Quer pagar quanto?
De acordo com alguns proprietários de "sebos", o estado de conservação dos livros usados é cada vez melhor. Além disso, ninguém nega que o preço é mais em conta

Sílvia Zoche
Repórter
25/02/05

Foto: ACESSA.com As aulas do Ensino Médio e Fundamental já começaram, mas o corre-corre em busca de livros escolares continua, segundo proprietários de livrarias de novos e usados, mais comumente chamados de sebos.

Existem pais que deixam para comprar alguns livros da lista escolar de última hora, na esperança de fazer um bom negócio. E acabam conseguindo. A proprietária da Livraria Camões, Dinair dos Reis Silva, lembra que nos sebos as formas de pagamento são diversas. "Normalmente, as livrarias de novos só dividem até quatro vezes. Nós fazemos em até sete vezes. Se a pessoa vier com mais de três listas escolares, e for pagar à vista, podemos dar um desconto", afirma.

O movimento nos sebos, em janeiro e fevereiro, chega a duplicar. O proprietário da Livraria Flamingo, Walter Carneiro Júnior, disse que, em comparação à mesma época do ano passado, houve um aumento de 20% nas compras. "Os livros escolares são tabelados, mas, para facilitar, aceitamos livros usados como forma de pagamento. Além disso, as bibliografias escolares que são reaproveitadas, compramos na ponta de estoque das editoras. Por isso conseguimos um preço mais barato", explica.

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A proprietária da Livraria Brasil, Evonilda Tanajino Corrêia, diz que o aquecimento das vendas acontece de 1º a 20 de fevereiro. "Nessa época, a loja fica cheia demais. Já no final de abril, as pessoas começam a procurar os livros de apoio, que são as leituras para aula de português". Isso sem contar as aulas das faculdades, que costumam adotar livros todo início de semestre.

Para os sebos, um dado importante é estar atualizado. "Se a gente não se atualiza, ficamos com livros encalhados na prateleira", afirma Evonilda. A gerente da Banca do Vasco, Inahia Guimarães, lembra que alguns títulos não estão desatualizados, a escola é que resolve adotar uma edição nova. "O estudante é obrigado a adquiri-lo. Antigamente, o mesmo livro era usado por seis anos. Agora, não passa de três anos".

Firmes no mercado
Foto: ACESSA.com As livrarias entrevistadas pela equipe da ACESSA.com estão há bastante tempo no mercado de Juiz de Fora. A Banca do Vasco vende usados e novos desde 1967. A explicação de Inahia para o movimento constante é que os funcionários entendem e gostam de livros. "O livro, independente do estado de conservação, possui uma história que quer ser contada." A Livraria Brasil e a Flamingo estão no mercado há 20 anos, e a Camões vai completar nove anos.

Um fator apontado por todos para atrair novos consumidores é o estado de manutenção dos livros. "Não pode, de jeito nenhum, ter riscos de caneta. Marcador de texto, então, nem pensar! Isso deprecia o livro", ressalta Evonilda. Para Inahia, as pessoas estão mais conscientes. "Até as crianças da 5ª série conservam bem seus livros. Os pais exigem que os filhos sejam mais cuidadosos. É uma questão de economia".

Endereço e telefone

  • Banca do Vasco:

  • Avenida Rio Branco, 2089, Galeria Salzer, loja 11/12 - (32) 3215-4421

  • Livraria Brasil:

  • Avenida Rio Branco, 2067, Galeria Carmelo Sirimarco, loja 29 - (32) 3213-2042

  • Livraria Camões

  • Avenida Rio Branco, 2067, loja 33 - 3217-5341

  • Livraria Dom Pedro II

  • Avenida Rio Branco, 2067, loja 05 - (32) 3212-3901

  • Livraria Flamingo

  • Avenida Rio Branco, 2069 - (32) 3215-7069

  • Livraria Páginas

  • Avenida Rio Branco, 2089, loja 06 - (32) 3216-3058

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