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    Thiago Cachaldora Thiago Calchadora 27/2/2012

    Facilidade que atrapalhaA comunicação escrita ultimamente vem me chamando a atenção negativamente no seu uso coloquial

    Homem lendoNão é raro nos depararmos com conflitos internos nas empresas e até mesmo em nossas vidas pessoais decorrente de uma interpretação diferenciada de uma mensagem. A leitura, e consequentemente a sua interpretação, é uma forma de linguagem influenciada por inúmeros fatores externos e internos, que tornam a eficácia da mesma tão discutível quanto a capacitação de quem escreve e lê.

    A comunicação eficaz é aquela que se baseia em trocas de informações, essas vindas de fontes diversas como entonação de voz, expressão facial e corporal, situação e associadas ao histórico cultural de cada participante. Por ser limitada apenas ao recurso visual a linguagem escrita abre espaço para que os intérpretes tenham liberdade para interpretar e sofrer influências de seu estado emocional, preconceitos, situação diferenciada de quem escreveu, de forma muito mais intensa do que a linguagem oral.

    Com a facilidade de comunicação em tempo integral associada ao desenvolvimento tecnológico, a comunicação escrita tem tomado cada vez mais espaço em nossas vidas. A meu ver o crescimento e desenvolvimento tecnológico e inclusão digital com o uso dos "SMART" (inteligente) phone, TV, Blue Ray e tantas outras opções de acesso a internet é inversamente proporcional ao desenvolvimento da capacidade de escrita e interpretação, que vemos ser grosseiramente utilizada nas redes sociais e ferramentas de trabalho.

    Quem nunca se deparou com um conflito mediante a uma frase escrita mal elaborada ou mal interpretada que atire a primeira pedra...

    Interpretações diretamente ligadas ao "perfil social" do emitente, positiva ou negativamente, falta de atenção e perda de informações importantes durante a leitura, informações insuficientes por acreditar que o leitor já tenha conhecimento sobre o assunto, e-mails não recebidos que levam a perda dos prazos, são fatos comuns nos ambientes corporativos atuais.

    Que não me interpretem com uma postura contrária a linguagem escrita, até porque a mesma é indispensável para a humanidade, apenas com uma visão de que a mesma deve ser melhor utilizada e menos banalizada.

    Afinal: -"Se os jurados condenam eu não absolvo!"

    O que se resolve com a troca de dez e-mails em uma semana muitas vezes tende a ser resolvido com poucos minutos de conversa frente a frente.



    Thiago Cachaldora é fonoaudiólogo, pós-graduado em Fonoaudiologia, consultor em comunicação interpessoal, diretor executivo da Clips Comunicação Interpessoal & Desenvolvimento de Pessoas e palestrante.

    Os autores dos artigos assumem inteira responsabilidade pelo conteúdo dos textos de sua autoria. A opinião dos autores não necessariamente expressa a linha editorial e a visão do Portal ACESSA.com

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