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    Das revistas para a web
    Desenhos em quadrinhos se popularizam na internet e contaminam jovens cartunistas

    Renata Cristina
    Colaboração
    12/07/06

    Os jovens cartunistas Rodrigo e Hilbert mostram uma das histórias que elaboraram para as tirinhas em quadrinhos da internet. Clique no ícone ao lado!

    Veja!

    Eles saíram das revistas em quadrinhos para conquistar uma legião de fãs na internet. Quem já imaginou que personagens tradicionais de HQs iam se transformar em "caras moderninhos" que têm até suas histórias publicadas na web? É. Pode acreditar. Alguns deles já estão com o rostinho na tela do computador. Desde super-heróis como o Homem-Aranha, o Íncrivel Hulk, Batman e Robin, até os vilões, como Coringa e Lex Luthor, não querem perder o seu espaço na Rede Mundial de Computadores.

    O sucesso também pode ser visto em sites com histórias originalmente brazucas. É o que acontece com o cartunista André Dahmer que reproduz na internet suas tiras feitas para jornais. Só o seu site tem um acesso mensal de aproximadamente 80 mil visitantes, que já baixaram 1,3 milhão de histórias, enquanto navegavam pelo conteúdo on-line.

    O cartunista juizforano, Mozart Couto, tem o seu trabalho reconhecido internacionalmente e já aderiu à moda dos quadrinhos on-line. Ele não vê desvantagens em publicá-los para um público irrestrito. "Essa é uma forma interessante de dar 'uma força' aos quadrinhos, depois da queda que sofreu o mercado por causa da revolução da informática". Em seu site, os internautas podem se deliciar com os trabalhos do artista, saber um pouco mais de sua carreira e fazer o downloads de histórias.

    Segundo Mozart, as publicações na internet modificaram o caminho das compras. "Um amigo responsável pelo site Nonarte diz que os leitores primeiro "baixam" as HQs do site e depois as compram impressas em papel", revela. Neste mesmo site citado por Mozart, há um vasto conteúdo da categoria, com cerca de 146 trabalhos de cartunistas de todo o país. Lá, o internauta tem diversas opções de entretenimento, como a leitura de histórias, discussão em fóruns, além da compra das edições impressas.

    No caminho inverso
    Há um ano, os estudantes universitários Rodrigo Gonçalves e Hilbert Silva começaram no ramo dos quadrinhos e a internet foi o primeiro veículo escolhido para mostrarem seu trabalho. "Nela, temos livre acesso, um público sem limites geográficos e não dependemos de grandes recursos financeiros", comenta Hilbert. Os jovens usam situações cotidianas para construírem "tiras de jornais", que nunca foram impressas. "Primeiro na internet, depois, quem sabe, em uma revista ou jornal", diz Rodrigo.

    Para elaborar suas histórias do blog Pau e Pedra os rapazes se inspiraram na música Águas de Março, de Tom Jobim. "Estávamos em um momento difícil da vida e resolvemos mostrar isso de forma irônica e criativa", revela Hilbert. Como personagens, eles têm a árvore, que segundo Rodrigo tem uma personalidade de árvore (se é que isso é possível) e a pedra, uma fiel representante dos obstáculos na vida.

    Apesar do início do trabalho ter sido on-line, os garotos já fisgaram alguns fãs virtuais. "Há pessoas que acompanham o blog e sempre enviam comentários, críticas e sugestões", revela Rodrigo. Para o futuro, os cartunistas pretendem criar um projeto denominado Amanhã, com enredos que falam sobre as incertezas no futuro.

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