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    Ambulantes e artesãos esperam aumento nas vendas Após queda nas vendas há alguns meses, esperança é de que, no Natal, haja aquecimento. SPU vai intensificar fiscalização para coibir ambulantes sem licença


    Priscila Magalhães
    Repórter
    03/12/2008

    Enquanto os comerciantes esperam vender 10% a mais que no Natal do ano passado, o clima não é de euforia entre ambulantes e artesãos. As ruas centrais já estão visivelmente mais cheias, entretanto, há quem diga que os consumidores estão, somente, pesquisando preços. A esperança de quem trabalha na rua está nas compras de última hora.

    Este é o caso do ambulante José Eugênio da Silva, que já percebeu um aumento na procura por mercadorias, embora as vendas ainda não tenham aumentado. Para este ano, ele aposta nas lembrancinhas, já que as pessoas têm procurado mercadorias mais em conta, como carteiras e porta-CDs. "Vejo que as pessoas estão pesquisando os preços e vão deixar para comprar na última hora."

    Por causa disso, José Eugênio está cauteloso. Não fez estoque de produtos para o Natal, temendo que as mercadorias fiquem encalhadas. "Quando vai acabando, vou repondo aos poucos." Para tentar incrementar as vendas, o ambulante não trabalha com produtos fixos, variando de acordo com a época. Para o fim de ano, vai investir em produtos natalinos, como enfeites e luzes. O dinheiro extra que espera ganhar com as compras de última hora, ele vai investir em material escolar, já pensando na volta às aulas.

    A ambulante Maria da Penha de Sousa Gomes trabalha há 30 anos e, atualmente, comercializa bolsas. Ela tem percebido a queda nas vendas desde outubro. "As pessoas não estão comprando, elas só olham", conta. A tentativa para virar este quadro e conseguir um dinheiro extra é acompanhar o horário especial de funcionamento do comércio.

    A presidente da Associação de Apoio aos Camelôs, Ambulantes e Artesãos de Juiz de Fora, Maria Aparecida de Sousa Reis, já trabalhou vendendo brinquedos, bolsas, cintos e enfeites de Natal. Atualmente, comercializa bijuterias. A mudança veio em função da queda nas vendas, observada há alguns anos. Ela mesma fabrica as pulseiras, brincos e colares, e há três anos não viaja para adquirir mercadorias. "Tenho comprado as peças aqui mesmo, porque as vendas estão fracas." Apesar disso, ela garante que a categoria está otimista. "Esperamos que, para este ano, as coisas melhorem", acrescenta.

    Otimismo e cautela entre os artesãos

    Foto das crianças em aula de capoeira O otimismo também está rondando as barracas dos artesãos do Parque Halfeld, que já recebem encomendas. Apesar da queda nas vendas em 2007, comparando com o ano anterior, para 2008, a expectativa é favorável. Segundo a presidente da Associação Mãos que Fazem, Marisa Ferreira, os 80 associados estão trabalhando para melhorar a produção e a qualidade dos produtos.

    Assim como Marisa, a artesã Norma Silva de Alcântara já está recebendo encomendas de bonecas de pano. Entretanto, não está muito confiante. "Estou cabreira por causa dessa crise que todo mundo fala." Segundo ela, as pessoas ainda estão esperando o salário chegar para comprar. "Apesar do 13º já ter chegado para a maioria, elas ainda não estão gastando", completa.

    Marisa lembra que o comércio é uma concorrência forte para os produtos artesanais, o que desfavorece as vendas. "Nossos produtos, por serem artesanais, acabam saindo um pouco mais caros e as pessoas não dão muito valor", diz ela, que produz objetos de madeira pintados a mão.

    Ambulantes irregulares

    Enquanto o comércio atrapalha os artesãos, ele ajuda contribui com os ambulantes. "As pessoas vêm para comprar no comércio e acabam levando nossos produtos também", diz José Eugênio. Sobre os camelôs ilegais, ele diz que não são um empecilho. "Eles, geralmente, vendem coisas que não podemos vender, como os óculos. Então, não atrapalham."

    Foto de barracas de ambulantes A opinião de Maria Aparecida é diferente. Para ela, os ambulantes ilegais atrapalham. "Eles vendem papel de presente e cartões de natal, coisas que também comercializamos nessa época, e acabam atrapalhando."

    Para tentar coibir a ação desses trabalhadores irregulares, o departamento de fiscalização da Secretaria de Política Urbana (SPU) da Prefeitura informou que, como ocorre todo ano, a fiscalização já está sendo intensificada. A Operação Vendaval, iniciada em julho, retirou comerciantes sem licença e apreendeu mercadorias. Para o Natal, o departamento colocará em prática a segunda etapa da operação. Sobre as licenças temporárias para o mês de dezembro, a assessoria da SPU informou que não informação sobre essa liberação.

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