Mulheres ainda têm dúvidas quanto ao uso correto de anticoncepcionaisPílula é um dos métodos de anticoncepção mais usados, atuando de forma a impedir a ovulação. Muitas mulheres não sabem como usá-la corretamente

Aline Furtado
Repórter
5/8/2011
Anticoncepcional

Anticoncepcionais fazem parte da rotina de grande parte das mulheres. Ainda assim, são muitas as dúvidas a respeito da pílula. Um ponto que é destacado pelos profissionais da área da saúde é que os anticoncepcionais, assim como outros métodos contraceptivos, não garantem 100% de proteção contra a gravidez, mas se usado corretamente a eficácia pode chegar a 99%. 

A pílula é um dos métodos de anticoncepção mais usados, atuando de forma a impedir a ovulação. A ingestão diária do comprimido, composto por hormônios, faz com que o organismo aja como se houvesse uma gravidez, o que interrompe a produção de óvulos.

Entre os benefícios trazidos pelo uso estão a redução dos sintomas da Tensão Pré-Menstrual (TPM), evitando o fluxo menstrual e as cólicas. Entretanto, é importante lembrar que as pílulas não protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis (DST's).

Segundo a médica ginecologista, Cláudia Aparecida Bueno, não há qualquer contraindicação com relação às adolescentes que começam a fazer o uso das pílulas ainda novas. "É mais problemático para as mulheres de mais de 40 anos, já que existem fatores que influenciam, como é o caso de alto risco de aparecimento de doenças como acidente vascular cerebral (AVC), trombose, infarto e microvarizes. Além disso, fumar e ter pressão alta são problemas que interferem e contribuem para aumentar o risco de doenças."

Apesar de os hormônios presentes nas pílulas serem responsáveis, em alguns casos, pelo ganho de peso por parte das mulheres, há quadros em que a paciente emagrece. "Isso varia de organismo para organismo e pode mudar, também, de acordo com o anticoncepcional que está sendo usado, já que existem os de alta e de baixa dose hormonal." Entre os benefícios que podem ser atribuídos à pílula estão a redução de oleosidade da pele, com diminuição de acnes e espinhas.

De acordo com a médica, um mito relacionado às pílulas diz respeito ao tempo necessário para que a mulher engravide após a suspensão do uso do medicamento. "O tempo em que a mulher ingeriu a pílula não interfere no período em que vai demorar para engravidar. A gravidez ocorre depois de um ou dois meses, tempo necessário para que a ovulação volte."

Ainda com relação à eficácia, Cláudia afirma que o uso simultâneo de pílula anticoncepcional e medicamentos, como antibióticos à base de penicilina, antifúngicos e remédios relacionais ao sistema nervosos central, pode causar a diminuição do efeito do anticoncepcional. "Nesses casos, a paciente deve fazer uso da camisinha."

Para quem se esquece de ingerir a pílula, a ginecologista lembra que o comprimido deve ser ingerido assim que a mulher se lembrar. "Se a paciente se esquecer de ingerir por três dias, por exemplo, ocorrerá o sangramento. Então, ela pode voltar a tomar o remédio assim que lembrar, a fim de que não sangre muito. Então, prossegue com a cartela e interrompe os dias indicados, voltando, em seguida, com nova cartela. Mas é importante lembrar que, por ter esquecido os três dias, ela não estará protegida contra a gravidez, devendo adotar outro método contraceptivo."

Pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte deve ser usada, exclusivamente, em casos de emergência, não devendo ser adotada como pílulas comuns. A indicação é que o remédio deve ser ingerido apenas quando outro método anticonceptivo falha, como no caso da camisinha estourar.

A pílula do dia seguinte deve ser ingerida até 72 horas após a relação desprotegida. Caso seja tomada com frequência, a eficiência é reduzida. Uma das desvantagens é que a taxa de hormônios é muito alta, o que pode causar enjoos e sangramentos. Assim como as pílulas comuns, a pílula do dia seguinte não protege contra as DST's.

Camisinhas

Também considerado um método comum, a camisinha masculina é o método que mais previne das DST's, quando usada da forma correta. Entre as desvantagens estão o risco de ruptura e a possibilidade de alergia. Já a camisinha feminina não é tão comumente usada. Contudo, oferece vantagem por proteger toda a vulva, evitando a gravidez e o risco de DST's. A desvantagem é a dificuldade de colocação.

DIU

O Dispositivo Intra Uterino (DIU) protege como a pílula comum, entretanto, não apresenta hormônios, além de poder ficar no interior do organismo da mulher por até cinco anos. Entre as desvantagens estão a chance de aumento de fluxo menstrual e cólicas, a necessidade de visitas regulares ao ginecologista, além do desconforto durante a colocação.

Diafragma

O método é discreto, e pode ser usado horas antes da penetração. O diafragma pode causar o surgimento de infecção urinária, não protege contra DST's. A eficácia gira em torno de 94%.

Implante

Com eficácia maior que da pílula comum, reduz a menstruação, podendo, inclusive, parar o sangramento. A única desvantagem é que não protege contra as DST's.

Injeção

Com alta taxa de eficiência, é indicada para os casos em que a mulher se esquece de ingerir a pílula. Além de não proteger contra DST's, pode desregular o ciclo menstrual.

Anel vaginal

Mais eficaz que a pílula, a carga hormonal é baixa, sendo que os hormônios são absorvidos pela vagina. Entre as desvantagens estão o fato de algumas mulheres sentirem a presença do anel, além de não proteger contra as DST's.

Adesivo

Apresenta baixa taxa de hormônio, que é absorvido pela pele. Tem baixo risco de efeitos colaterais. Não previne contra as DST's.

Tabelinha e coito interrompido
Ambos os métodos não apresentam vantagens devido ao alto risco de gravidez.

Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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