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    Fogo alto, médio ou baixo Para conservar seu fogão sem problemas, é aconselhável
    fazer manutenção anualmente

    Sílvia Zoche
    Repórter
    16/08/2006



    Preparar comidas do dia-a-dia ou pratos diferentes, saborosos. Sem o fogão, isso seria quase impossível, nos dias de hoje. Mas depois de fazer a comidinha e degustar com a família, com os amigos ou até mesmo sozinho, é preciso pegar no batente e deixar tudo limpo.

    Tem gente que prefere começar pelo fogão. Pegar um balde d'água e jogar com toda a vontade sobre o fogão, que já foi esfregado com algum tipo de palha de aço e muito sabão. Se o resultado é um fogão brilhando, mas com arranhões - não tem metal que agüente palha de aço -, tenha certeza que o rendimento de seu aparelho não será o mesmo. Não é à toa que o fogo custa a acender depois desta limpeza.

    Alguém pode pensar: "Ah! Mas eu não jogo balde d'água, não. Eu uso um copo mesmo e com cuidado para não cair dentro do fogão". Se quer conservar bem o seu equipamento, siga as dicas do técnico de consertos de fogão, Sílvio César Alves, conhecido como Sadi (foto ao lado). "Para não estragar, o fogão tem que esfriar totalmente, porque o calor destempera o metal (que não é aço) e com o tempo enferruja", explica. É que muita gente aproveita o calor da peças para remover a sujeira - as tampinhas, por exemplo, entortam com esta prática.

    O modo correto de limpar os fogões é com pano úmido ou esponja (sem ser a parte que arranha) e detergente comum. Retire o sabão com pano úmido e, em seguida, passe um pano seco. Trabalhoso? Nada demais para quem limpa o fogão todo dia, já que a limpeza diária não deixa a gordura entranhar. "Se cair água na parte automática, por exemplo, os fios elétricos molham. Quando o fogão é ligado, o calor aquece estes fios molhados e 'cozinham'", brinca. Resultado: fios danificados que precisam ser trocados. "E não é barato", alerta.

    Para quem acabou de comprar um fogão, a orientação é pedir para que um técnico instale o fogão e oriente do seu uso. "A pessoa acha que é só colocar em qualquer lugar da cozinha, ligar o automático e pronto", diz Sadi. O local adequado para o fogão ficar é longe da umidade. "Choque térmico provoca ferrugem nos acessórios e no metal", reforça. Portanto, fogão não deve ficar ao lado da pia. Outro detalhe é a colocação da mangueira do gás, que não deve ficar dobrada, muito menos em contato com o calor do fogão.

    Na hora de ligar os registros (ou botões), a dica é apertar o botão e só depois girar. "Existe uma mola nos registros. Quando a pessoa não pressiona o registro, isso ocasiona vazamento de gás, com o tempo". Aliás, vazamento de gás e mau acendimento são os problemas que mais acontecem quando Sadi é chamado. "Às vezes, as pessoas não se importam com o vazamento, porque não sabem do perigo. Faz mal à saúde e é explosivo. Independente do fogão ser usado, o vazamento pode ser permanente, em alguns casos", enfatiza.

    Mesmo com a limpeza diária do fogão, a parte interna acumula gordura. "A falta de manutenção causa muitos problemas. O aconselhável é fazer a revisão anualmente. A gordura, por exemplo, acumula muito na parte interna do fogão. A gordura, com o calor, fica líquida e vai penetrando. Ao esfriar, a gordura fica sólida e agarra".

    Quando o fogão apresenta algum tipo de problema e Sadi é chamado para fazer a verficação e conserto, ele conta que a maioria dos clientes dizem que o fogão não tem nada demais, que é coisa à toa. "Eles dizem que ninguém mexeu, por saberem que o técnico vai chamar a atenção". Sadi, que trabalha sozinho, gosta de arrumar o fogão na casa do cliente. " A pessoa precisa do fogão. Evito tirar da casa".

    Técnica e experiência
    Os 28 anos de atuação na área fazem de Sadi um expert nos consertos de fogão. Mas foi a necessidade que transformou Sadi em técnico. "Há 30 anos, minha mãe chamou um técnico para arrumar um fogão, mas ele não foi. Na época, era difícil conseguir um profissional. Ficamos duas semanas sem fogão".

    Quando contactou um que resolveu o problema, era um técnico que viajava muito. "Resolvi que queria aprender a mexer com fogão e descobri que um amigo meu era técnico". Depois de pegar os macetes com o amigo, Sadi foi para Belo Horizonte fazer o curso especializado. Desde então, ele faz faz cursos de três em três anos. "Tenho que reciclar, atualizar para conhecer os novos modelos que chema no mercado", afirma.

    O tempo mostrou para Sadi como o material de fabricação dos fogões mudou. "A durabilidade era maior, há uns 20 anos. O Cosmopolita, por exemplo, foi elaborado para durar uns 50 anos. Eu tenho um que veio de uma família que a filha mais velha tem 60 anos, hoje", diz.

    Este fogão era esmaltado, com acessórios em cobre. "Hoje, o metal usado é reaproveitado, são pintados e não esmaltados. Tem os fogões em inox, de boa qualidade, mas são muito caros". Então, o conselho de quem entende é cuidar bem do fogão que se tem em casa e fazer uma revisão anual. Não espere o problema aparecer para pedir ajuda.

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