Artigo
Foi por acaso?
:::25/08/2005

Gregos, troianos, malucos, baianos, todo mundo tem uma história de destino pra contar, mesmo que não acredite muito nele. Dos sobreviventes do 11 de setembro ao cara que casou com uma garota do Orkut, a possibilidade de existir um futuro já escrito - ou seja lá como queira chamar as coincidências da vida - faz a gente pensar e, às vezes, até temer.

Os céticos acreditam na tal mera coincidência. Afinal, a idéia de que não temos o comando do nosso próprio destino dá arrepios e mostra que somos mesmo muito pequenos. Eu não sou cética. Também tenho mil experiências e, particularmente, acredito que tudo o que vivemos está documentado no livro da nossa vida. Psicanálise, espiritismo, sincronicidade, astrologia, alma gêmea, sinas do além... São tantas visões até bem particulares que tentam explicar esses acasos que a gente acaba se agarrando numa delas para tentar entender os "inexplicáveis" que acontecem com a gente.

Foi o que fiz. Há uns meses, eu perdi uma pessoa muito especial. Era um cara excelente, um ótimo profissional, um amigo inacreditavelmente generoso. Estava no auge da carreira e começando uma família. Nós dois tínhamos planos profissionais juntos, além de sermos muito, muito companheiros um do outro. No dia em que ele morreu, foi um tremendo choque. Para mim, Deus foi totalmente "sem noção" de levar um cara tão bacana, tão especial quanto o Antônio Marcos. Com 31 anos, deixou a esposa com um bebê de poucos meses. Cara, como assim?! Não tinha motivo, não tinha sentido, não tinha razão. Mas uma coisa foi determinante nisso para mim: na semana que tudo aconteceu, eu não estava na cidade. Não vi velório, não vi enterro, não vi o susto do acontecimento que abalou a cidade inteira. Deus, o até então "sem noção" da história, me poupou e me tirou de perto do que seria o momento mais maluco e deprimente de toda minha vida. Será que isso também não seria uma peça do destino?

Bom, se o que acontece com a gente está ou não escrito nas estrelas, ninguém realmente tem certeza. Mas o conforto de saber que as coisas, quando tem que acontecer, acontecem mesmo, acaba nos confortando. Essas coisas são pra se compreender sem explicar. Isso se chama fé. E, como já cantou o ministro, ela não costuma falhar!

Em tempo: Por via das dúvidas, passe mais tempo com quem você gosta, confie nos seus instintos e nos avisos inesperados, pratique seus desejos sem culpa. Hoje o tempo voa, amor... Vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir.



Destino eterno
Partindo de uma idéia muito surreal, o filme "Brilho Eterno de uma mente sem lembrança" é uma linda e original história de amor que mostra como o destino - bom ou ruim - é o grande vencedor no final. Depois de ter levado um fora da namorada, o personagem do Jim Carrey se depara com a possibilidade de terem apagadas da mente todas as lembranças sobre ela. A então namorada, Kate Winslet, também tinha feito a mesma coisa. Eles definitivamente não se queriam mais. Mas o destino os reuniu de uma forma despretensiosa e inteligente. O filme é delicioso para os que acreditam no amor, obrigatório para adoradores de bons roteiros, imperdível para o povo cult.



Destino incerto
Enquanto o neto do ACM fala de corrupção (heim??), o presidente Lula fala que o destino do Brasil depende exclusivamente da nossa vontade (como??) e o Tiago Lacerda diz que o Roberto Jefferson é herói dele (affe!!), "minha gente", estou começando a temer um destino desastroso para o Brasil. Golpe da direita, parlamentarismo, Enéas presidente, pizza... eu não me aventuro, nem de longe, a arriscar o futuro do país com tantas maluquices acontecendo ao mesmo tempo.





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Andréia Barros é jornalista
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