Sexta-feira, 22 de agosto de 2008, atualizada às 17h25

Gráficas e empresas de comunicação visual registram aumento de até 30% no movimento com a campanha eleitoral



Priscila Magalhães
Repórter

O proprietário de uma empresa de criação gráfica Tiago Barros Lazzarini diz que a procura pelo serviço de criação gráfica para a propaganda eleitoral fez com que o movimento aumentasse em cerca de 30% em sua empresa. Este aumento começou a ser observado no início de julho.

Os tradicionais santinhos não estão sendo tão produzidos como nas últimas eleições. Os car doors, propaganda colocada na parte de trás dos veículos, são os mais procurados pelos candidatos. A procura é tão grande que a matéria-prima para a produção acabou em todo o país, segundo Lazzarini, que já montou cerca de cem car doors.

Segundo o designer, os candidatos estão investindo pesado na produção de artigos para a campanha e o movimento é maior que o das últimas eleições. "Por causa da limitação da propaganda, há um alto investimento no pouco que eles podem fazer".

O movimento costuma ser tão grande em época de campanha, que algumas gráficas preferem não não trabalhar com a produção para as eleições. Este é o caso do proprietário de uma gráfica Haroldo Vargas. Desde 2006, ele optou por dar atenção especial a seus clientes.

"A grande quantidade de serviço faz com que a gente não consiga atender nossos clientes com a urgência que eles precisam e acabávamos atrasando a entrega", explica. Além desse, há outro motivo que pesou na hora de tomar a decisão. "Muitos candidatos já sumiram depois da eleição e acabaram nos causando aborrecimento", explica.

Justiça Eleitoral está de olho

Para fiscalizar a propaganda feita pelos candidatos, Justiça Eleitoral de Juiz de Fora conta com a ajuda da Polícia Federal (PF). Os agentes detectam as irregularidades e o Tribunal faz contato com a assessoria do candidato, pedindo a regularização. "Isso tem dado certo", diz a funcionária do Tribunal Regional Eleitoral de Minas (TRE/MG), de Juiz de Fora, Jomara Cristina Rodrigues.

Outra solução encontrada pelo TRE foi abrir espaço para denúncias. Os juizforanos entram em contato com o Tribunal, que encaminha os agentes da PF até o local para apurar. Se a irregularidade for constatada, o procedimento é o mesmo descrito acima. Segundo Jomara, o TRE recebe de três a cinco ligações por dia. O número de telefone é (32) 3241-3152.

Veja as principais irregularidades

Segundo Jomara, as principais irregularidades cometidas em Juiz de Fora são a colocação de cavaletes em calçadas, os muros pintados sem autorização do proprietário, a propaganda em lojas, a utilização de carros de som estacionados e a propaganda excedendo o tamanho de quatro metros quadrados.

Conteúdo Recomendado