Vereador-mirim ouve mais e promete menos Rafael Billy da Silva Gomes quer ouvir os representantes de sua escola
e levar as reivindicações à Câmara Municipal

Clecius Campos
Repórter
20/4/2009

O estudante Rafael Billy da Silva Gomes, 12 anos, parece um pouco embaraçado com a vitória nas urnas. Ele foi eleito vereador-mirim da Câmara Municipal de Juiz de Fora, e tomou posse no último dia 14 de abril. O comportamento, no entanto, não é causado por timidez. "Rafael é cauteloso. Ouve o que as pessoas têm a dizer e, depois, dá sua opinião", garante a responsável legal, Luciana Cândida do Rosário.

Foi pelo cuidado com as palavras que o adolescente, que cursa o quinto ano do ensino fundamental (antiga quarta série), acredita ter sido eleito entre 16 meninos e meninas da Escola Municipal Georg Rodenbach. "Disse que não podia prometer nada, mas que me esforçaria em fazer o melhor para o meu colégio. Acho que me escolheram por isso."

O comportamento na campanha se reflete agora na vida pública. Rafael não ousa mencionar projetos, enquanto não escutar professores, funcionários e colegas sobre o que é melhor para a escola. "Na quarta-feira, dia 22 de abril, pela manhã, tenho um encontro com a diretora. Vamos conversar sobre o que o colégio precisa. À tarde, participo da reunião ordinária na Câmara, comunico à mesa diretora os problemas e eles dizem se é possível ajudar."

Aprender e ajudar

Segundo Rafael, a oportunidade de estar em contato com os vereadores é ótima para conhecer a cidade e as atribuições de um legislador. "Acho importante aprender sobre as leis. O curso de capacitação vai ser interessante." Para o estudante, o principal papel de um parlamentar é ajudar o povo.

Vida corrida

Além das novas atribuições de vereador-mirim, Rafael ainda precisa dar conta dos afazeres cotidianos. "Vou à escola pela manhã, faço natação à tarde e ainda busco minha irmã depois da aula", conta. Com a posse no legislativo, aumentaram também o número de responsabilidades e elogios. "Meus colegas me chamam de vereador o tempo inteiro. É legal."

Futuro

A princípio, a carreira política não enche os olhos de Rafael. "Quero ser professor de educação física." Luciana acredita, no entanto, que a experiência na Câmara pode mudar o pensamento. "Ele tem muita disposição e boa vontade para auxiliar a todos. É responsável também. Acho que ele vai se encontrar na política."

A prioridade agora são os estudos. "O aprendizado com os vereadores vai ser grande, mas tem que se dedicar também aos estudos. O ponto fraco dele é a matemática", denuncia Luciana.

Próximos dias

Nos dias 5 e 7 de maio, os jovens eleitos participam de curso de capacitação sobre as atribuições dos vereadores. No dia 12, os estudantes se reúnem para elegerem a mesa diretora. "Quero me candidatar a presidente da Câmara", avisa Rafael.

Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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