"Bruxas" no comércio de Juiz de Fora Lojas de aviamentos não registram boa procura, em compensação para aluguéis de fantasias esse é um bom período para aquecer as vendas


Renata Solano
*Colaboração
25/10/2007

A uma semana da data em que se comemora o "Dia das Bruxas", 31 de outubro, alguns comerciantes de Juiz de Fora não estão muito confiantes com as vendas de produtos para a festividade. Segundo o sócio-proprietário de uma loja de aviamentos, Leomário Cysneiros, o Halloween já não é uma festa muito comum para os juizforanos. Para ele, o crescimento de outros eventos como micaretas, festas universitárias e festas particulares prejudicou o encantamento das crianças para comemorações como essa.

"Investi muito pouco esse ano em produtos para o "Dia das Bruxas", tenho mais é fantasia para crianças de oito a 14 anos, porque ainda é o público que procura esse tipo de fantasia. Comprei alguns adereços decorativos como as abóboras, os fantasmas, animais como ratos e aranhas, os chapéus e as vassouras das bruxas", descreve Leomário.

As cores mais usadas para a festa ainda são o laranja, preto e roxo. Por isso, tecidos dessas cores têm algum tipo de saída nessa época do ano. O movimento nas lojas de enfeites também está em baixo. Bruxas e bruxos, vassouras e chapéus já não cabem no imaginário das crianças.

foto bruxa foto bruxa foto bruxa

"A chuva também é um fator negativo para a procura por enfeites de halloween. As pessoas evitam sair de casa com esse tempo, ou procuram estabelecimentos fechados", acredita o vendedor de uma loja de artesanato, Ricardo Heleno.

Ricardo afirma, ainda, que a procura por enfeites natalinos está mais alta do que de festa das bruxas. "Mesmo faltando dois meses para o natal, tenho vendido mais papai Noel que bruxas". O preço das feiticeiras varia entre R$ 12** e R$ 70**.

Aluguel de fantasias

Nas lojas especializadas em alugar fantasias, a procura pelo tema bruxa, seja como mago, pirata, Harry Potter, capetinha ou mesmo bruxa original, ao contrário das vendas de adereços, tem crescido este mês.

Segundo a vendedora Taciana Rodrigues Gomes, o mês de outubro, neste segmento está marcado pela grande procura por fantasias. O preço das peças varia de R$ 15** para fantasias infantis e entre R$ 20** e R$ 25** para os adultos.

A realização de festas temáticas como o Circus, uma festa tipicamente à fantasia, que vai acontecer neste fim de semana e outras festas realizadas pelas escolas de inglês da cidade contribuem para aquecer as vendas neste período. E para não deixar para a última hora, as pessoas vão logo deixando a sua reservada.

Os cursos Number One, College e CNA estão programando um halloween mix para o próximo dia 11 de novembro, domingo, às 19h, na boate Ecco. E a Cultura Inglesa vai realizar a festa no dia 09 de novembro, na Privilège, entre 19h e meia-noite. Nas duas festas só entram maiores de 14 anos.

foto do público da loja foto de fantasias foto de um chapéu de bruxa

História da data
Em suas origens, o halloween não tinha relação com as bruxas. Era apenas um festival do celebrado na Irlanda entro os dias 30 de outubro e 02 de novembro. A relação da data com as bruxas teria começado na Idade Média como uma continuação das perseguições políticas e religiosas, com o intuito de condenar os homens ou mulheres que fossem considerados curandeiros ou pagãos.

Essas pessoas eram consideradas bruxas dentro da sociedade e, portanto, deveriam ser julgados pelo tribunal do Santo Ofício e, na maioria das vezes, queimados na fogueira nos "autos-de-fé". Então, começaram a relacionar o festival, que abrangia a noite sagrada (pôr-do-sol do dia 31 de outubro e 1º de novembro) com o paganismo dos bruxos.

Essa designação se perpetuou e a comemoração do halloween, levada até aos Estados Unidos pelos irlandeses ficou conhecida como "dia das bruxas". A festa típica da Inglaterra, Estados Unidos e Canadá, já entrou para o calendário brasileiro, sendo promovida, principalmente, pelos cursos de língua inglesa.

À noite, crianças e adolescentes, vestidos com fantasias de fantasmas, bruxas, múmias, drácula, duendes, gnomos, entre outras criaturas, e carregando abóboras iluminadas com velas, praticam o mesmo ritual: bater de porta em porta, pedindo doces aos moradores.

**Preços fornecidos no dia 25 de outubro de 2007

* Renata Solano é estudante de Comunicação Social da UFJF

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