Quarta-feira, dia 25 de junho de 2008, atualizada às 17h50

Juizforanos cobram na justiça perdas na poupança durante os planos Collor e Verão



Fernanda Fernandes
Repórter

Quem teve caderneta de poupança nos anos de 1989, 1990 ou 1991 pode ter dinheiro a receber dos bancos. Durante alguns meses do Plano Verão e dos planos Collor I e II, os saldos não foram corrigidos adequadamente, sendo possível entrar na justiça para receber o valor devido, com juros e correção monetária.

Só em Juiz de Fora, o Instituto de Proteção e Defesa dos Direitos do Cidadão (Ipadec) já entrou com mais de três mil processos de pessoas interessadas em reaver a quantia. O Ipadec contratou advogados específicos para realizar esta tarefa, e outras instituições têm feito o mesmo.

Segundo os cálculos realizados pelos contadores do Ipadec, quem tinha cerca de Cz$ 5 mil (cruzados) na época, tem hoje direito a receber em torno de R$ 13 mil. A planilha para calcular o valor devido no ano de 1989 está disponível no site do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec).

Em 2006, o aposentado Jorge Augusto de Oliveira entrou na Justiça para garantir a correção dos Cr$ 50 mil (cruzeiros) que tinha na poupança em 1990. Depois de oito meses desde o início da ação, ele recebeu R$ 3.200. "Não importa o valor. Quem não quiser entrar na Justiça está dando este dinheiro para o banco, que já usufruiu dele", afirma o advogado Juliano Gustavo Rocha Godinho.

Têm direito à correção as cadernetas de poupança dos meses de janeiro e fevereiro de 1989 (Plano Verão), março, abril e maio de 1990 (Plano Collor I) e fevereiro e março de 1991 (Plano Collor II).

Se você teve poupança neste período, o primeiro passo é verificar se ainda possui os extratos, ou solicitá-los novamente ao banco, depois, procurar um advogado. Alguns bancos não cobram pelo serviço, outros possuem taxas te até R$ 7. Em geral, instituições como o Ipadec oferecem requerimentos padronizados para facilitar o processo, iniciado por meio de procuração.

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