Quinta-feira, dia 15 de janeiro de 2009, às 18h47

Em JF, índice de trabalhadores temporários que foram efetivados fica abaixo dos últimos anos mesmo com as vendas tendo alcançado as expectativas

Priscila Magalhães
Repórter
Madalena Fernandes
Revisão

A vendedora Juliana Fernandes é uma das sete pessoas contratadas após o final de ano na loja em que trabalha. Agora, ela espera ansiosa para que o crachá e o uniforme de treinamento sejam substituídos pelos de vendedor efetivo.

Os sete trabalhadores faziam parte de um grupo de 40 contratados temporariamente para o fim do ano. O número reflete o índice de efetivados pelo comércio divulgado pelo Sindicomércio. Dos 1.200 trabalhadores temporários contratados para o final do ano, 20% foram efetivados, o que corresponde a 240 pessoas.

O índice pode parecer alto, mas está abaixo do registrado nos últimos anos, quando entre 30% e 35% dos temporários foram efetivados. A baixa se deu mesmo após o balanço positivo do comércio nas vendas de final de ano, que, segundo o Sindicomércio, foi 10% maior que em 2007, correspondendo às expectativas.

Para o presidente do Sindicato, Emerson Beloti, o índice é normal, já que há um receio dos lojistas em efetuar contratações em função da crise econômica mundial. Entretanto, ele está otimista para os próximos meses. "Nada impede que a partir do Carnaval possa haver um incremento."

O gerente da loja de calçados onde Juliana trabalha, João Carlos Corrêa, considera a possibilidade de outras contratações nos próximos meses. "Há chance de outros serem chamados", coloca ele.

Para ser efetivada, Juliana mostrou comprometimento com o trabalho. "Saí de um lugar onde já era contratada e arrisquei vindo para cá. Eu queria ficar e fiz o melhor." Segundo ela, fazer só o que foi pedido não é suficiente. "Fiz além do que minha função pede."

Além disso, o gerente João Carlos, que entrou na loja há seis anos como vendedor, diz que para garantir uma vaga o funcionário precisa ser observador. "É preciso prestar a atenção na postura do funcionário modelo e se espelhar nele, além de respeitar sempre o cliente", conclui.

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