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    Relíquias na internet
    Documentos do Arquivo Histórico estarão disponíveis na Web

    Deborah Moratori
    19/02/03

    Quilos e quilos de papel disponíveis no seu computador. Essa é a idéia do projeto de Disponibilização de Imagens Documentais do Acervo do Arquivo Histórico de Juiz de Fora.

    Até o final do ano, fotos, cartas, processos criminais, registros de casamento, inventários, recibos de compra e venda de imóveis e documentos avulsos da cidade e região do período compreendido entre os anos de 1853 a 1889 estarão disponíveis na Web. O projeto piloto vai digitalizar cerca de mil imagens documentais do Brasil Império, com destaque para Minas Gerais, que vão poder ser acessadas através do site da Prefeitura.

    Acesso às relíquias
    "O objetivo do projeto é quebrar o monopólio da atuação acadêmica nas pesquisas", explica o diretor do Arquivo Histórico, Antônio Henrique Duarte Lacerda. Com a digitalização do acervo, o acesso aos documentos se torna muito mais fácil e democrático.

    "A idéia é levar o acervo para dentro da casa do cidadão, para que ele possa ter os documentos à mão a qualquer hora. O acervo é do cidadão. Embora o Arquivo Histórico esteja aberto ao público, o projeto prevê a democratização desses registros em sua acepção máxima".

    Para colocar a proposta em prática, a instituição conta com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa de Minas Gerais (Fapemig). O Arquivo Histórico inscreveu o projeto "Disponibilização de Imagens Documentais do Acervo" no edital sobre o uso de tecnologia digital no resgate da identidade histórico-cultural de Minas Gerais e teve sua iniciativa aprovada e contemplada com cerca de R$ 70 mil. A verba está sendo investida em equipamentos e no desenvolvimento do programa de software para disponibilização das imagens.

    Resgate histórico
    De acordo com o diretor, Juiz de Fora possui um dos acervos mais completos e de qualidade em termos de cidade. "São registros dos poderes legislativo, executivo e judiciário, processos criminais entre os anos de 1830 a 1945, documentos de cartórios da cidade e distritos, cartas de alforria, além de edições do jornal Diário Mercantil, inclusive com acervo fotográfico, entre os anos de 1912 à década de 80".

    Registros como o do óbito de um negro escravizado que foi açoitado até a morte no século XIX. O fato deu margem à criação, em 20 de janeiro deste ano - um dia após o óbito -, da Praça Teófilo que leva o nome do escravo assassinado.

    "A iniciativa de disponibilizar registros como esses vai contribuir com o processo de reconstrução da nossa história". Para Antônio Henrique, todo cidadão pode e deve trabalhar a memória de seu país. "O Arquivo Histórico ainda desenvolve um outro projeto que tem como meta mostrar ao público as informações históricas que temos registradas". O Arquivo Escola recebe em média 1.500 alunos por ano que têm a oportunidade de vivenciarem importantes fatos da nossa história através dos documentos disponíveis no acervo.

    O Arquivo Histórico já tem em sua página na Internet alguns documentos à disposição dos interessados. Clique aqui e confira. Para pesquisar o restante do acervo, o Arquivo Histórico está aberto ao público e funciona na Avenida Rio Branco, 870.

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