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O fator rejeição

Alfredo Maciel da Silveira - Novembro 2017
 

Quem é e como pensa a gente comum, mas formadora de opinião, que constitui a base social do “Centro”? Começo reproduzindo citação de artigo anterior de quase um mês:

“[...] faltou analisar naquele povo uma camada social estratégica e moderna, seja por se antecipar relativamente no debate de candidaturas, seja principalmente por ser formadora de opinião. Tal é a base social órfã que reclama definições.

Ela tem duas vertentes (estrategicamente aliadas) hoje praticamente sem representação no sistema político.

A primeira: uma nova pequena burguesia liberal-democrática e republicana, gente comum por vezes barulhenta, que bate panela e vai às ruas, individualista (mas cidadã) e competitiva, com fé na eficiência do mercado, desconfiada do Estado, mas receptiva ao imperativo das políticas sociais.

A segunda: uma amplíssima esquerda democrática, de gente comum fortemente sensível à justiça social, que até o fim apostou no PT e se vê traída, mas mantém forte rejeição aos ‘neoliberais’ (leia-se PSDB). É dispersa e desorganizada, mas herdeira da experiência da Frente Democrática que resultou na Constituição Cidadã de 88.

São essas camadas sociais que constituem a base social nuclear do ‘Centro’, de onde se irradia o debate antecipado e a formação de opinião no seio do povo [...]”.

O que sublinho agora é o fator “rejeição” que grassa desigualmente naquele espectro de tendências à direita e à esquerda de uma “linha central imaginária”. Cito exemplos e dou nomes. Encontro receptividade, entre gente comum de perfil liberal-democrático, para a possível candidatura do Sen. Cristovam. O histórico do Senador enquanto ex-membro do PT, por exemplo, não é motivo de rejeição.

Agora, para a gente simples da esquerda democrática, ser “candidato do PSDB”, por exemplo, é anátema, é o que chamam “neoliberalismo”. E olha que isso é bem mais antigo que as recentes lambanças de um Aécio, por exemplo. Em 2014 eu já não conseguia convencer tais pessoas que Aécio no 2º turno era o candidato de uma ampla Frente, com Pedro Simon, Jarbas, Cristovam, Marina, grande parte do PSB e todo o PPS.

Essa gente não é “cascuda” como eu e muitos. Sou até capaz de, pessoalmente, votar num Alckmin, se apoiado por uma Frente Democrática, esperando que ele traga seus milhões de votos paulistas (é o que prometem, não?) e que amplie para a direita, apoiado pela maçonaria e a Opus Dei.

Mas fiquem de olho na rejeição...

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Alfredo Maciel da Silveira é MSc. Eng. de Produção e Doutor em Economia.

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Balanço de conjuntura
A representação (desproporcional) na Câmara: Pacote de Abril e Constituição de 1988
O voto em lista semiaberta
Os nomes na mesa



Fonte: Especial para Gramsci e o Brasil.

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