O marketing e a tecnologia na motivação de compra
O marketing e a tecnologia na motivação de compra
Porém, existem outras motivações que estão fora do alcance das empresas de varejo. A segurança de estar dentro de um shopping, a proximidade ou facilidade de acesso ao ponto de venda, fazem os consumidores decidirem em questão de milésimos de segundo em que loja entrar. O consumidor não está voltado só para preço, como no passado. Hoje, ele avalia a relação custo/benefício do produto. E, com mais dinheiro, quer experimentar coisas novas. O consumidor vai o supermercado, em pouco menos de uma hora, ele escolhe seus produtos em um universo de milhares. Preço baixo está como o fator de importância na hora de escolher os produtos nos supermercados. Ganhos de renda, inflação controlada e maior oferta de crédito começaram a provocar mudanças nos critérios de consumo das famílias brasileiras nos últimos anos.
Com o uso da tecnologia existente, já é possível oferecer e vender produtos e serviços por meio de sistemas eficientes, seguros e econômicos. Estar presente pode significar um ponto de vendas no supermercado, no aeroporto, na universidade, no centro da cidade. É possível viabilizar também por meio de inúmeras parcerias, que permitem mais acessibilidade aos clientes. De forma assustadoramente rápida, novas tecnologias estão revolucionando o ambiente bancário. Desde os notebooks utilizados pelos gerentes até os grandes datacenters, passando pelos caixas eletrônicos, tudo isso está cada vez mais "inteligente", funcionando de maneira a deixar todo o processo bancário mais ágil.
Entre o estado da economia e o crescimento tecnológico, os consumidores estão, mais do que nunca, abraçando a internet, os telefones móveis e outras tecnologias, a fim de encontrar formas de mudar a maneira de fazer compras. Para atender a estas demandas e não perder espaço, as redes varejistas devem responder com promoções e ofertas cada vez mais personalizadas.
Excelente reportagem publicada no portal da Revista Amanhã, com o título "Penso, logo decido comprar", em 17/06/2010, aborda com propriedade e de forma ampla o assunto.
A surpresa nas diversas análises realizadas é que o uso da tecnologia era mais pronunciado em mercado de crescimento elevado, como Índia, China e Brasil, do que em mercados mais estabilizados, como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido. Não basta responder apenas ao que o mercado pede e sim dirigir este mercado aos diversos setores de atividade ou ao cliente.
Percebe-se uma preocupação das empresas em organizar o banco de dados de clientes, coletar e atualizar um número substancial de informações nos pontos de contatos e até mesmo de comunicar permanentemente com seus clientes. E não há nada de errado nisso, o problema é que, na maioria das vezes, as novidades que são criadas não chegam para quem realmente interessa.
E Você, Empresário/Executivo, o que está fazendo para atender esta necessidade?
Roberto Monti
é consultor de Marketing.
Co-autor do livro (IN)Fidelidade, Uma Questão de Qualidade
Clientes Sonham, Empresas Concretizam.
Editora Virgo - São Paulo, 09/2000