Terça-feira, 26 de outubro de 2010, atualizada às 12h50

Fabricantes sofrem com falta de parafina em época de aumento de vendas

Isabela Lobo
Colaboração*
Velas

Com a chegada do feriado de Finados a venda de velas aumenta significativamente. Porém, a falta de parafina no mercado tem prejudicado fabricantes de todo o país, que são obrigados a pagar mais caro pela matéria-prima para não prejudicar a produção.

Segundo comerciantes da cidade, a venda de velas chega a crescer cerca de 30% no período que antecede a data. O aumento requer preparação dos fabricantes, que aceleram a produção semanas antes. Entretanto, o crescimento nas vendas em 2010 não representará aumento nos lucros para o empresário Geraldo Afonso Evangelista. "Tivemos que comprar produto com ágio, algo que não ouvia falar desde o Plano Cruzado. Como o valor não foi repassado ao consumidor, não teremos lucro", afirma.

A comerciante Sandra Carneiro, que produz velas em pequena escala, também sofre com a falta do material e precisa recorrer a mais de um fornecedor na hora de adquirir a parafina. "Ainda não comprei o produto com ágio, mas fui avisada que na próxima compra haverá repasse no valor da parafina".

A falta de parafina no mercado deve-se à interrupção da produção e de distribuição do produto pela Petrobras. Segundo a empresa, as refinarias localizadas na Bahia e no Rio de Janeiro, que produzem a parafina, passaram por manutenções em agosto e setembro, impactando a oferta para o mercado em cerca de 40% da produção. "Para minimizar o problema decorrente, a companhia promoveu campanhas específicas desse produto em outubro, que estão disponíveis para o mercado conforme planejado", explica em nota.

A Petrobras informa que o mercado brasileiro cresceu este ano cerca de 4% em relação ao mesmo período do ano passado. Em 2009, a empresa atendeu a 78% do mercado brasileiro de parafinas, sendo que a diferença foi atendida por importações de outras empresas, como distribuidores e trading companies. A Petrobras ressalta ainda que não atende à totalidade do mercado.

*Isabela Lobo é estudante do 8º período de Comunicação Social da UFJF.

Os textos são revisados por Thaísa Hosken

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