Cresce a venda de cartões de telefonia pública Alguns estabelecimentos comerciais chegam a registrar um aumento de 100% na venda em comparação ao ano passado



Thiago Werneck
Repórter
26/09/2007

"Tenho celular, mas sempre ando com o cartão de telefone público à mão". A declaração tem se tornado cada vez mais comum nas ruas e é do representante comercial, Luiz Roberto Azevedo Moreira (foto abaixo). O menor preço da telefonia pública faz crescer a procura por cartões que tornam mais acessíveis as ligações locais, interurbanas e internacionais.

Alguns estabelecimentos comerciais de Juiz de Fora chegam a registrar um aumento de 100% na venda de cartões telefônicos em comparação ao ano passado. "Em 2006, eu vendia uns seis cartões por dia, hoje a média chega a 12 e tem dia que chego a vender 20 cartões", comenta o proprietário de um bar da cidade, Edson Couto de Oliveira

A maior procura também é sentida por um dos proprietários de uma banca de jornais da cidade. Segundo Giuliano Caruso, não dá para precisar em números esse crescimento, mas ele garante que o movimento aumentou na banca. "De uns tempos para cá mais gente tem procurado. Eles comentam que não querem mais pagar assinatura por telefone fixo e preferem saber quanto estão gastando nas ligações cada vez mais baratas", relata.

Preço atraente
Foto: de Luiz que mesmo com celular usa o orelhão O preço passou a ser ainda menor com a possibilidade de ligações através de orelhões que utilizam o VoIP, no centro da cidade. "Fazer um interurbano e uma ligação internacional é muito mais barato pelo VoIP e em períodos de crise financeira sempre é bom economizar", destaca um dos sócios de Juliano, Giulio Caruso (foto abaixo).

No caso do representante comercial, Luiz, foi justamente o custo que o fez optar pela ligação de telefone público. "Celular de linha é muito caro, só posso ter de cartão. Ele serve mais para receber ligações e só ligo por ele em situações de urgência. Por isso, sempre estou com um cartão telefônico no bolso", revela.

O mesmo acontece com Patrícia Homero que também prefere usar o orelhão. "Meu celular até deixo em casa. A ligação é mais cara, com a ligação de telefone público aproveito muito mais meu dinheiro", relata. O reflexo desse aumento de vendas é sentido também pelo proprietário de banca de jornal Francisco Madalena que há anos vende cartão telefônico. "Depende muito do dia, mas em relação a tempos anteriores, a venda aumentou sim", observa.

Foto: Proprietário de banca Giulio Caruso Segundo o administrador e contador, Marco Roberto Nicolau, essa é uma tendência na atual sociedade. "Essa é a fuga de gastos. A pessoa sem perceber, sabe que vai diminuir a despesa no fim do mês. Elas usam um sistema pré-pago para cortar gastos porque não têm controle do orçamento", explica.

É o mesmo que percebe Giuliano Caruso no relacionamento com clientes em sua banca. "Muitos vêm aqui, compram cartão e falam que querem ficar livre da assinatura do telefone fixo. Com ligações baratas como a do VoIP elas preferem sair de casa para ligar, principalmente, em interurbanos e chamadas internacionais", conta.

A equipe de jornalismo da ACESSA.com entrou em contato com a Telemar em Belo Horizonte, mas não obteve os dados. Segundo a assessoria de imprensa da empresa, não foi possível levantar os números do estado e não há nenhum dado oficial da região ou de Juiz de Fora.

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