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    ::: 11/09/2003



    A UFJF anunciou as datas do vestibular 2004. O que quero destacar é o período de inscrições: de 25 de setembro até o dia 2 de outubro (Saiba mais!). Ou seja, para aqueles que ainda não definiram o curso que irão fazer, por falta ou excesso de interesses, terão menos de um mês para decidí-lo.

    E agora, o que fazer? Como tomar esta decisão? Conheço muitas pessoas que decidiram no último dia de inscrição o curso, ou ainda outros que mudaram a opção ainda na fila. Porque tanta indefinição? Quais os critérios que têm sido levados em conta pelas pessoas para esta escolha?

    Vou abordar neste artigo dois pontos deste dilema:
    a) a escolha baseada na moda e em retorno monetário, e
    b) a escolha baseada em impossibilidades.

    Quando a questão é o que está na onda
    Muitas pessoas que vêm em busca de orientação ou aconselhamento profissional, ou mesmo conversar informalmente sobre suas dúvidas, me fazem duas perguntas que já estão se tornando rotina:

  • Quais profissões estão em alta no mercado?
  • Quais profissões dão mais dinheiro?

    Normalmente respondo com outras perguntas:

  • O que você mais gosta de fazer?
  • Que tipo de trabalho lhe dá prazer?
  • Quais profissões lhe atraem, despertam seu interesse?

    Após a resposta a estas questões completo dizendo que provavelmente, para ele, estas serão as profissões em alta e as que lhe darão mais dinheiro. Isto porque, se fizermos algo de que gostamos e nos sentimos motivados faremos bem. É lógico que se fazemos bem, somos bons no que fazemos. Conseqüentemente a possibilidade de inserção no mercado de trabalho e o retorno financeiro serão muito maiores.

    O problema é escolher uma profissão apenas por estar na moda ou "dar muito dinheiro". Se você não gostar do que faz e não tiver as aptidões necessárias pouco adiantará um curso superior ou pós-graduações. Você pode conseguir seu espaço, ganhar "muito dinheiro", mas, acredite, isto só não vai bastar. Não vamos entrar em discursos filosóficos se aprendemos ou não a gostar de uma profissão, ou mesmo se passamos a gostar daquilo que nos permite conquistar outras coisas. Com raríssimas exceções, as escolhas baseadas neste princípio geram profissionais medíocres e/ou infelizes. É preciso um pouco de gosto e afinidade, caso contrário você não terá sucesso na profissão. (Leia mais)

    Não era bem o que eu queria, mas...
    Outro quadro que me chama atenção é de vestibulandos que se encontram frente a seguinte situação: não se sentem preparados para o curso que desejam, pois é muito concorrido ou já fez vários vestibulares e não conseguiu passar na formação pretendida. E então, fazer mesmo sabendo que tem poucas chances ou tentar um curso menos concorrido e ter a possibilidade de entrar na Universidade?

    Se o curso desejado é seu "sonho" lute por isso. Corra o risco como experiência e comprometa-se a se preparar com afinco para alcançar seu propósito. Afinal de contas, será que aquilo que não conseguimos encontrar tempo e nos dedicarmos para alcançar é um desejo verdadeiro?

    Outra perspectiva que vejo neste ponto é quando você direciona sua "segunda opção", ou seja para um curso menos concorrido, porém que tenha haver com a formação pretendida. Como exemplo podemos citar o vestibular da UFJF 2003. Imagine que você deseja fazer Engenharia Elétrica (9,9 candidatos/vaga) e, após uma reflexão realista (dê um desconto à sua insegurança) considera não estar devidamente preparado para a concorrência. Por outro lado seria boa opção o curso de Física (4,72 candidatos/vaga). Além de ajudar na preparação para o próximo vestibular há alguma chance de transferência ou pelo menos você adiantará matérias. O que fica fora de foco é sonhar com Direito ou Odontologia e fazer Física ou Química.

    Há ainda outro ponto quanto às impossibilidades. É claro que não serve para as Universidades públicas. Contudo, considero pertinente abordar neste artigo. No mês passado, conversando com uma conhecida ela me disse haver começado a faculdade. Só que estava fazendo o Normal Superior e não a Administração que tanto queria. Sua escolha foi direcionada por questões financeiras. Após analisar todas as opções e passar nos dois vestibulares ela concluiu que não teria condições de pagar o curso de Administração (entre R$ 300,00 a R$ 350,00/mês), mas teria para o Normal Superior (R$ 160 a R$ 180,00/mês). Frente à limitação optou pelo que era possível.

    Tanto para aqueles que mudam a opção pela alta competição ou condições financeiras um outro ponto a se levar em conta é a especialização. A especialização permite que você, após uma formação superior qualquer, dê uma guinada de 180º (360º você voltaria ao mesmo ponto) em sua atuação profissional. Ilustrando este fato, trago minha própria área: o RH. Normalmente dominada por Psicólogos e Administradores, hoje, qualquer profissional com esforço e talento (e uma boa pós- graduação em RH) poderá se “estabelecer” na área. Quando fiz minha especialização tinha colegas de formações diversas tais como: Serviço Social, Nutrição, Engenharia, Direito, Pedagogia e etc. A pós-graduação amplia muito seu leque de atuação.

    Por fim, antes de tomar uma decisão seja coerente com seus sonhos e desejos. Lute por eles, direcione suas escolhas baseadas por isso. Tome decisões conscientes. Não se deixe levar por impulsos, medos e frustrações, ou mesmo pelas histórias dos outros. Construa você mesmo sua história e seu futuro.

    Não espere. Faça melhorar.


    Eduardo Santos é psicólogo e consultor
    formado pelo Centro de Ensino Superior
    de Juiz de Fora e Pós-Graduado em Consultoria em RH.
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