Artigo
Livro aberto
:::26/01/2006

Danuza Leão, JK, Vinícius e outras tantas histórias de vida começam o ano nas livrarias, na TV e no cinema. A onda das biografias é um filão nas editoras e produtoras, principalmente quando o biografado tem bastante história pra contar e nos faz concordar: "Pois é. Ele não chegou lá a toa!". E afinal, mais vale uma experiência de vida instigante compartilhada do que passada em silêncio. A gente aprende a viver assim também.

A safra boa de agora vem com histórias reveladoras e bem contadas. São drama e humor nas doses certas, relatos vibrantes e repletos de curiosidades que a nós, pobrezinhos mortais, nos resta admirar e tentar nos aproximar, de alguma forma, da intimidade de pessoas que têm ou tiveram uma vida surpreendente.

É claro que têm os que tentam, a todo custo, tirar uma lasquinha quando experimentam os tais 15 minutitos de fama. Tem espaço pra todos, embora a maioria vá mesmo para o saco e, um em mil, pode dar certo. Tudo bem que ninguém nem lembra do rápido e curto caminho das borboletas da Adriane Galisteu, mas a bonita soube trilhar seu chãozinho no livro em que conta numa história meia-boca seu romance com Ayrton Senna. Esse, diga-se de passagem, ganhou vários trabalhos de pesquisa, entre eles, uma narrativa de tirar o fôlego em "Ayrton, o Herói Revelado", escrito por Ernesto Rodrigues.

Mas, voltando ao mundo dos plebeus, falo por mim e acredito que pela maioria. Nunca fui estagiária de presidente, nem andei de moto com Che Guevara, muito menos saí da roça pra tentar ser dupla sertaneja. O que eu teria de valioso para compartilhar com leitores em um livro sobre minha vida? Pois pode acreditar, os bastidores do meu quarto têm seu valor, sim senhora.

E acho que, se você já amou alguém de verdade, conseguiu realizar aquele trabalho que sempre lutou, se deixou levar pela emoção de ter um filho ou, de alguma forma, impediu que isso acontecesse, se você tem amigos de verdade, se já contemplou a natureza com todos os seus sentidos, já vale a pena. Tornar sua vida especial não depende do quanto curioso e diferente que você já viveu. Depende de coisas divinas que estão, muitas vezes, bem do nosso lado. Afinal, responda com sinceridade o que mais te fascina: jantar num restaurante na mesa ao lado do seu ídolo ou comer um sanduba sentado num banco da pracinha com quem você está apaixonado?

Em tempo: Páginas rasgadas, capítulos indispensáveis, relatos arrebatadores. Você, bonita, já parou para pensar em como seria um livro com a história da sua própria vida?



Mulheres do mundo
É claro. O fato de ser mulher, loira, agnóstica e usar tailler não confere a ninguém nenhuma garantia de fazer um bom governo. Mas todos os olhos do mundo estão voltados para Michele Bachelet, a nova presidente eleita no Chile. Torço por ela e por Ellen Sirleaf, chefe de estado Libéria e também primeira mulher a assumir o cargo na África. As bonitas, pelo menos, reluzem a esperança de uma nação menos opressora, menos preconceituosa e mais humana.



Bonitinha, mas...
Invejosa, talvez, seja um adjetivo forte, mas acredito ser o mais justo para a última da Luana Piovani. No blog dela, a loira debochada estampou sem dó nem piedade uma frase que deu o que falar na imprensa e no mundinho fashion: "Não é por nada não, mas chega né... cansei daquele nariz lindo e vermelho..." Ai, amore, falar mal da beleza da Gisele Bündchen, nessas alturas do campeonato, é dar bandeira demais no mais cruel dos pecados capitais.


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Andréia Barros é jornalista
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