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    Amor em farofa de areia


    Jussara Hadadd 21/02/2020

    Acontece em qualquer idade. Os jovens sofrem a interferência da família que presume saber o que será um caminho melhor para eles. O rapaz não presta, tem jeito de quem usa drogas ou pode estar interessado em ascensão pois o pai da moça é um senhor bem-sucedido. Um rapaz caça dotes.

    Ou a moça pode não ter boa conduta, uma biscateira que anda por aí com todo mundo tentando arranjar um bom partido. Pode ser que ela nem goste do moço.

    E por aí vai. Os jovens são tidos como más companhias capazes de tirar dos filhos em alvo toda e qualquer boa educação, valores e conduta que seus pais lhes passaram. Só que não! O preconceito impera e emperra muitas vezes, o que poderia dar em um amor, em felicidade de verdade para a vida toda. E, muitos jovens atendem aos apelos dos pais e se tornam pessoas infelizes que geram famílias infelizes. Isso ainda no mundo de hoje? Sim, de verdade. E não importa a dimensão da cidade e nem o lugar onde ela está no mundo.

    Barra pesada mesmo é com os maduros que já cumpriram suas missões em todos os sentidos na vida, com a formação, com a religião, com a profissão, com a família e depois de se verem livres, entre aspas, se dão conta de que os filhos esperam muito mais deles do que o que já proveram.

    Pais responsáveis, amorosos, dedicados que geraram pessoas para serem de bem, sorridentes e felizes, se veem do nada, num golpe, como pais que deixaram muito a desejar. O triste é que isso se manifesta na maior parte das vezes no âmbito econômico e financeiro. Filhos malsucedidos, de índole estranha, digamos assim, entendem que as conquistas financeiras de seus pais são todas suas. Que tudo o que os pais construíram foi para eles. Como assim?

    Uma vez ouvi de uma cliente muito querida a frase sobe herança: “Filho bom não precisa e filho ruim não merece”.

    E é nessa de achar que o pai ou a mãe tem que prover ou facilitar suas vidas para sempre, que os mal-intencionados filhos, entram de sola nas novas relações amorosas de seus pais.

    É muito triste uma pessoa que já enviuvou, divorciou, se vê solitário e tem a sorte de encontrar alguém para compartilhar o tempo que deveria ser o melhor da vida, se depara com a ganância dos filhos que entendem que o parceiro veio só para tirar e nunca para somar em amor, amizade, cuidados, prazer e alegria. Ninguém pensa em nada disso. O primeiro pensamento é sobre se a pessoa que entrou na família vai subtrair, esgotar, roubar o que pensam ser de seu direito. Gente, ninguém tem direito a nada do outro enquanto ele está vivo! Que coisa feia.

    Sendo assim, parentes, por favor, cuidem de suas vidas. Os pais de se acalmarem e crescerem como pessoas de bem e os filhos de se tratarem e crescerem como seres independentes, autossuficientes, com retidão de caráter e levando adiante essa mensagem.

    Pessoas, deixem as pessoas se amarem, controlem seus recalques, seus ciúmes, invejas e, principalmente, suas más intenções sobre o que nem é seu!

    É bom lembrar.

    Jussara Hadadd é terapeuta holística, especializada em sexualidade.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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