Ser mãe pela primeira vez...

por Jorge Júnior - 08/05/2021

O exame confirma a gravidez... E a vida muda completamente. Um misto de alegria e ansiedade toma conta do corpo e prenuncia um dos momentos mais importantes na vida da mulher e, claro, do casal. É a fase em que o vínculo pode se fortalecer ou, em alguns casos, até se quebrar, dependendo de como eles encaram a nova fase.

Os problemas de relacionamento começam quando a mulher, encantada com sua nova condição, começa a viver em função do bebê. E o marido não acompanha o ritmo. "Há mulheres que chegam a perder o interesse sexual durante esse período", revelam os ginecologistas da Clínica Hope: medicina feminina, Marina Natalino e Marcelo Mendes Condé.

A reação talvez seja uma forma de proteger, resguardar o feto. Mas "a abstinência só é aconselhável para gravidez de alto risco e apenas nos três primeiros meses de gestação", esclarece o ginecologista Marcelo Mendes Condé. Há casos, porém, que o receio parte do homem. Ele fica com medo de machucar o bebê. Aí começam os atritos.

Segundo os especialistas, "o melhor remédio para evitar a crise é a informação. O casal deve se informar ao máximo, procurar orientação do médico que está fazendo pré-natal e não ter vergonha de perguntar, por mais insignificante que pareça a dúvida. Quanto mais ela conhecer seu corpo, com mais plenitude e tranquilidade vai encarar a gravidez”.  Os especialistas concordam que o acompanhamento do parceiro dá mais segurança à mulher e ao próprio bebê.

Corpo

As mudanças do corpo também geram angústia para algumas mulheres. Elas acham que estão ficando feias, gordas e que o companheiro pode perder o interesse por elas. Essa sensação de insegurança logo dará lugar à preocupação com o bem estar do bebê. Porém, os ginecologistas alertam: "a mulher deve se preocupar em não engordar demasiadamente, não só por motivos estéticos, mas para evitar dificuldades no parto. Esqueça essa história de que você deve comer para dois. Você tem que comer bem para um".

Filho da mãe

"O filho ainda continua sendo muito da mãe, em nossa sociedade. Grande parte da responsabilidade pela educação (ou falta de) é atribuída à mulher. Por conta disso, as decisões de como educar e com quem deixar a criança (principalmente para as mulheres que trabalham fora) são questões que atormentam a futura mamãe. Mas ela deve saber dividir esta responsabilidade com o pai. Estimulá-lo a participar", orienta a médica Marina Natalino.

À flor da pele

"Quando está grávida, a mulher retorna ao seu estágio mais primitivo. Chora mais, dorme mais, fica mais sensível. Nesse momento, é que o parceiro deve demonstrar todo o seu afeto e apoio. É o sinal de querem proteção, por isso o marido deve ter muita paciência, mesmo que isso não seja o seu forte. Se ignorar, ou fizer pouco caso, o atrito pode ser pior. Contraditoriamente, este é o período que a mulher mais amadurece. Ela assume um novo papel. Ela será mãe, e não apenas filha; protetora, e não apenas a protegida".

Depressão pós-parto

É muito comum a mulher passar por esse problema. Ela tem medo do corpo ficar deformado. Irrita-se com o choro do bebê, com o trabalho de cuidar da criança. Segundo os ginecologistas, "as causas da depressão pós-parto são hormonais e como a mulher não pode tomar medicamento (para não passar para o leite materno), a solução é procurar um terapeuta".

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