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    Futuro no Calçadão Primeiro robô que fala, anda e gesticula de Juiz de Fora, passeia pelo Calçadão e chama atenção das pessoas na cidade

    Ricardo Corrêa
    Repórter
    17/05/2006
    Clique no ícone ao lado e veja imagens do passeio do robô da ACESSA.com pelo Calçadão da Rua Halfeld. Pessoas se surpreenderam pelo caminho

    Veja!

    Ele desceu a rua Halfeld, parou, gesticulou e falou, como todos costumam fazer dia após dia. Mas, ao contrário de todo mundo, chamou atenção. E pelo simples fato de que, mesmo andando como gente, falando como gente e gesticulando como gente, não era gente. O robô feito para comemorar os 10 anos da ACESSA.com fez sucesso enquanto desfilou pela mais famosa rua da cidade.

    O aposentado e autônomo, Casemiro de Jesus, foi o primeiro a se surpreender. Quando o robô ainda estava parado, sendo preparado para o "desfile", ele ainda não acreditava:

    "É uma brincadeira, né? Não vai andar nem falar não", dizia ele, para depois reconhecer. "Já estou achando interessante essa obra, e se ele fizer isso tudo que estão falando, aí vou achar mais interessante ainda", contou o vendedor, que puxou as palmas quando o robô começou a se mover.

    E da Batista de Oliveira até o local em que parou, próximo ao Cine-Theatro Central, o robô atraiu atenções e comentários de quem passava:

    "Quanto custa um desses?", perguntou um. "De quem é?", questionou outro. "Deixa eu controlar um pouquinho", ousou um terceiro. "Ele pode jogar no lugar dos atacantes do Flamengo", brincou um mais animado.

    E assim ele foi. Desfilando e chamando principalmente a atenção das crianças, que queriam ficar perto, ouvir ele dizer o nome delas, mexer os braços e andar. Mas não eram só as crianças que se surpreendiam. A tecnologia nova, do robô mais complexo já feito na cidade até agora, deixou adultos virando o pescoço, abaixando a cabeça e interrompendo, por alguns minutos, sua vida agitada, para ver aquela pecinha de metal que tentava imitar os humanos, com êxito.

    Em certo ponto, parou ao lado de um artista que divertia o público em frente ao Central. A atenção para o robô foi tanta, que o artista parou o show e foi lá beijá-lo e fazer fotos ao lado dele. Apesar de perder a atenção de seu público, não perdeu o bom humor de seu trabalho. "Gostei do robô, dizia várias vezes entre gargalhadas".

    Tecnologia

    Para fazer o que o homem faz com facilidade, o robô precisou ser preparado com as principais ferramentas tecnológicas de que um grupo de estudantes da UFJF dispunha. Acostumados a fazer robôs pequenos, que disputam competições e encantam o público, dessa vez o desafio da turma do Fatorióticos era maior. Os alunos da Faculdade de Engenharia Elétrica da UFJF tinham que montar um robô grande, que andasse, falasse e gesticulasse. E tudo isso em tempo recorde: em duas semanas o robô já estava pronto."Foi rápido, mas já tínhamos uma estrutura montada", explica Bruno Roque, um dos integrantes.

    Fábio Celestino, que a maior parte do tempo faz a voz do robô, exalta os objetivos conquistados pelo grupo.

    "Nunca foi feito um robô dessa dimensão. Principalmente para exposição, para ser mostrado na rua assim", contou, e lembrou quais as inovações do projeto.

    "As novidades são o áudio, os braços se movimentando, a câmera que filma e transmite para um receptor que entrega para uma entrada de áudio e vídeo de televisão. No nosso caso estamos usando um monitor de LCD, que é portátil. No caso do som, usamos um programa que distorce a voz, cria uma voz metálica", explica Fábio, que estava sempre próximo de Marcelo Ferreira Leite C. Macedo, o responsável pela movimentação do robô, através de um controle remoto.

    Mais do que ressaltar a importância do projeto neste momento, Fábio lembra o que pode-se esperar para o futuro, já imaginando as novas gerações de robôs que podem ser criadas.

    "Imaginamos que depois já poderíamos colocar um notebook e o robô levaria a internet para o público, através de internet wirelles em rodoviárias, centros empresariais. Esse é mais um passo que se abre com a criação desse projeto", ressalta Fábio Celestino.

    Aposta no que é daqui
    A ACESSA.com, por ser uma empresa da cidade, não deixa de apoiar iniciativas de Juiz de Fora. E é nesse contexto que resolveu deixar nas mãos desses estudantes da UFJF a missão de montar o projeto que chamou atenção da cidade. A inciativa foi apoiada, por exemplo, pelo presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de JF, Vandir Domingos, que viu o robô em ação no Calçadão.

    "Acho que essa idéia da ACESSA.com em apoiar essa equipe de estudantes é interessante. Espero que essa idéia faça escola e traga mais sensibilidade para os empresários da cidade. Eu vi com certa facilidade isso porque a ACESSA.com é uma empresa daqui e está apoiando algo que é daqui também", lembrou Vandir, que foi além.

    "As pessoas se diferenciam de várias formas e não adianta só dizer que tenho um preço mais baixo, por exemplo. É preciso inovar para fazer diferença", analisa Vandir Domingos.

    E assim, fazendo diferença, mas tentando fazer igual a qualquer um ser humano, o primeiro robô desceu o Calçadão. Mostrando que, mais do que comemorar as conquistas até aqui, a cidade olha para frente, para o futuro e para tudo o que se abrir a cada vez que o homem tem uma idéia e coloca ela em prática.

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