César Ilharco Magalhães Estudante da 8ª série fica em segundo lugar nas Olimpiadas de Maio, etapa da Olimpíada Internacional de Matemática

Números, pesos, potências, fórmulas, vértices. Essas palavras saem da boca de César Ilharco Magalhães (foto), de 12 anos, com uma facilidade de dar inveja a muito marmanjo por aí.

César é aluno da 8ª série do Colégio Apogeu em Juiz de Fora e acaba de acumular mais um prêmio como estudante. Na última terça-feira, dia 08 de agosto, ele recebeu o resultado das Olimpíadas de Maio, etapa da Olimpíada Internacional da Matemática. O resultado? Nada mais nada menos que a medalha de prata da competição.

O estudante competiu com outros estudantes de toda a América Latina, Espanha e Portugal. César disputou o nível 1 da prova, para alunos de até 13 anos.

Conforme ele mesmo explicou, só podem participar dessa etapa da Olimpíada Internacional, alunos que tenham medalhas ou algum tipo de menção honrosa de alguma competição de matemática à nível nacional. No caso dele foi fácil, César já tinha dois títulos na sua "coleção pessoal de orgulhos da família".

Quando ainda estava na sexta série, ganhou menção honrosa na Olimpíada Brasileira de Matemática. No ano seguinte, resolveu se arriscar pelas Olimpíadas de Maio e ficou com o terceiro lugar.

Há outro título também. Na Semana Olímpica de Matemática, que reune os medalhistas de várias competições que aconteceram no Brasil inteiro, além da hora da diversão e confraternização, há aulas e novas competições. Foi em uma dessas, que ele montou uma fórmula sozinho e ganhou o prêmio de raciocíneo lógico da Semana Olímpica. (veja o vídeo com a explanção da fórmula!)

Menino, meio tímido, sonhador e muito inteligente. Confira a entrevista com o prodígio do mundo dos números:

Desde quando você se interessa pela matemática e pelo raciocínio lógico?
Desde criança eu gosto muito de fórmulas e de coisas que fazem a gente pensar. Meus pais falam que com quatro anos eu já desenhava aviões e ficava falando muitas coisas sobre eles. Meu pai é engenheiro e também trabalha com biologia molecular. Quando eu tinha quatro anos eu fui com a minha família para os Estados Unidos e em uma escola de lá, eles fizeram um teste de QI em mim e constataram que eu era "superdotado". Me adiantaram um ano na escola. Fiquei lá um ano e meio e voltei para o Brasil. Quando eu estava na primeira série, a professora daqui também viu que eu estava bem nas aulas e disse que era para eu pular mais um ano na escola. Fiz a metade do segundo ano e a metade do terceiro em um ano só.

O que seus colegas acham disso?
Depende muitos dos lugares que já estudei. Alguns pegavam no meu pé, já que eu era mais novo que todo mundo. Mas como ninguém gosta de matemática e eu gosto demais, acham engraçado.

Como é que você imagina o seu futuro?
Eu gosto muito de aviões e tenho certeza do que eu quero fazer da vida. Quero fazer faculdade no ITA e ser engenheiro de aviação. Gosto de simulador de vôos, aviões, tudo que está relacionado à isso. Mas antes disso tenho outros planos. Quero fazer ensino médio na Epcar, que é um dos melhores lugares do Brasil.

Você estuda muito? Faz coisas extras em casa que ajudam no conhecimento?
Estudar muito eu não estudo não. Mas gosto de ler coisas que me ajudem a aprender mais. Em casa, quase todo dia leio alguma coisa em enciclopédia, gosto muito do Guiness Book, gosto de ver Discovery Channel, e outras coisas. Na escola eu também tenho o hábito de pegar na biblioteca livros de séries mais adiantadas que as minhas. Por curiosidade mesmo. Eu gosto de matemática.

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