Quarta-feira, dia 13 de fevereiro de 2008, atualizada às 11h

Mesmo com a isenção da tarifa de importação de trigo, o preço do pão francês deve permanecer em alta


Renata Solano
*Colaboração

Só nos últimos quatro meses, o brasileiro pagou quase 5% a mais pelo quilo do pãozinho francês - é o que aponta uma pesquisa Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC), em São Paulo.

A boa notícia seria que o fim da tarifa de importação de trigo dos países não participantes do Mercosul, poderia baratear o preço dos produtos feitos com trigo como o macarrão, a farinha e o pão.

Segundo o presidente do Sindicato dos Panificadores de Juiz de Fora, Heveraldo Lima de Castro, o desconto na taxa de importação do trigo oferecido pelo governo é indiferente.

"Quando comprávamos dos países do Mercosul já não pagávamos este imposto. Com a crise de produção, o governo tomou essa medida, mas o valor do frete de países de fora do Mercosul é também mais caro, por isso, temos outros gastos", explica.


O mercado

Como o Brasil produz apenas 37% do trigo que consume, para facilitar a entrada do produto no Brasil com preços mais baixos, o governo zerou na quarta-feira, dia 06 de fevereiro, o imposto de importação para o produto que vem de fora do Mercosul, a tarifa vigente era de 10%.

A medida vale até 30 de junho e é limitada à compra de um milhão de toneladas, por isso a expectativa é de que o preço do alimento mais comum no café da manhã dos brasileiros tenha uma queda.

Heveraldo comenta, ainda, que o fato do mercado chinês ter introduzido o consumo de pão, faz com que haja ainda mais procura que oferta. "Um pequeno interesse da China já influencia na quantidade de produto consumido e vendido, portanto o trigo é um produto que está em alta no mercado internacional. A Argentina é nosso principal vendedor, mas o interesse deles é vender a farinha e não o trigo, assim eles têm um preço do serviço embutido", afirma.

*Renata Solano é estudante de Comunicação Social da UFJF

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