes. De resto, o futebol brasileiro só retorna em maio. Afinal de contas, ninguém merece mais estes Campeonatos Estaduais sem nenhum valor e completamente inchados.


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