A mulher de alma leve
A mulher de alma leve
Fiquei absolutamente inspirada ap?s a leitura de um texto do cronista Paulo
Sant'ana onde ele muito ? vontade fala da diferen?a entre o comportamento
da mulher fingida (que eu por uma quest?o de eleg?ncia prefiro chamar de mulher de alma leve)
e o da mulher sincera. De certa forma sempre prestei aten??o nestes dois tipos de comportamento
feminino e pra falar a verdade, o assunto at? se tornou um objeto de estudo onde, dentre tantas
experi?ncias que chegam at? a mim todas as semanas, e ap?s me tornar uma mulher madura,
pude constatar que, tamb?m os homens, com certeza, medem e valorizam as diferen?as
tra?adas pelo cronista no que tange o comportamento da mulher fingida (de alma leve).
Quando minhas clientes me perguntam sobre como se comportar para n?o despertarem
a ira de seus parceiros que parecem estar sempre prontos para um disparo verbal
em tom de roj?o, ou como se comportarem para manterem seus parceiros fieis,
dou a elas o exemplo dos relacionamentos dos homens maduros com as ninfetas,
que al?m de os completarem porque elas tem todos os atributos f?sicos que as
parceiras maduras e companheiras de anos j? perderam, t?m ainda o apetite sexual
(por eles) em segundo plano, o que n?o exige deles muito desempenho neste sentido
(o que de certa forma, ? bem conveniente ap?s a maturidade masculina),
sabendo representar como atrizes, fingindo ter orgasmos duplos e rindo de
qualquer piada rid?cula que eles contem. Esta seria no m?nimo uma hip?tese
a ser ponderada, n?o ? mesmo?
As meninas (terror das esposas da modernidade) os chamam de tigr?o
e de meu rei ao passo que as maduras, s?o chatas porque discutem a
rela??o e fazem contas do dinheiro que o casal tem porque n?o acham
gra?a em sair torrando todos os tost?es economizados ou ganhos no m?s
com viagens, compras de objetos caros, jantares rom?nticos, perfumes
importados. S?o pesadas porque priorizam a reforma da casa, a educa??o
dos filhos, a aposentadoria segura. Abrem m?o de mot?is, fantasias er?ticas,
aventuras loucas a dois e tudo o que apimentaria aquela rela??o que h? anos
caminha na mornid?o.
? importante citar aqui tamb?m as novas esposinhas, rec?m casadas, iludidas
do poderio sobre o parceiro, m?ezonas demais, que no primeiro ano de casamento
esquecem-se de serem namoradas de seus maridos e passam a valorizar tanta
bobeira antes do amor dos dois como: casa arrumada demais, caderneta
de poupan?a, filhos que tomam seis banhos por dia e comem a papinha
a 25 graus, finais de semana inteiros na casa dos parentes...
N?o que n?o se deva ser sensata e equilibrada, mas ? preciso ser
s?bia no sentido de alimentar a alma masculina com a pitada certa
de lux?ria que sabidamente eles v?o buscar nos "Night Clubs", nas
termas e nos milhares de an?ncios de jornais que oferecem horas de
prazer e total descontra??o nos bra?os de uma universit?ria, loira,
18 anos, divertida e completa. To pegando pesado? Temos mesmo que continuar
fazendo de contas que isto n?o existe?
A mulher que finge, consegue abstrair na medida certa,
das preocupa?es do cotidiano e levar o parceiro ao mundo
dos sonhos e da ilus?o, ao que ele finge n?o dar valor
porque tem que se mostrar sempre muito s?rio e respons?vel,
mas que no ?ntimo aprecia bastante. O homem que tem este
tipo de mulher ao seu lado se sente poderoso e cheio de
vida. Um verdadeiro garanh?o.
A mulher sincera faz quest?o de mostrar a ele diariamente
exatamente o contr?rio disso, talvez por causa de suas car?ncias
ocultas, cobrando dele atitudes, representa?es, desempenho sexual
e afetivo em n?vel de romance, mais e intermin?veis recursos financeiros.
Loucuras controversas, por?m vividas diariamente por casais de todos
os tipos.
"A mulher sincera ? aquela que se auto designa para o relat?rio di?rio
dos tormentos dom?sticos e a exposi??o dos problemas t?o pronto o homem
p?e os p?s no lar. A mulher fingida ? aquela que, quando o homem chega
em casa e pergunta se est? tudo bem, responde, ajeitando a camisola:
"Agora vai ficar melhor". Citando Paulo Sant'ana.
N?o sei se me fiz entender bem neste artigo. Em suma, o que tentei
dizer aqui ? que temos que ter a dose certa para tudo na vida. Nada
de essa coisa de ser muito pegajosa, sincera, certinha, controladora.
Um pouquinho do que se critica nas chamadas "mulherzinhas de plant?o",
tamb?m deve ser posto em pratica na rela??o com o seu parceiro.
Fique atenta, preste aten??o, n?o somente critique a exist?ncia de
mulheres leves e capazes de amea?ar o relacionamento de voc?s dois.
Seja razo?vel e entenda que existe uma demanda que justifica e
exist?ncia delas. Compreende?
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sugest?o sobre esta coluna
Jussara Hadadd ? terapeuta hol?stica,
especializada em sexualidade
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