Artigo
O maior risco é ficar parado
::: 20/07/2002

Dando continuidade ao detalhamento dos três aspectos da excelência profissional, falaremos neste artigo sobre o comprometimento. Falar de comprometimento é falar de um de nossos grandes temores, pelo menos para a maioria das pessoas: a responsabilidade, o compromisso.

Vejamos, comprometimento vem do verbo com-prometer, ou seja, ato de fazer uma promessa. No dicionário Aurélio encontramos: fazer, assumir compromisso; obrigar por compromisso; implicar; expor a perigo; arriscar. Se considerarmos o dito popular de que “promessa é dívida”, comprometer-se é assumir uma dívida à qual temos que pagar. É por isso que o comprometimento é um dos ingredientes da excelência profissional. Profissionais com excelência assumem a responsabilidade, correm o risco de suas escolhas, se obrigam a sempre fazer o melhor que podem.

Um bom exemplo a ser citado é o que comumente vemos ou ouvimos no esporte. A equipe não vai muito bem no jogo, mas todos esperam que o craque do time faça a diferença. Ele então, sabendo de sua função, chama para si a responsabilidade da partida. Ele fala e incentiva os companheiros. Faz com que a maioria das jogadas passem por ele até que outro jogador se desperte e divida com ele o risco de criar as jogadas.

Um outro bom exemplo é um trecho de um poema Diante de Mim, do consultor Geraldo Eustáquio: “...E me comprometo a estar presente aqui e agora a despeito do prazer ou dor que este momento me traz, fazendo a parte que me cabe do melhor modo que eu sei sem me queixar do mundo, nem culpar os outros por meus erros e fracassos. (...) e embora eu só possa fazer pequeno, eu me comprometo a pensar grande e a me preparar com disciplina e coragem para os ideais que ainda espero e vou alcançar”.

Na verdade sabemos que é muito mais fácil deixar a responsabilidade e os riscos para o outro do que chamá-lo para nós mesmos. É aí que está a importância do comprometimento na busca pela excelência. É um diferencial nos dias de hoje onde todos preferem não se expor, preferem fugir das responsabilidades e dos riscos.

Embora alguns autores citem outros tipos de comprometimento, gostaria de me ater a apenas dois: o afetivo e o normativo. Para Antônio Virgílio Bastos o primeiro está vinculado às expectativas atendidas e às condições de trabalho, enquanto o segundo ao sentimento de dever e valores pessoais. Clareando um pouco mais este conceito, podemos dizer que quando nos comprometemos no orgulho ao trabalho, no prazer de participar de uma equipe ou grupo é uma reação produzida pelo comprometimento afetivo. Por outro lado, o normativo vem de uma identificação de valores, ou seja, está ligado diretamente ao que você acredida.

Com isto, ampliamos anda mais o conceito de comprometimento, pois se prometemos algo temos que saber com cumprir nossa promessa. Ou com diz Armando Pastore, diretor da PENSARE, é “entender os objetivos das ações prometidas, ter o conhecimento necessário para fazer e, não estar apenas informado daquilo que deve ser feito”.

Para isto você obrigatoriamente tem que ter duas coisas em mente: estar sempre pronto a aprender e a mudar e que só não erra quem não faz. Se você não correr riscos e assumir responsabilidades, fica parado no tempo e no espaço, não evolui. Já escrevi isto antes e torno a repetir: você não trabalha para uma empresa ou pessoa, você trabalha para si mesmo. Assuma a direção de sua vida profissional e de seu sucesso.

Não há risco maior do que ficar parado. Há uma frase que diz: “Você tem duas opções: ou caminha para o futuro com as próprias pernas ou vai rebocado para lá”. Quando não vamos por conta própria somos arrastados. É mais ou menos como ir a um estádio em dia de final de campeonato. Para quem já enfrentou esta situação sabe bem com é. Depois que você entrou no meio da multidão, não tem mais como ficar parado ou você será empurrado e carregado. Ande com suas próprias pernas e tenha para você que quem não se compromete, fica com sua situação comprometida.

Não espere, faça melhorar. Sucesso.


Eduardo Santos é psicólogo e consultor
formado pelo Centro de Ensino Superior
de Juiz de Fora e Pós-Graduado em Consultoria em RH.
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