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A modernidade de Roberto Burle Marx em Tiradentes

Luiz Antonio da Cruz - Junho 2019
 


O multiartista Roberto Burle Marx (1909-1994) nasceu em São Paulo, filho do alemão Wilhelm Marx e da pernambucana Cecília Burle. Bem jovem foi estudar na Alemanha e lá descobriu a beleza das plantas brasileiras. Ao retornar, executou seu primeiro projeto paisagístico, na Praça de Casa Forte, no Recife-PE. Desde então, não parou mais e inovou os jardins públicos e privados do Brasil, ao utilizar plantas tropicais e materiais rochosos. Ao longo da vida, criou mais de dois mil jardins, tornou-se um dos mais consagrados paisagistas internacionais. Pintor, desenhista, gravurista, tapeceiro, ceramista, paisagista e nas horas vagas cozinheiro, ainda era cantor lírico e tocava piano. Burle Marx foi um dos artistas brasileiros mais talentosos e inovadores.

No final da década de 1970, a pedido de Dona Maria do Carmo Nabuco, Burle Marx criou projetos para os largos de Tiradentes: do Rosário, das Mercês, do Chafariz, das Forras, do Sol e para os cemitérios da Matriz de Santo Antônio e de Nossa Senhora das Mercês. Já plenamente consagrado e com centenas de trabalhos paisagísticos realizados, o artista elaborou desenhos singelos para os ambientes setecentistas do núcleo urbano antigo de Tiradentes, evitando intervenções abruptas, utilizando plantas e árvores da região. Os projetos foram implantados com o apoio financeiro da Embratur. O último, o do Largo das Forras, após readequação, foi implantado com o apoio financeiro da Fundação Roberto Marinho. Sua construção foi a partir de 1989, sob a coordenação da arquiteta Silvia Finguerut e de Luiz Cruz.

Em suas exposições retrospectivas, que circularam no Brasil e no exterior, figuraram os projetos idealizados e executados em Tiradentes.

A mostra “A modernidade de Roberto Burle Marx em Tiradentes” é uma iniciativa do Instituto Histórico e Geográfico de Tiradentes, com apoio do CCSYA-Centro Cultural Sesiminas Yves Alves, do Instituto Cultural Biblioteca do Ó e do Conselho Municipal de Políticas Culturais e Patrimônio, e integra a programação do Festival de Inverno da UFMG, que em parte será realizado em Tiradentes. A exposição é composta pelos desenhos de Burle Marx e fotografias anteriores, algumas durante a execução e outras das obras concluídas. Estará aberta no período de 21 de junho a 21 julho. A curadoria é de Luiz Cruz.

No dia 11 de julho, às 19h, no auditório do CCSYA será exibido o longa-metragem Filme Paisagem, sobre vida e obra de Burle Marx, com direção de João Vargas Penna; em seguida, haverá conversa com o diretor do filme. No dia 13 de julho, às 9h, com saída do CCSYA, visita guiada à exposição e aos largos.

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Fonte: Especial para Gramsci e o Brasil.

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