Thiago Cachaldora Thiago Cachaldora 23/2/2011

De quem é a culpa?

De quem é a culpa?O cinema mundial, livros e histórias populares descrevem diversas aventuras sobre caçadores de vampiros, caçadores de tesouros, fantasmas entre vários outros.

O que não se escuta falar, mas se convive, diariamente, são outros tipos de caçadores... os caçadores que encontramos no mundo corporativo, e não estou falando dos caça talentos, os head hunters (caçadores de cabeças), mas sim os caçadores de desculpas e de culpados, os quais não despertam interesse nenhum para criar histórias e filmes emocionantes e de grande popularidade.

No mundo corporativo atual, é comum encontrarmos os caçadores de desculpas, aqueles que estão treinados a descobrir um ótimo motivo, pelo menos para ele, do porquê não ter feito, não ter conseguido ou não ter solucionado o problema.

Funcionários que se utilizassem sua criatividade em prol da empresa, ao invés de inventar desculpas tão mirabolantes, trariam muito mais lucros e resultados.

Outro tipo de caçador são os caçadores de culpados, aqueles que desperdiçam boa parte de sua energia buscando o quê ou quem foi o culpado pelo insucesso do projeto ou pelo fracasso financeiro do mês.

Ambos os tipos de caçadores tem um ponto em comum: são profissionais que acreditam, na maioria das vezes, que estão fazendo as coisas certas, porém não se conscientizam de que profissionais eficazes são aqueles que produzem resultados e não desculpas e que além disso encontram as soluções em vez de perder energia em encontrar os culpados.

É claro que a fonte do problema deve ser encontrada, assim como fatores externos podem interferir na obtenção dos resultados. O ponto a ser destacado é a proatividade inexistente nesses colaboradores, que ao invés de colocar a culpa sempre na ação dos outros ou em alguma coisa deveriam se atentar que os resultados são sempre fruto de nossas ações no dia a dia.

Proatividade, diferentemente do uso popular, significa muito mais do que atitude ou iniciativa. Significa termos consciência de que somos responsáveis pelos resultados ao nosso redor, sejam esses positivos ou negativos.

Portanto, antes de dizer que não conseguiu e, simplesmente, se livrar das responsabilidades, analise as possibilidades e possíveis soluções para depois justificar o que não foi feito. Faça uma introspecção e veja se realmente não poderia ter feito melhor ou de outra forma, demonstrando assim capacidade de reação e comprometimento com os resultados.



Thiago Cachaldora é fonoaudiólogo, pós graduado em Fonoaudiologia, consultor em comunicação interpessoal, diretor executivo da Clips Comunicação Interpessoal & Desenvolvimento de Pessoas e palestrante. 

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