Cresce a venda de remédios genéricos nas farmácias Farmárcias de Juiz de Fora registram aumento de 30% a 40% na procura por medicamentos genéricos, em relação ao ano passado


Thiago Werneck
Repórter
09/11/2007

Se quando foram lançados os medicamentos genéricos eram vistos com desconfiança pela população, atualmente eles têm ganhado espaço no mercado. Em todo país o aumento da venda em 2007, em comparação a 2006, chega a ser de 41%. Em Juiz de Fora, a estimativa de alguns farmacêuticos é de que as vendas tenham aumentado de 30% a 40% em relação ao ano passado.

A principal razão do aumento é o preço: os genéricos chegam a custar até 70% a menos do que os remédios tradicionais. Os especialistas garantem que o efeito é o mesmo. "Eles passam pelos mesmos testes que os outros remédios, não há diferença no efeito. Tem médico que coloca na receita para não haver troca pelo genérico é porque já está de acordo com representante de algum laboratório", acredita o gerente de uma farmácia que preferiu não se identificar.

De acordo com o gerente de outra farmácia da cidade, Vitório Martins 80% dos clientes optam por levar o genérico quando existe essa possibilidade. "O preço é muito atrativo, todos querem economizar. Mesmo assim, tem gente que não confia nos genéricos e preferem ficar com os remédios mais caros".

Foto de bonecos Outro motivo para esse aumento é o grande número de remédios que vêm ganhando versões genéricas. Somente este ano, foram 2.226 registros de medicamentos desse tipo. De acordo com dados da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) os genéricos correspondem a 15% dos remédios vendidos no Brasil.

A venda poderia ser maior, caso mais remédios tivessem suas versões genéricas e se muitas pessoas não tivessem desconfiança em relação ao baixo preço. "Muitos olham o medicamento muito mais barato e ficam com medo achando que não faz o mesmo efeito que um mais caro", conta Vitório.

Mas, no dia-a-dia da farmácia, a procura pelos genéricos está grande. "A maioria sempre quer saber se tem genérico. Eles sabem que com vão fazer economia e essa consciência parece que tem crescido mais a cada dia", avalia Vitório.

Caindo no gosto popular

Nas ruas de Juiz de Fora, os genéricos também estão em alta. "O genérico é mais barato e sempre tive um bom resultado, desde que lançou só compro ele", diz a doméstica, Ana Lúcia Del Penho. O aposentado, Leônidas da Silva (foto abaixo) tem a mesma opinião. "Tem o mesmo efeito e a gente economiza no bolso, muito melhor", observa

Foto de bonecos A contadora, Sônia Bonoto Santos, é uma das pessoas que aderiu à compra de genérico há pouco tempo. "Não tinha esse costume, mas agora estou comprando por causa do preço. Perguntei para o cara da farmácia se faz o mesmo efeito e ele me garantiu que sim, por isso estou levando", diz desconfiada quanto ao resultado que pode ter com o remédio.

Os remédios genéricos são testados em laboratório e também passam por testes em seres vivos para que seja observada a absorção do medicamento. Os balconistas das farmácias são autorizados a substituir um remédio por um genérico mesmo sem indicação do médico, a não ser, que o médico aponte na receita que a troca não pode ser feita.

Os medicamentos genéricos estão no mercado há sete anos e pode ser identificado pela embalagem. No meio do remédio é colocada uma tarja amarela com a letra G (fotos abaixo), que o destacam de outro medicamento. Por lei, o genérico deve ser, no mínimo, 35% mais barato que o medicamento de referência associado a uma marca.

Genérico mais caro que o remédio de mesmo efeito

É possível encontrar dois remédios que tenham mesmo efeito, só que com o genérico mais barato. Mas, nesse caso, o medicamento que custa menos é apenas similar e não o de referência. Entenda a diferença dos três tipos de remédio.

Foto de bonecos Foto de bonecos Foto de bonecos

O genérico: O medicamento genérico é aquele que contém o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica e apresentando a mesma segurança que o medicamento de referência no país.

O similar: Os similares são medicamentos que com as mesmas características do genérico, mas não têm sua bioequivalência com o medicamento de referência comprovada, ou seja, o teste feito com seres humanos tanto com os genéricos como nos referência.

O de referência: São, normalmente, medicamentos inovadores, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente, por ocasião do registro junto ao Ministério da Saúde, através da ANVISA. São os medicamentos que, geralmente, se encontram há bastante tempo no mercado e tem uma marca comercial conhecida.

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