Correio lança incentivo para exportação de JF Escritório de Negócios Internacionais vai dar consultoria
a empresários que queiram exportar seus produtos

Thiago Werneck
*Colaboração
17/05/2007

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Exportar algum produto no Brasil requer muito mais do que uma boa mercadoria. Exige investimentos e passa por um caminho repleto de burocracia e taxas. Cada alfândega tem suas exigência. Muitas vezes, é preciso pagar um despachante e por isso a exportação fica longe da realidade de muitos pequenos, médios e micro-empresários de todo país. Para resolver esse problema é que os Correios lançaram em Juiz de Fora o primeiro Escritório de Negócios Internacionais de Minas Gerais.

Especialistas da empresa junto ao Sebrae,Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg),e outras instituições vão prestar esclarecimentos e dar todo tipo de consultoria aos empresários que querem vender seu produto para fora do país. "Nosso país tem uma cultura pobre de exportação. Precisamos fomentar isso em nossos empresários. Quem vier buscar ajuda e não tiver condições organizacionais de exportar vai ser encaminhado para o Sebrae", destaca a assistente de comércio exterior dos Correios, Maíra Borges (foto abaixo).

foto de noelly

O serviço pode ser utilizado em movimentações de até U$ 20 mil por empresa e cada remessa pode ter no máximo 30kg dependendo para qual país será enviada. Além da menor burocracia, o cliente ainda pode economizar até R$ 1800 por cada entrega de exportação.

Maíra explica que essa facilidade já era oferecida antes do lançamento do escritório. "Os projetos Exporta fácil e Importa fácil facilitam a vida de quem tem negócios no exterior há cerca de três anos. O diferencial agora é essa consultoria que oferecemos", destaca.

O Exporta Fácil é utilizado principalmente para venda de produtos típicos brasileiros, bijuterias, têxteis, artesanatos e jóias. Em Juiz de Fora, quem tira proveito são os empresários da área têxtil, artesanato e de bijuterias. Com esse novo Escritório, a expectativa é alavancar as exportações da cidade e região. "Vamos oferecer toda logística do intercâmbio de mercadorias e a entrega pode acontecer para 200 países no mundo todo", ressalta.

foto de vitrine Os Correios fazem apenas a postagem e envio das mercadorias e agora no Escritório vão orientar todos os passos que devem ser seguidos para exportação. "Um exemplo das complicações são as regras diferentes encontradas em cada país. Nos Estados Unidos, por exemplo, não pode ser exportado nada que for líquido. Cada país tem regras específicas e por isso é importante uma assessoria, gratuita e de qualidade", avalia Maíra.

Outro programa que também facilita negócios no exterior e que vai ser assessorado pelo Escritório é o Importa Fácil. Dessa vez há redução de taxas e menos burocracia para quem compra produtos de fora. Aparelhos eletrônicos, roupas e chips são os produtos mais requisitados. Em Juiz de Fora por exemplo, há parcerias com a Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde os Correios trazem materiais de pesquisa do exterior para a instituição.

O objetivo é internacionalizar os serviços da empresa e ampliar a abrangência das mercadorias brasileiras no exterior. Hoje, os Correios têm consultoria internacional para países como Argentina, Paraguai, Peru e Uruguai. O próximo passo é abrir agências nos países da América do Sul.

*Thiago Werneck é estudante de Comunicação Social da UFJF

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