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    Novas regras para lan houses Jovens e adolescentes só podem freqüentar casas de jogos eletrônicos três horas por dia. Limite se estende para quatro horas aos sábados, domingos e feriados

    Fernanda Leonel
    Repórter
    11/05/2007

    Entra em vigor na próxima quarta-feira, 16 de maio, uma portaria do Juizado da Infância e Juventude de Belo Horizonte com novas regras para a freqüência de menores em casas de diversão, lan houses, cybers cafés, fliperamas e similares, em substituição a uma decisão de 2003.

    Com a nova decisão, uma das principais mudanças é a determinação de horários regulados para quem freqüenta essas casas de diversão eletrônica. Jovens de até 16 anos, por exemplo, podem passar no máximo três horas em lan houses durante a semana. Aos sábados domingos e feriados esse limite passa para quatro horas.

    A portaria estabelece também horários, por faixa etária, para que crianças e adolescentes possam ficar nas casas de jogos eletrônicos. Quem tem menos de 10 anos, por exemplo, só vai poder se utilizar dos serviços se estiver na companhia de pais, responsável legal ou um acompanhante, que pode ser um avô, avó ou mesmo um irmão maior de idade. E quem está entre os 10 e 12 anos só vai poder freqüentar o local entre 10h e 18h.

    foto de lan foto de lan

    Para a coordenadora do Comissariado do Juizado da Infância e Juventude de Belo Horizonte, Angela Maria Xavier Muniz, a maior intenção com essa novas regras é evitar que jovens percam muito tempo com atividades que não, necessariamente, podem acrescentar no seu crescimento intelectual e pessoal.

    Isso porque, segundo suas informações, a portaria do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais considera que a exposição excessiva dos jovens aos jogos eletrônicos tem efeitos "nocivos e perniciosos". Quem for pego descumprindo as regras vai poder ser autuado a pagar multa de três a 20 salários mínimos.

    A opinião de quem é da área

    Em Juiz de Fora, o posicionamento do Juizado de Belo Horizonte divide opniões. Procurados pela ACESSA.com, donos e funcionários de lan houses e cybers cafés não possuem unanimidade nas respostas quando o assunto são os pontos positivos e negativos de regularizações como essa.

    foto de igor Igor Zanelli (foto), por exemplo, acredita que a nova portaria pode prejudicar os negócios de quem é da área. Isso porque, os jovens são o principal público alvo desse tipo de comércio e a redução, para muitos casos, drástica, do número de horas que cada um vai poder passar em frente a um computador nas suas empresas, pode gerar complicações até mesmo de fluxo de caixa.


    "Os adolescentes e jovens chegam a ocupar 40% do nosso movimento aqui. O resto está repartido entre todas as outras faixas etárias. O orkut é o campeão entre eles, que sempre dão um jeitinho de dar uma passada por aqui para responder e ver os recados. Acho cada um pode cuidar do tempo que passa por aqui, e o complicado é que quem é do ramo, vive disso", analisa.

    foto de cleyton Essa também é a opinião de Cleyton Lino Granato (foto), de 15 anos, e que se enquadra dentro da faixa etária que vai passar pelas principais mudanças. Ele freqüenta lan houses em média três vezes por semana e passa em média uma hora em cada uma das "visitas".

    Para ilustrar o assunto conta que tem um primo que vai praticamente todos os dias, e passa, no mínimo, três horas pelas casas de jogos eletrônicos. Segundo Cleyton, ele e o primo possuem tempos diferentes em frente ao computador, mas nem por isso, fazem mais ou menos coisas erradas em razão disso.

    "Acho que não tem nada a ver quererem mandar no tempo que cada um vai ter em frente ao computador. É melhor ver gente nas lan houses do que na rua procurando besteira. É melhor estar em uma lan que é uma coisa sadia do que roubando por aí", opina.

    foto de raquel No entanto, há quem apóie a decisão do Tribunal de Justiça de Minas e acredite que há as exceções quem precisam desse resguardo da justiça.

    Para Raquel Larcher, que trabalha em um cyber café, é importante que se tenha em mente que muitas crianças preferem um computador e um jogo que uma aula, e que, muitas vezes, fica difícil até mesmo para os pais, fiscalizar esse comportamento.

    "Já estamos antenados com as mudanças propostas pelo Juizado da Infância e Juventude. Para quem é da área, é bom trabalhar também sabendo que estamos contribuindo pra ajudar no futuro das nossas crianças e jovens", resume.

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