Artigo
Planejando seu desenvolvimento
e construindo seu sucesso
::: 16/10/2002

Você leu o artigo do mês passado. Fez seu “prazer de casa” definindo suas competências essenciais. Ótimo! Mas, e agora? O que fazer e como trabalhar com estes dados? Afinal de contas não adianta nada você ter os ingredientes, mas não saber o que fazer com eles. Definidas as competências essenciais à sua função os próximos passos são: avaliação, planejamento e desenvolvimento. Para isto você precisa responder a três perguntas fundamentais: "Onde estou?", "Aonde quero chegar?", "O que preciso e posso fazer para chegar lá?".

Avalie a situação atual: Onde estou?
Dentro das competências que você considerou essenciais, qual o grau de desenvolvimento de cada uma delas? Ou seja, como você está? Quais os resultados esperados e quais os obtidos? Desenhe seu perfil avaliando e descobrindo seus pontos fortes (competências mais desenvolvidas) e seus pontos fracos, que serão chamados oportunidades de melhorias (competências que precisa desenvolver mais). Algumas empresas realizam as chamadas avaliações de desempenho. Se sua empresa é uma destas, ótimo. Aproveite o feedback ou retorno de sua avaliação e procure ter claro para você o que deve ser trabalhado. Caso sua empresa não promova ainda este tipo de avaliação então não há outro jeito, faça você mesmo. Como? Há várias maneiras. O que será mais objetivo, e proveitoso, é uma conversa com seus superiores imediatos solicitando que sinceramente apontem os pontos que você deverá melhorar dentro de suas atividades. No início pode parecer difícil, mas se você deixar claro seus objetivos e, principalmente, souber escutar e receber críticas, as coisas irão fluir bem. Lembre-se: não fique questionando o ponto de vista deles. Mesmo que você não concorde, procure refletir o porquê deles terem este ponto de vista. Pergunte sempre os motivos que o levam a tal veredicto. E, por mais que o desagrade, encare sempre como uma grande oportunidade. Pode ser que a opinião deles esteja equivocada porque alguns fatos estão distorcidos. Com isto, já teríamos um ponto a ser melhorado: comunicação. Que tal relatórios mais claros ou uma avaliação, mesmo informal, após cada projeto? O mesmo tipo de retorno poderá ser obtido também junto aos seus pares e subordinados. Se você fizer todas elas estará praticando o que chamamos de avaliação 360º. Isto inclui também a auto-avaliação. Seja sincero consigo e tire proveito disto.

Crie suas metas: Aonde quero chegar?
Em sua atividade profissional, o que você deseja? Que resultados quer obter? O que você precisa melhorar? Ao responder estas indagações você estará identificando seus objetivos e metas. Primeiro você avaliou a situação atual, agora vai projetar a situação futura. Ou seja, já se conscientizou dos resultados que vem obtendo e define os resultados que pretende alcançar. A diferença entre estes dois pontos é que o levarão ao planejamento e à ação do seu desenvolvimento. Este procedimento em RH, saber onde estou e onde quero chegar, chama-se Inventário ou Levantamento de Necessidades de Treinamento (INT ou LNT).

Defina seu plano de desenvolvimento:
O que preciso e posso fazer para chegar lá?

Neste ponto você deverá criar a estratégia, definir a maneira como irá do atual ao pretendido ou do real ao ideal. Pode ser um curso ou treinamento, um estágio, um livro, uma atividade social e etc. Digamos, para exemplificar, que você tenha definido como competência essencial à sua atividade profissional boa comunicação. Para isto você poderá recorrer a um curso de Comunicação e Expressão Verbal, poderá também se comprometer a não perder mais oportunidades de falar em público, só para treinar. Mesmo que seja quando, naquele aniversário de um amigo, você é convidado a falar algo. Outro exemplo é quanto à desenvoltura ou mesmo desinibição. Para desenvolver esta habilidade ou atitude você poderá fazer algum curso, uma terapia, mas talvez valha a pena pensar na possibilidade de participar de algum grupo de teatro ou dança. Pelo menos por um tempo até se sentir mais solto. O que importa neste ponto é que, após definido o que e quanto melhorar, você decida como melhorar. Assim você poderá elaborar seu plano de desenvolvimento. Com isto, você passa a ter o que chamamos de Planejamento de Treinamento e Desenvolvimento (ou seu cronograma de ação). Para definí-lo leve em conta as opções que você tem, seu tempo disponível, o investimento que poderá fazer. Programe-se a partir das prioridades. Crie metas de curto, médio e longo prazo.

Enfim aja.
Agora é por em prática o que você avaliou, estudou e planejou. Mas, é muito importante que você possa estar sempre reavaliando os resultados para que possa medir seu progresso ou mesmo redirecionar seu foco de ação. As coisas têm mudado com um ritmo cada vez mais assustador. Alguns conhecimentos hoje importantes podem perder o sentido amanhã. Isto não deve ser uma desculpa para procrastinar suas ações, mas um item importante para acertar a rota quando preciso.

Vale citar, como já escrevemos em nosso artigo Tudo Depende de Você, que para tudo é preciso motivação. Ela é o elo de ligação entre dois pontos, uma ponte que leva de onde estamos a onde queremos chegar.

Resumindo então: Defina o que é importante para o seu desempenho (competências essenciais), avalie estas competências, crie suas metas, estabeleça um cronograma e aja. E não se esqueça: meça sempre seu desenvolvimento. Estabeleça seus indicadores e procure criar um benchmark. Tudo bem vamos devagar. No próximo artigo iremos mais além.

Não espere. Faça melhorar!


Eduardo Santos é psicólogo e consultor
formado pelo Centro de Ensino Superior
de Juiz de Fora e Pós-Graduado em Consultoria em RH.
Saiba mais clicando aqui.

Mande sua pergunta,
esclareça sua dúvida sobre mercado de trabalho com
o consultor Eduardo Santos.



Conteúdo Recomendado