Nomes estranhos e diferentes
Uma m?dia de tr?s processos, para a troca de nome, chega por m?s ? Justi?a e a mudan?a pode demorar cerca de dois meses
Andr?ia Barros
Rep?rter
10/10/05
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"Hoje em dia, ainda existem pessoas que colocam nomes diferentes nos
filhos, mas a prefer?ncia atual ? Maria Eduarda e Cau? por causa das
novelas. Em ?poca de Copa do Mundo, ? comum os pais tamb?m colocarem nomes
dos jogadores", conta a oficial de cart?rio, Daniela Cobucci (foto
abaixo).
"De acordo com a lei 6015, de 1973, o oficial pode rejeitar
o pedido de registro caso ele entenda que o nome poder? expor algu?m ao
rid?culo. Mas a gente procura conversar e orientar os pais da melhor forma",
explica.
"? preciso procurar um advogado, fazer uma peti??o
judicial, providenciar uma s?rie de documentos e certid?es negativas e fazer
um laudo psicol?gico provando que aquele nome ocasiona problemas emocionais.
Depois disso, ? feita uma audi?ncia com testemunhas para atestar a
veracidade do caso, e de acordo com a legisla??o, averiguamos se realmente
h? proced?ncia ", detalha a ju?za. Segundo ela, s?o encaminhados em m?dia
tr?s pedidos deste tipo por m?s em Juiz de Fora, e o processo de mudan?a
pode demorar cerca de dois meses.
Dupla diferente
Ter nome diferente inspirou a auxiliar de enfermagem a diferenciar a filha.
Ela conta que, na ?poca de sua gravidez, assistindo a um programa de TV, ela
se decidiu quando faltava pouco tempo para o nascimento. "Estava vendo um
show do Cidade Negra e vi que a filha de um dos m?sicos se chamava
Nandialla. Achei bonito e decidi na hora", conta. Hoje, aos sete anos de
idade, a filha de Sumayda, Nandialla Labanca, tamb?m gosta do nome.
"Quando os pais tem motivo de orgulho, n?o tem problema. Eu li que
Nandialla significa 'menina com cheiro de flor'. Achei lindo", orgulha-se a
m?e.
Vivendo feliz
Ana Paula lembra que nem sempre ? assim. "O nome ? uma escolha pelos pais
para os anseios e desejos deles para o filho. Se este nome ? diferente, a
pessoa pode se sentir diferente e isso pode ser ruim para a conviv?ncia. Ela
pode odiar esse nome e, desta forma, desenvolver uma baixa auto-estima",
explica.
Em situa?es constrangedoras, Ana Paula aconselha usar a arma da
auto-confian?a. "Mostre que o nome, apesar de diferente e de carregar
expectativas, n?o faz a pessoa. A pessoa ? quem faz o nome. Se for motivo de
muito constrangimento, procure a ajuda de um terapeuta. Ele poder? fazer um
trabalho de auto-aceita??o, de eleva??o da auto-confian?a e da melhoria da
auto-estima", sugere.
Heran?a de fam?lia
Apesar de diferente, ele diz que gosta do nome e at? batizou o filho, hoje
com 17 anos. "Este ? o nome do meu pai, ent?o ? como uma heran?a de fam?lia.
Meu filho n?o gosta muito, j? passou por alguns constrangimentos em sala de
aula, mas hoje j? se acostumou".
T?mido, o servidor n?o quis tirar foto para a enrtevista. "Deixe as pessoas
imaginarem como seria essa pessoa de nome t?o estranho", provoca.
Chamar simplesmente de Marinho foi a solu??o dos colegas de trabalho do
servidor p?blico Pergentino Marinho Filho, 45 anos. O nome diferente
n?o facilitava na hora da pron?ncia. " Tinha gente que me chamava de
'Presentinho' ou de 'Preventino', ent?o acharam melhor me chamar pelo
sobrenome", conta o servidor.
Voc? tem um nome diferente?
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