Mercado de vestuário em Juiz de Fora Confecções da cidade se reúnem em feira para resgatar
a imagem de Manchester Mineira da cidade


Sílvia Zoche
Subeditora
08/11/2007

Durante cinco dias, 17 confecções de Juiz de Fora estão em um mesmo espaço, em uma feira com mais de 30 estandes, organizada pelo Sindicato das Indústrias do Vestuário de Juiz de Fora (Sindivest) com apoio do Sebrae, da Fiemg e prefeitura da cidade, mostrando os trabalhos produzidos pelas mãos de quem quer ganhar mais espaço na cidade. A intenção é atrair os olhares do consumidor de JF e dos que passam por aqui.

A coordenadora do Sindivest, Maria Thereza Mota (no vídeo), conta que a idéia de montar uma feira com empresas têxteis da cidade surgiu há dois anos, a partir do projeto Gestão Estratégica Orientada para Resultados (GEOR), com apoio do Sindicato, da Fiemg e do Sebrae. "Os empresários, assim como seus funcionários, foram qualificados durante o projeto e viram que existia a necessidade de se fazer uma feira com empresas da cidade".

O responsável pela montagem da feira, Carlos Roberto Zanini, que este é um evento atípico de moda, por ser gratuito e abranger todos os públicos. "Não deixa de ser glamouroso, mas não é elitista e existe moda para todas as idades".

Foto de Jamil Zaiden Para o administrador de uma empresa de jeans que existe há 29 anos na cidade, Jamil Zaiden (foto ao lado), esta feira, assim como outras ações do Sindivest devem contribuir para que Juiz de Fora retorne à característica de pólo têxtil, que já denominou a cidade como Manchester Mineira por ser destaque neste setor.

"As indústrias próximas a Juiz de Fora têm mais organização e hoje nós estamos buscando esta organização das empresas e entre as empresas", diz Zaiden.

Ele lamenta que o consumidor ainda dê prioridade somente ao preço e deixe em segundo plano a qualidade dos produtos. "A gente prima pela qualidade, que tem um certo preço, o que dificulta ainda mais na hora de levar a mercadoria para fora da cidade. Quanto mais longe da região, parece que fica mais fácil de entrar no mercado, porque os preços são mais competitivos", ressalta.

Foto de Maria de Conceição mostrando um de seus produtos A gerente de uma confecção de jeans, Maria Conceição Faza (foto ao lado), conta que entraram no mercado das malhas recentemente e também diz que os consumidores precisam dar mais valor aos produtos da cidade. "O pessoal quando vê uma feira de fora, não quer nem saber se é coisa boa ou ruim, e compram. E a gente tem os produtos que eles procuram confeccionados em Juiz de Fora. Se nós temos, por que comprar fora? O dinheiro tem que ficar aqui", comenta.

Ela acredita que esta feira deve se repetir mais vezes durante o ano, porque está chamando a atenção das pessoas, já que logo no primeiro dia, mais de cinco mil pessoas passaram pelos estandes, superando as expectativas dos organizadores. "Depois desta, que a primeira, precisam ter outras. Fazer uma para a coleção de primavera/verão e outra para outono/inverno".

Foto de Sandra atendendo uma cliente Se o mercado de vestuários em JF tem seus altos e baixos, a gerente de uma confecção de roupas infantis, Sandra Nair de Oliveira Pereira (foto ao lado, à esquerda), acredita que a feira pode contribuir para alavancar as vendas. "Juiz de Fora ainda não valoriza o que tem, porque as pessoas buscam preço e não qualidade", reforçando o que os outros lojistas disseram.

Para Sandra, a falta de uma publicidade dirigida ao público-alvo é um dos fatores que favorece a falta de conhecimento das marcas produzidas na cidade. "A propaganda é a alma do negócio, não é? Mas nem sempre é possível, porque é caro", acredita. E completa: "A Sindivest e a Fiemg poderia contribuir para ajudar a fazer nossa publicidade, como esta feira. Muita gente vai conhecer a gente agora".

A feira

São 600 metros quadrados com cerca de 30 estandes, montada em um tempo recorde, segundo Zanini. "A idéia estava formatada e foi um desafio colocar em prática em 45 dias", conta. A expectativa inicial era que uma média de 25 mil pessoas passassem pela A 1ª feira Juiz de Fora Marca Moda, de 07 a 11 de novembro. "Como só no primeiro foram mais de cinco mil pessoas, acreditamos que este número seja maior", diz a coordenadora do Sindivest.

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O evento atraiu até empresários do Chile, segundo Zanini, que conheceram a feira nesta quarta, fizeram contatos e concretizaram alguns negócios. "Temos um mailing forte e fizemos muita divulgação".

Em um dos estandes, há um curso oferecido gratuitamente com uma linhas de produtos baseada em máquinas consideradas mais leves e ágeis para trabalhos de costura feito com retalhos.

A entrada é gratuita e o funcionamento é de 10h às 20h, na Praça Antônio Carlos, local escolhido por ser uma área central e por estar ao lado do prédio que foi a Cia. Têxtil Bernardo Mascarenhas, inaugurada em 14 de maio de 1888, que hoje abriga um Centro Cultural Bernardo Mascarenhas.

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