Venda de produtos alimentícios ainda é baixa para o Natal A menos de um mês das festividades natalinas, os comerciantes reclamam do baixo movimento e da pouca procura pelos produtos específicos dessa época


Marinella Souza
*Colaboração
29/11/2007

Estamos em uma fase de preparativos para as festas de fim de ano, certo? Errado. Pelo menos não em Juiz de Fora. Em uma pesquisa realizada, no centro da cidade, a equipe do Portal ACESSA.com se surpreendeu com o mercado de gêneros alimentícios.

A menos de um mês das festividades natalinas, os comerciantes reclamam do baixo movimento e da pouca procura pelos produtos específicos dessa época do ano. Mesmo assim, a expectativa, segundo o proprietário de uma padaria, Sidnei Scalioni, é otimista, já que os consumidores deixam tudo mesmo para a última hora.

"Esperamos que o número de encomendas de panetone, pão para rabanada e fios de ovos aumente mais próximo do Natal porque, por enquanto, está bem parado", conta.

Para o negócio de Sidnei, esse movimento é normal. "Nós que trabalhamos com pronta-entrega é assim mesmo, as encomendas só começam a aparecer mais perto do Natal" , avalia.


foto de panetones O comerciante, Reinaldo de Castro Viana, também afirma que as vendas estão paradas. Em seu estabelecimento, ele trabalha com produtos como nozes, damasco, passas o ano inteiro."Por enquanto não há muita procura, o movimento não se alterou, mas as pessoas deixam tudo para última hora", ressalta.

O presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio, Silas Batista da Silva, afirma que esse comportamento é perfeitamente normal para essa época do ano. Segundo ele, o brasileiro tem o hábito de fazer essas compras mais perto do Natal.

"Passado o Natal, sempre há aumento nas vendas", garante o presidente. Mesmo assim, o comerciante, Tarcísio Lopes da Cunha, não espera grandes vendas no comércio este ano. "Normalmente, nessa época, as pessoas começam a procurar, mas esse ano nem isso. Está todo mundo sem dinheiro", lamenta.


foto bandejas de passas e nozes empilhadas O desânimo de Tarcísio é tanto que ele já está colocando em dúvida o espírito natalino e arrisca uma previsão bem pessimista. "Acho que daqui uns anos as pessoas nem vão mais se lembrar da data... cada ano diminui mais a procura por esses produtos" , diz.

Apesar de as evidências registrarem baixa nas vendas, Silas Batista garante que o resultado final será positivo e que ainda é muito cedo para se fazer um levantamento desse tipo. "Há previsão de esse ser o melhor Natal dos últimos tempos. O aumento nas vendas é sempre nos sete últimos dias que antecedem as festas de final de ano por causa da última parcela do 13º", conclui.

Pesquisa de preços

O Guia de preços divulgou a última pesquisa feita nos supermercados da cidade. A ameixa argentina é o produto que aparece com a maior variação de preço essa semana. Entre os seis estabelecimentos pesquisados, a marca mais barata do produto chega a uma variação de mais de 400%. O azeite vem em segundo lugar com 320,94% e o lombinho canadense com 227,73%. Os produtos que apresentam a menor variação são: frutas cristalizadas (1.18%), uva itália (1,25), cereja em calda (4,55) e alcaparra em conserva (3,64). Para acompanhar a pesquisa completa, acesso nosso Guia do Consumidor. (clique aqui)

* Marinella Souza é estudante de Comunicação Social da UFJF

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