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    Do analógico para o digital
    Como reproduzir todo o conteúdo das fitas de casamentos, formaturas e batizados para a tecnologia digital

    Fernando Rocha
    Repórter
    09/02/2006

    Clique no ícone ao lado para assistir ao trecho da entrevista, onde Jorge Melo fala como conserva suas fitas de vídeo e a importância que elas representam.

    Veja!

    Lp's, VHS, fitas cassete, slides, filmes em super 8 e outras maravilhas tecnológicas do passado, hoje se tornaram motivo de preocupação para quem os possui. Pois, afinal o que fazer com todo este material armazenado no tempo do analógico?

    Como transportar todo o conteúdo das fitas de casamentos, formaturas e batizados, destes equipamentos, para os dias digitais de hoje?

    Já existem no mercado aparelhos de DVD que gravam com tecnologia digital e custam, em média, de R$ 900 a R$ 1.200, bem mais caros que os aparelhos de DVD convencional.

    Outro ponto importante que deve ser levado em conta é a técnica utilizada nestes equipamentos. "A pessoa precisa conectar um vídeo-cassete no aparelho de DVD para gravar, e poucas sabem realmente como isso funciona", comenta o comerciante e especialista neste tipo de serviço Mário Lopes (foto ao lado). "E dependendo do padrão de gravação utilizado pela pessoa, poucos aparelhos de DVD conseguem reproduzir o conteúdo gravado", completa.

    Existe também a possibilidade de gravar as fitas de vídeo para os discos de DVD, usando o computador. Neste caso, o funcionamento é bem parecido com o anterior. Ou seja, o vídeo-cassete é conectado ao computador, e este, por sua vez, grava o conteúdo que estiver na fita. "Mas, não é qualquer computador que faz este tipo de serviço. A configuração mínima exigida é a de um micro de última geração com uma boa placa de captura de vídeo, isso para um bom serviço, portanto é caro", afirma Mário Lopes.

    Fitas cassetes, Slides, Lp's, Super 8
    A gravação vídeo-computador apresenta algumas vantagens em relação à gravação vídeo-DVD. A primeira delas é a possibilidade de tratar as imagens. "É possível fazer alguns retoques com softwares específicos nas imagens e no som das fitas quando gravadas para o DVD", diz.

    Outra possibilidade que o computador proporciona é a da multifuncionalidade. Com ele, é possível transpor para o digital, além do VHS, outras fitas do passado. "É possível pegar o conteúdo de um filme em slide, uma tecnologia que já há 25 anos não existe mais no mercado, e passa-lá para DVD, da mesma forma que um LP ou fita cassete pode ser gravado em CD," afirma Mário.

    De maneira semelhante à gravação vídeo-computador, o equipamento de fita cassete, LP, super 8 ou slide e acoplado ao computador e este grava o material.

    E com o computador também é possível, de acordo com Mário "tratar chiados ou pequenos defeitos de imagens que melhoram o resultado final da gravação". Mas, segundo ele, só os pequenos problemas valem para essa regra, "um defeito muito grande no material, não dá para ser consertado ou amenizado", diz.

    Valor sentimental
    Para Angela Maria Menezes Rocha (foto ao lado), converter o passado analógico para o presente digital é uma forma de "preservar a memória".

    Ao levar uma fita com músicas infantis para convertê-la para CD, ela comenta que isso faz parte da história da família. "Meus filhos ouviram estas musicas e agora são os meus netos que se empolgam ao ouví-las". Para a Angela, o valor da fita é o de "uma peça de museu."

    Já as fitas de vídeo do metalúrgico, Jorge Melo dos Santos Júnior (foto abaixo), além do valor sentimental, servem para pesquisas e estudos. Há sete anos gravando documentários sobre ciência, tecnologia, história e, principalmente, vida selvagem, Jorge Melo tem um acervo considerável. Com 169 fitas, numeradas, etiquetadas e guardadas, cada uma com seis horas de duração. Ou seja, são mais de mil horas gravadas ou 42 dias e seis horas de programação initerruptas de documentários.

    Esses números "já me custaram muitas noites de sono. Aliás, deixei de ver jogo do Brasil em Copa do Mundo com o Brasil, na final, para gravar um documentário", comenta. "E, 98% das fitas foram gravadas de TV por assinatura, pois a TV aberta é muito pobre neste tipo de programação", opina.

    Como cuidados para a preservação de suas fitas, Jorge Melo diz que sempre as mantém rebobinadas e em local apropriado, longe do calor e da umidade. Procuro mantê-las sempre na posição vertical e, o mais importante: não empresto!"

    Sobre a conversação de suas fitas para o DVD, ele diz que "por enquanto, é inviável. O preço de um computador ou de um apararelho de DVD para este tipo de serviço são caros, assim como o preço do serviço de quem faz. Isso fica alto pela minha quantidade de fitas. Mas, no momento oportuno farei a conversão".

    Os preços foram pesquisados pela ACESSA.com no dia 08 de fevereiro de 2006, podendo sofrer alterações...

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