Padarias vivem mais um "Feliz Natal!"
Crescimento nas vendas do setor de panificação é comum nesta época, principalmente por causa dos produtos feitos para a ocasião

Ricardo Corrêa
Repórter
22/12/05

Veja o que diz Sidnei Scalioni, dono de uma padaria no Centro, sobre a necessidade de criar produtos para aproveitar melhor esta época.

Veja!

Com o Natal e as festas de Fim de Ano a economia se agita. O comércio fatura mais e ajuda a reduzir os estoques que as empresas prepararam durante todo o ano. Em algumas atividades, no entanto, o crescimento é ainda maior. São setores que já estão acostumados com compras sazonais e preparam produtos especiais para essa época do ano.

Caso das padarias e panificadoras, por exemplo. As ceias de Natal e a tradição de comer certos produtos nesta época do ano são grandes aliados dos proprietários deste tipo de estabelecimento, que registram crescimento de vendas ano após ano.

Fausto Zaiden Mota (foto acima), por exemplo, é proprietário de uma indústria de panificação na avenida Independência, no Bairro São Mateus. Ele tanto produz quando comercializa. Os 110 funcionários da fábrica produzem cerca de 380 produtos e precisam se desdobrar nessa época do ano. Isso porque o crescimento de vendas chega a 20% em relação aos outros meses do ano.

"Melhora bastante. E, coincidentemente, esse ano, teremos um crescimento também cerca de 20% maior do que o do ano passado", explicou ele, que deu um exemplo de como a época do ano é realmente de festas para o setor.

"Eu produzo aqui salgadinhos também. Enquanto normalmente são 400, 500 por dia, para sábado (dia 24 de dezembro), tenho encomendas de 8.000. Então as pessoas precisam reservar. Tem gente que fez reserva com um mês de antecedência e aumentou muito de quinze dias para cá", ressalta ele, lembrando que já está recusando pedidos.

"Algumas coisas eu já não estou aceitando fazer mais porque estourou a capacidade. Salgadinhos, cestas de Natal, tábua de frios", diz. No caso das cestas, ele explicou que já foram vendidas 30 para o Natal, mas que demoram cerca de 40 minutos para serem feitas, portanto a capacidade está esgotada. Elas são vendidas por valores que estão entre R$ 120 e R$ 170. Ele diz que trabalhar com a cesta é uma forma de agregar serviço ao produto.

Produtos especiais
Márcia Rezende de Medeiros Motta Alguns produtos são feitos, especificamente, para essa época do ano. Caso dos panetones doces e salgados, os chamados focatones. De acordo com Fausto, foram produzidos cinco mil panetones esse ano e, a maioria, já começa a ser vendida no início do mês de dezembro. "Chegou essa época e as pessoas já começam a comer panetone. Por incrível que pareça, no dia 24 é o dia que vende menos panetone", explicou o proprietário. Em sua loja, ele vende outros cerca de 3.000 produtos.

Muitos, como geléias e vinhos também experimentam grande crescimento nesta época do ano. Para aproveitar o bom período, Fausto mandou confeccionar até mesmo alguns folders apresentando os produtos mais consumidos nessa época. Rabanadas, fios de ovos, tábuas de frios, quiche de bacon com queijo, pudins, mousses e tortas doces, por exemplo, fazem parte do cardápio.

E não é só nas encomendas e vendas que Fausto observa crescimento nesta época do ano. A loja possui também um café, espaço para que as pessoas sentem para conversar ou descansar. Em dezembro, o movimento aumenta. "De seis da manhã às dez da noite isso fica lotado. As pessoas vão fazer compras na rua e sentam aqui para descansar, comer alguma coisa", diz ele.

Diversificação
Foto: ACESSA.com Sidnei Scalioni (foto ao lado), proprietário de uma padaria na avenida Rio Branco, já aprendeu que precisa diversificar os serviços para aumentar as vendas no Natal, por isso quando a época se aproxima, as prateleiras de sua padaria começam a se encher de cores, nos papéis celofanes que encapam panetones, pomba pascal e pão de rabanada. "Não falo nem em crescimento, existe é uma maior linha de produtos. Os outros produtos nós continuamos vendendo a mesma quantidade, mas no Natal essa nova linha permite um acréscimo de vendas de cerca de 10%", explica ele.

Em relação a esse ano, o crescimento foi ainda melhor, mas ele não sabe dizer o quanto disso está de fato relacionado ao Natal. "Esse ano tiveos o vestibular e o Pism próximos do Natal. E para nós que temos padarias no Centro isso significa um crescimento muito grande de vendas", diz Scalioni, que tem a vantagem de estar localizado logo ao lado de um grande hotel da cidade.

Foto: ACESSA.com Mas em relaçao ao Natal, o crescimento de vendas da padaria de Sidnei poderia ser ainda maior, não fosse o fato de que seus produtos não levam conservantes químicos, por exemplo. Segundo ele, isso impede que ele possa atender muitos pedidos em atacado para empresas que estão fazendo cestas de Natal, para os funcionários, por exemplo.

"Nosso produto não tem alto tempo de conservação. É feito para ser consumido quase que imediatamente. É um prodtuo mais caseiro, mesmo assim já atendemos duas grandes empresas", explica ele, que produziu 1.200 panetones para serem comercializados no balcão da padaria nesta época de fim de ano.

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