Como fazer amigos? Mau relacionamento na escola pode acarretar até problemas respiratórios


Renata Solano
*Colaboração
03/03/2008

Em alguns momentos o fato de ser novo na escola pode ser um motivo de tristeza, ou mesmo de felicidade. Para alguns, estar entre pessoas novas é uma oportunidade de fazer amigos, mas para outros, a situação é mais preocupante. Algumas crianças ficam receosas de os outros colegas não brincarem ou não se interessarem em conversar.

Para as crianças que são filhos únicos ou que recebem, em demasia, a atenção dos familiares, o período de adaptação na escola pode ser prejudicado se ela se sente menos homenageada que o normal, desejando ser o centro das atenções durante todo o momento. De acordo com a psicóloga, Ana Stuart (no vídeo), nem sempre essas são as crianças foco de mau relacionamento na escola.

"Muitas vezes as crianças que recebem menos atenção em casa, ou que disputam pelo carinho dos pais e que têm ciúmes dos irmãos é que apresentam maior problemas na escolinha, porque pretendem obter a atenção no novo ambiente e disputam a liderança dos amigos através da demarcação de território", afirma Ana.

Mas nem sempre a história é tão dramática assim. Julieta de Oliveira (foto) é filha única de um casal jovem, tem apenas um ano e sete meses e já vai para a escolinha cantando de felicidade. "Ela é muito comunicativa e já tem muitos amigos na escola. Apesar de ser filha única ela tem uma convivência com os primos bem saudável e fica feliz quando vai encontrar os colegas", comenta o publicitário, pai da menina, João Paulo de Oliveira.

Foto de Julieta Segundo João Paulo, sua filha entrou na escola desde os seis, sete meses. "Desde que ela nasceu, a Priscilla, mãe da Julieta, ficou com ela por causa da licença maternidade e por emendar as férias nesse período. Mas depois nós tivemos que colocar a Juju em uma creche por meio período, depois a Priscilla começou a ministrar aulas durante o dia todo e mudamos a Julieta para uma escolinha integral, e vemos que ela se adaptou muito bem", descreve.

O publicitário acredita que é preciso ficar mais tempo com sua filha, por isso elege os finais de semana como um período em que a família fica mais reunida. "A Juju precisa sentir que nós somos os pais dela e que ela recebe carinho e amor dentro de casa, por isso sempre que temos folga ou mesmo quando saímos mais cedo do trabalho pegamos ela na escola e passamos um tempo juntos. Acho que isso é importante até para ela ter essa personalidade e segurança nos ambientes"

Segundo a psicóloga, o grande sintoma de problemas de relação das crianças é a demarcação de território e o pais não atinam para isso. "Quando a criança não se sente confortável entre os colegas, pois não consegue se auto-afirmar dentro do ambiente, apresentam distúrbios respiratórios, como se estivessem sendo sufocadas ou até mesmo vai apresentar problemas de estômago, de alimentação ou de sono", comenta.

Para Ana, o importante é que os pais tenham uma postura de enfrentamento e um bom relacionamento com os professores. "É preciso que os pais tenham um diálogo com os educadores, não para retratar as crianças, mas para conseguir observar quais são os problemas que o filho está enfrentando na escola e manter um diálogo com ele para que se sinta melhor no ambiente", afirma.

* Renata Solano é estudante de Comunicação Social da UFJF

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