O que é o ponto G?
Sexólogas têm opiniões contrárias sobre a existência
do tão falado Ponto G no corpo feminino


Sílvia Zoche
Repórter
24/02/2005

Ouça o que a psicóloga, especialista em sexologia clínica, Fernanda Loyola, fala sobre o Ponto G.

Veja! Veja!

Foto: ACESSA.com De acordo com o ginecologista alemão Ernest Graffenberg, toda mulher tem um ponto sensível na parte interna da vagina, que seria responsável pelo orgasmo. Sua descoberta aconteceu na década de 1950 e, por isso, o ponto foi chamado, inicialmente, de ponto de Graffenburg.

Segundo o ginecologista, o tal ponto é uma pequena saliência (clique aqui e veja a imagem ilsutrativa), altamente sensível e erógena, localizada no fundo da parede frontal da vagina de todas as mulheres. No entanto, os praticantes do sexo tântrico acreditam na existência do "ponto sagrado" há milhares de anos.

Mas, será que este ponto realmente existe? Como ainda não há registro científico comprovando o tão falado ponto G, especialistas da área de sexologia se divergem sobre o assunto.

Alguns acreditam na existência do tal ponto, porque as mulheres possuem sensibilidade. Outros consideram que foi algo inventado, para que a mulher continuasse a proporcionar prazer ao seu parceiro, pois o homem é estimulado com a penetração e a mulher pode ser com a penetração, mas principalmente com o toque no clitóris.

Mito ou verdade?
Foto: ACESSA.com De acordo com a psicóloga e especialista em sexologia clínica, Fernanda Loyola, (foto ao lado), o psicanalista Sigmund Freud ajudou a disseminar a idéia que é mais importante para mulher ter o orgasmo vaginal do que o clitoriano. A versão do psicanalista é que a mulher teria dois tipos de orgasmos: um clitoriano, considerado imaturo, infantil; e outro vaginal, que seria o maduro, adulto. "Eu acredito que isso é um mito, criado, mais uma vez, para as mulheres se sentirem obrigadas a chegar em um ponto satisfatório pra uma outra pessoa, não só pra ela", diz Fernanda.

Como a penetração é a forma do homem obter o orgasmo, a existência de um ponto interno foi uma forma de obrigar a mulher a querer a penetração. Tudo isso, na verdade, para mulher satisfazê-lo na relação. "A mulher já tem dificuldade de se conhecer, porque o sexo ainda é um tabu para ela. O ponto G é mais um mito para dificultar a mulher chegar ao prazer", acredita Fernanda.

Foto: ACESSA.com Já para a ginecologista e sexóloga Cláudia Bueno (foto ao lado), o ponto G - apesar de não ser comprovada a sua existência - pode existir sim. "Acredito que o ponto G exista, assim como há diversas áreas erógenas em nosso corpo, como a mama e a nuca, por exemplo. Só que o clitóris é a área mais importante para que a mulher chegue ao orgasmo", explica.

Ela diz que a separação de orgasmo vaginal e clitoriano não existe. "Tudo é vaginal, mesmo que o estímulo seja somente no clitóris, porque as contrações são internas".

O que importa são as preliminares
Tanto para Fernanda quanto para Cláudia, o importante são as preliminares. "Tem mulher que precisa de um contato, de um estímulo maior", diz Cláudia. "Vai muito da comunicação do casal", acrescenta Fernanda.

Fernanda lembra que muitas mulheres estão em constante busca e preocupam-se demais se vão atingir o prazer e dar prazer ao seu parceiro e não vivem o instante. "Ainda existe uma cobrança de que é preciso ter uma performance sexual. Às vezes o orgasmo acontece e a mulher nem percebe".

Independente da existência do ponto G, a mulher precisa conhecer o próprio corpo e saber o que é legal durante a relação com o parceiro. "A mulher ainda tem vergonha de se tocar e de se conhecer", alerta Fernanda.

Sua opinião

 

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