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    Artigos de lã são aposta para incrementar renda no invernoCom baixo custo de produção, tricô garante renda extra na estação. Comerciantes comemoram aumento nas vendas de lã e linhas

    Patrícia Rossini
    *Colaboração
    12/5/2009

    O inverno ainda não começou, mas, com a oscilação da temperatura e a passagem de frentes frias na região, a sensação é de que a estação mais fria do ano está prestes a bater na porta. As baixas temperaturas dão um incentivo a mais para as pessoas que aproveitam o frio para incrementar a renda vendendo artigos de lã e linha produzidos artesanalmente.

    É o caso da secretária Maria de Fátima Teixeira, que, há mais de quatro anos, produz e vende roupas e acessórios de lã sob encomenda. "Comecei a trabalhar com tricô quando fiquei desempregada e não parei mais. Hoje, concilio essa atividade extra com meu trabalho entre maio e agosto, quando a procura é maior", conta.

    Maria de Fátima explica que só produz por encomenda por causa do tempo que tem para tricotar. Segundo ela, as blusas de lã para adultos são as campeãs de pedidos e a clientela se expande todo ano, mesmo sem propaganda. "Nesses quatro anos de trabalho, consegui atingir um bom número de pessoas que compram regularmente. Os clientes novos costumam aparecer por indicação de quem já me conhece."

    Geralmente a secretária cobra apenas a mão de obra e o material fica por conta do cliente. Com a atividade extra, Maria de Fátima chega a faturar R$ 500 reais.

    Lucro alto

    No ramo das roupas e artigos de inverno há cerca de quatro anos, Jaqueline Antunes comemora a grande procura pelos produtos artesanais no ano de 2009. "Este ano é o primeiro em que vou trabalhar com isso em tempo integral. Estou surpresa com a grande procura pelas roupas de lã e acessórios. Estou vendendo para várias cidades da região."

    Neste ano, Jaqueline saiu do emprego em uma joalheria de Juiz de Fora para voltar para Santos Dumont e, pela primeira vez, vai passar o inverno se dedicando exclusivamente aos trabalhos manuais. "Eu compro o material e vou fazendo para vender. Às vezes uma pessoa vê o modelo pronto e encomenda de outra cor, por exemplo. Faço um investimento grande, mas o lucro é muito bom", explica.

    Segundo ela, o lucro médio nas peças produzidas com lã importada gira em torno de 60%. Já com o uso do material nacional, Jaqueline chega a lucrar até 100% do investimento.

    O próximo passo da artesã é montar um ateliê em casa, para facilitar a comercialização dos produtos. "Como eu faço bijuterias, além dos produtos de lã, e trabalho com linha no verão, vou fazer um ateliê para expor as peças. Atualmente, atendo as pessoas na minha casa, mas não tenho espaço para colocar tudo o que produzi. Assim, o cliente acaba vendo só o que está procurando."

    Criatividade

    Para a estilista Cristina Bastos, a criatividade é a chave para o sucesso no ramo. Como trabalha com tricô durante o ano inteiro, Cristina conta que é preciso inovar para garantir as vendas. "No inverno a procura é muito grande. Chego a vender 60% a mais do que nas outras estações. A gente precisa se reinventar sempre, pesquisar as tendências e aplicá-las ao trabalho." Nas estações mais quentes, Cristina substitui a lã pela linha, para produzir peças mais leves.

    A estilista acredita que a exclusividade é uma das vantagens das roupas manufaturadas. "Como cada peça é feita individualmente, ela se torna exclusiva. Isso é muito interessante, porque tanto a pessoa quanto o estilista criam um estilo próprio."

    Segundo ela, os casacos são o hit da estação. "Em Juiz de Fora, a temperatura muda muito rápido. Às vezes, a pessoa sai para trabalhar no frio, sente calor ao longo do dia e, no final da tarde, o clima muda outra vez. Por isso, sempre digo que os casacos de lã e linha são peças-curinga."

    * Patrícia Rossini é estudante de Comunicação Social da UFJF

    Os textos são revisados por Madalena Fernandes

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