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    Casais contam como é cultivar o amor por tanto tempo


    Repórter: Fernanda Leonel
    Edição: Ludmila Gusman
    Designer: Lívia Mattos
    junho/2006

    Uma vida inteira junta, em 60 anos de casamento. Décadas e mudanças na sociedade compartilhadas e discutidas. "Quando são bem vividos, 60 anos passam rápidos", declarou o casal para não deixar dúvida nenhuma do clima de romance que pairava no ar.

    Durante a entrevista, Mário e Regina (foto ao lado), sentados bem pertinhos no sofá, não desgrudaram as mãos. Incrível também era perceber a atenção que um tinha com o outro, enquanto um deles explicava alguma história. Olhos atentos, cabeça fazendo sinal de concordância. E um hábito impossível de não ser percebido por quem passa mais de cinco minutos com os dois: tudo que Mário diz precisava vir seguido de uma confirmação da mulher. "Não é mesmo Regina?"

    Os dois se conheceram na década de 40. Regina morava na fazenda e conta que se encantou com um moço falante que passava por lá de vez em quando para falar com o pai dela. Como o namoro começou? Eles não se lembram, mas gostam sempre de deixar bem claro que na época deles os casais não eram tão liberais como são agora.

    A dona de casa conta que resolveu casar para poder ficar mais perto do namorado e brinca que nem sabia das "coisas que aconteciam no casamento". "Quando eu casei ainda era uma menina, não sabia da vida, de nada. Mas não arrependo. Hoje falo que casei cedo e passei mais tempo na vida com o Mário", fala olhando para o marido.

    Nesses quase 60 anos de convivência, eles tiveram quatro filhos e seis netos. Moraram na fazenda por vários anos e há aproximadamente cinco, se mudaram a cidade, para segundo eles, atender um desejo dos filhos que ficavam preocupados com os dois em uma região mais afastada.

    Nas lembranças do tempo da fazenda, estão a gratidão do marido com a mulher: "Essa mulher já me ajudou demais. Tínhamos uma venda e ela que fazia quase tudo que a gente vendia lá. A Regina é meu braço direito".

    A esposa concorda que casamento não é algo fácil, e classifica a sua história como uma prova de que às vezes é preciso deixar o orgulho de lado para poder viver uma história de amor.

    "Dê esses conselhos para as meninas que vão ler essa matéria", diz a senhora, "não há história de amor, por mais bonita que seja, que não tenha problemas. É preciso saber superá-los para ser feliz ao lado de quem a gente ama".

    Olga Ferraz, casada com Rubem Ferraz (foto) há mais de 40 anos também concorda com Regina. Ela diz que é preciso "saber conviver" para ser feliz no amor. A receita de felicidade de Olga, no entanto, vem recheada de um outro ingrediente: ela afirma que é preciso ser companheira da pessoa que se está do lado para que a vida seja compartilhada pelo casal.

    "Tem muita mocinha por aí, que acha que a vida dela é mais importante do que a do companheiro. É claro que a gente tem que cuidar da gente, mas é preciso investir nas coisas que se pode fazer junto", aconselha.

    Ela e o marido, encontraram no passeio de todas as tardes, um momento para compartilhar assuntos e idéias em comum. Todos os dias, de segunda a sábado, o casal mais famoso do Parque Halfeld freqüenta as sombras que o ponto central oferece.

    É quase que um ritual. É só passar no Parque Halfeld por volta das 11h da manhã para ver os dois sentadinhos de mãos dadas na praça. Como explicam os pombinhos, eles almoçam às 11h em um restaurante no centro da cidade e depois "sem nem lavar os pratos", partem para o descanso diário do almoço nos bancos do ponto turístico.

    "Sou companheira dele nesse nosso ritual. Mesmo quando acho que estou cansada eu venho, porque acho que para a nossa felicidade é importante que a gente tenha essa hora do dia em comum". Falou a voz da experiência.

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