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    Segunda vida - Second life Tudo é possível nesta nova mania da internet que pode fazer você até ganhar dinheiro, na vida real

    Fernanda Leonel
    Repórter
    22/02/2007

    Desde o final do ano passado, os adolescentes viciados em internet ganharam mais um artifício para as conversas de fim de noite.

    O "Second Life", uma espécie de universo virtual misturado com chat em 3D, promete repetir o sucesso conquistado por outras ferramentas cujo principal objetivo é fomentar comunidades. Foi assim com o fotolog, com o Orkut, com o My Space, todos mania entre a garotada.

    O jogo, criado na Califórnia, não é o primeiro nem o único simulador da vida real. Mas, atualmente, é o mais popular. Tem cerca de dois milhões de usuários. E os brasileiros já formam a quarta maior comunidade. Dominação à vista? Tudo indica que sim.

    Para quem nunca ousou viajar pelo mundo de SL, a mecânica do sistema pode parecer diferente, a menos que a experiência com o The Sims - jogo que trabalha com realidades virtuais - também seja grande.

    Mas, são necessários mais que cinco minutos para um usuário casual se adequar ao jogo na rede, porque essa é a principal diferença entre o Second Life e os jogos do gênero: quem quiser participar de suas comunidades e viver a segunda vida, faz isso, logado na internet.

    A "segunda vida" de alguns personagens

    Um dia Silnei Laise viu que tinha uma nova comunidade no seu orkut chamada Second Life. Como ela apareceu por lá ele até hoje não sabe - apesar de chutar que deve ter ser sido uma antiga comunidade sua que foi renomeada por algum dono.

    O fato é que desde esse dia, esse nome não saiu da sua cabeça e acabou virando oportunidade de negócio para sua formação profissional. Silnei, que agora assumiu o personagem Dj Mantega Wilder (na ilustração do lado), chega a trabalhar 16 horas por dia no jogo simulador de realidade.

    "Eu já trabalhava com web e acabei encontrando o Rubnet Oliver que trabalha com 3D. Aí as coisas casaram e hoje a gente vê o Second Life como um território de oportunidades. A gente enxerga os usuários como futuros investidores", afirmou DJ Mantega.

    Ele e o sócio criam produtos e marcas e vendem os resultados dessa idéias para os consumidores do que eles chamam de mundo SL. Hoje, alguns meses depois de ingressar no jogo, Silnei ou Mantega são donos de uma rede de lojas no mundo virtual.

    E tudo não parece mesmo brincadeira. Tanto é que perguntado sobre seus ganhos no mundo virtual em comparação com o mundo real, Silnei foi enfático: "para nós não há mais essa diferença. Temos uma produtora. E ela agora funciona praticamente toda no SL. Ele agora é o mundo real para a gente".

    Apesar de não revelar valores, o DJ Matega diz que está ganhando bem e que uma empresa bilionária no jogo da internet pode fazer um milionário no mundo real. Apenas uma das dezenas de lojas que ele mantém no Second fatura até mesmo 30 doláres por dia.

    Tanto é que ele já começou a empregar pessoas e fazer valer nas suas empresas virtuais as mesmas regras de marketing e mercado que se vê em corporações com sede "real" . Um dos funcionários da Help Brasil é o estudante de Publicidade e Propaganda Fellipe Elias (foto), que trabaha como design para Mantega.

    Há cinco dias Fellipe participa do jogo e há quatro está empregado na Help Brasil. Na empresa ele é design e cria peças de roupas diferentes para venda no mundo SL. O vínculo empregatício de Fellipe é por produção: ele recebe L$ 50 por peça produzida.

    "Estou empregado e por isso vejo o Second Life como diversão. Mas também vejo o potencial que ele tem. Se eu não tivesse empregado, certamente eu estaria 16 horas por dia, assim como o DJ Mantega no jogo, trabalhando para ganhar dinheiro".

    Como participar

    Uma vez dentro do ambiente (a inscrição é grátis), o usuário pode fazer qualquer coisa, de freqüentar festas e boates a transar com outros personagens virtuais. É também possível fazer compras dentro de SL, que tem até um dinheiro próprio, os Linden dólares.

    Apesar de existirem assinaturas pagas (a mais básica custa US$ 9,95), o "Second life" se sustenta vendendo Linden dólares aos residentes. Atualmente, a cotação está na faixa de L$ 300 para R$ 2. E outra fonte de renda são as lojas instaladas dentro do mundo virtual.

    O registro no jogo é gratuito, basta você acessar: http://secondlife.com, clicar em join now para se cadastrar. Primeiro você deve inserir o seu nome e escolher o sobrenome de acordo com a lista que é mostrada. Não vale colocar o "seu" sobrenome, você precisa optar por uma das famílias existentes no jogo. Feito isso, o nome e sobrenome serão avaliados. Aprovado, você completa com a data de nascimento e email e, continua o registro.

    Na tela seguinte vão aparecer as opções para a escolha do boneco que vai representar você e depois é só preencher algumas informações como senha, nome, sobrenome e confirmar alguns dados. Na tela seguinte vai aparecer duas opções: você pode receber o Linden Dollars (L$250) - a moeda usada no jogo - ou não. Se optar por receber, você vai ter pagar uma quantia por isso, caso contrário é só continuar. A conta básica não dá direito a nada. Você entra no jogo sem um tostão e terá que encontrar um emprego por lá. Feito o cadastro, para começar a jogar você precisa baixar o programa no seu computador. Mas atenção: o jogo só funciona em Windows XP e ocupa 30MB.

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