Prós e contras de um financiamento
Financiamento é indicado para quem deseja investir em algum negócio

Sílvia Zoche
25/08/04

A assessora de imprensa do Banco do Povo Vanesca Dias fala sobre algumas importantes modificações na instituição que ajudaram a melhorar o financiamento aos clientes

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Divulgação

Antes de fazer um financiamento, o primeiro passo é colocar as contas na ponta do lápis, como diz o economista e superintendente financeiro, Aloisio Antonio Siqueira Marques. "As pessoas, aqui no Brasil, não têm a cultura de fazer as contas para saber se o que vai comprar realmente é um bom investimento", diz Marques.

Aloísio Marques lembra que algumas pegam dinheiro emprestado em financeiras para consumo (principalmente bens duráveis). Ele exemplifica falando de uma pessoa que compra uma geladeira. É mais fácil que ela esteja adquirindo o produto por comodidade do que para economizar energia. Este último caso seria um tipo de investimento.

O segundo passo é fazer uma escala de prioridades entre as anotações feitas por você. É neste momento que se descobre que o que parecia importante é, na verdade, supérfluo.

De acordo com o economista, é saudável pedir um financiamento, quando o negócio em que vai se investir vai gerar renda e emprego. "Como espaço que gera trabalho, o financiamento é altamente valorizado", diz. Mas alerta que a aquele que se torna seu próprio empregador, deve batalhar e trabalhar muito.

Outro fator importante. Saber qual é o comprometimento da sua renda em relação ao financiamento. É recomendado que, no máximo, 30% da renda seja usada em pagamento de dívidas e o restante seja usada no dia-a-dia. "Exceder este percentual é extremamente arriscado", afirma.

Microcrédito
Foto: ACESSA.com Um dos medos de quem precisa de financiamento é que instituição que fornece empréstimo, como os bancos, não acredite no negócio. Esta foi a conclusão do gerente geral do Banco do Povo Eduardo Villani (foto ao lado). "Às vezes, a pessoa tem uma boa idéia, é um empreendedor, mas depende dos outros para realizar seu sonho".

Quem possui uma empresa e deseja pedir um financiamento deve, no mínimo, capital de giro, dar garantias, avalistas, tempo mínimo de existência de empresa... São tantos os pré-requisitos que algumas pessoas desistem. Por isso, há sete anos, foi criado o Banco do Povo (leia a matéria), em Juiz de Fora, uma Organização Não-Governamental, sem fins lucrativos.

A partir de 2003, Villani diz que houve uma mudança radical na forma de atendimento aos microempresários. "Uma das exigências para conseguir um financiamento aqui, é trabalhar por conta própria há mais de seis meses, registrado ou não. Mas, agora, estudamos o caso da pessoa antes de negar o empréstimo", explica.

Outro ponto positivo da atual administração do Banco do Povo, foi a redução do número de inadimplentes. Segundo a assessora de imprensa Vanesca Dias, de maio a dezembro de 2003 o número de devedores caiu 10%. A porcentagem aceitável é de 4%. "O número atual é de 2,37%. O objetivo do banco não é simplesmente que o cliente pague a prestação que está devendo, mas negociar com ele, reabilitá-lo para que continue conosco. Se ele retorna, é sinal de que o trabalho dele está crescendo. E isto é muito bom", conclui Vanesca.

Foto ilustrativa A filosofia de uma empresa de microcrédito é de que o banco deve ir atá a pessoa e captar clientes e não o contrário. "A idéia é que ele sinta-se à vontade", diz Villani. Para isso, o Banco do Povo de Juiz de Fora - que não necessita de aporte federal, estadual e municipal, por terem parcerias com empresas privadas - está investindo na capacitação dos clientes, através de cursos gratuitos, como o de inclusão digital e gestão. Como disse Vanesca, é importante que o cliente busque, cada vez mais, o conhecimento.

Exigências mínimas para um financiamento no Banco do Povo

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