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    Role-Playing Game - RPG
    JF já possui uma Associação de RPG com cerca de 50 associados

    Sílvia Zoche
    Repórter
    13/10/05

    Adilson Amaral fala da importância da presença dos pais quando os filhos jogam RPG e Diogo Carneiro conta como o RPG pode ajudar uma pessoa tímida

    Ouça! Ouça!

    RPG vem da expressão inglesa role-playing game que quer dizer jogo de interpretação de personagens. A brincadeira faz a cabeça não só da garotada, mas também dos marmanjos! Além de estimular a criatividade e a imaginação, o jogo possibilita a reunião entre amigos. Parece um teatro com livros de regras para se jogar. O mais conhecido RPG, até hoje, é o Dungeons & Dragons (D&D), criado em 1974. Para divulgar o D&D, surgiu o desenho Caverna do Dragão.

    Mas, algumas pessoas possuem receio ao RPG, principalmente os pais, "por desconhecerem o conteúdo e a forma como é jogado'. É o que diz a mãe, Stella Colucci (foto ao lado), logo que o filho, de 14 anos, Frederico Colucci chegou em casa falando sobre RPG. "Fiquei com medo sim, porque a gente não sabe de início como são as histórias contadas, como é o jogo. Mas depois assisti e acredito que os pais precisam agir conjuntamente com os filhos. O RPG ajuda muito no raciocínio e estimula a leitura. Além do mais, os meninos com quem o meu filho brinca são pessoas boas, sei quem eles são", comenta.

    Um dos integrantes da Associação RPG de Juiz de Fora e jogador de RPG há 13 anos, Adilson Emanuel Castor Amaral (foto ao lado), considera importante a participação dos pais. "É bom que o pai entenda o que é, venha com seus filhos ver e até jogar e participar. A vida é tão corrida e o RPG é uma boa maneira de ficar próximo. Assim, o pai e a mãe ficam sabendo com quem o filho joga e que histórias estão sendo contadas", diz Amaral.

    O medo gerado em torno do RPG também surgiu depois da morte de pessoas neste jogo, noticiadas há algum tempo na mídia, como ocorreu em Ouro Preto (MG) e em Vitória (ES), mas Amaral lembra que nesses casos há sempre alguma coisa que causa discórdia, como drogas, que nada tem a ver com o jogo.

    O estudante de Psicologia e jogador de RPG há 12 anos, Diogo Carneiro (foto ao lado), lembra que quem comete esses atos extremos vai agir assim não só jogando RPG, mas em qualquer lugar. "Normalmente, são psicóticos e que podem fazer o mesmo em uma festa, por exemplo. E o restante do grupo pode aceitar ou não andar com esta pessoa", alerta. Por isso, livros com histórias macabras, como a de vampiros, não atraem a atenção dele.

    Como, na opinião de Diogo, o RPG "dá margem para aflorar alguma coisa", ele resolveu fazer sua monografia de fim de curso aliando o psicodrama e o RPG. "No jogo, as pessoas interpretam personagens e isso pode auxiliar a algumas no seu dia-a-dia fora do RPG. Uma pessoa que é tímida e interpreta um guerreiro no jogo, sente-se respeitado e pode ficar mais seguro também na vida real", exemplifica.

    Como é o jogo
    Além das regras, existe o livro de história em que os jogadores seguem e criam as aventuras. Quem lê o roteiro é chamado de mestre - alguns criam o próprio script sem precisar de livro. Os personagens da história são divididos em classes que, entre os mais simples, estão o guerreiro, o sacerdote, o ladrão e o mago - este último é o mais fraco. Mas existe a possibilidade de evolução, o que depende do sucesso que cada personagem terá nas aventuras guiadas pelo mestre. A pontuação segue critérios, mas o mestre tem certa liberdade para avaliar se há merecimento nas ações. Há também raças, como a raça dos anões, dos elfos, dos humanos...

    Existem vários estilos de RPG, como o fantasia medieval (entre os mais cotados), espacial, guerra, era vitoriana, gladiador e o genérico (criação de qualquer tema).

    Além das regras e do roteiro, são necessários dados, que podem ser os comuns de seis lados ou dados mais especializados, como os icosaedros, com resultados de 1 a 20. O RPG é jogado em um uma mesa, sem necessidade de tabuleiro. Quando há combates, é usado um mapa hexagonal para movimentação dos personagens no ambiente.

    O diferente desse jogo é que não é preciso terminar a história no mesmo dia. Amaral diz que já ficou seis anos jogando uma mesma história e fala que através do RPG descobriu "os melhores e maiores amigos".

    Associação
    Há três meses foi criada uma associação em Juiz de Fora, RPGJF, para reunir, informar e difundir a prática do RPG. Atualmente, 50 pessoas fazem parte. No encontro anual de jogadores de RPG, em Juiz de Fora, que aconteceu no dia 09 de outubro, a associação fez aproximadamente, 300 inscrições de interessados em associar-se. "Queremos que as pessoas entendam o que é o jogo, que perguntem, vejam como é. Isso vai unir, também, os jogadores de RPG". A mensalidade - em torno de R$ 3 e R$ 5 - vai gerar carteirinha de associado, informativos, vale-compras entre outras ações. "Vamos montar, inclusive, um site da associação", diz. Quem quiser, pode entrar em contato pelo telefone (32) 3234-5757 ou pelo email: taberna@acessa.com

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