Sexta-feira, 30 de novembro de 2012, atualizada às 17h15

Primeira parcela do 13º salário não deve influenciar a economia de JF

Andréa Moreira
Repórter
Dinheiro

A economia do Brasil deve receber este ano cerca de R$ 131 bilhões, em decorrência do pagamento do 13º salário. Esse montante representa aproximadamente 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. A informação do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos
Socioeconômicos
(Dieese) revela, ainda, que cerca de 80 milhões de brasileiros serão beneficiados. Só em Juiz de Fora, são 145 mil trabalhadores formais e mais 125 mil aposentados e pensionistas que têm direito ao pagamento.

Os trabalhadores formais recebem a primeira parcela do 13º salário nesta sexta-feira, 30 de novembro, entretanto, o professor e conselheiro do Conselho Regional de Economia (Corecon), o economista Lourival Batista de Oliveira Júnior ressalta que parte dos R$ 131 bilhões já está circulando no país há vários meses. "Boa parte do 13º salário já foi gasto. Afinal, os aposentados e pensionistas já receberam a metade em julho e outra agora em novembro. Também existem aquelas peculiaridades de pessoas que optam por antecipar o 13º junto a instituições financeiras."

O presidente do Sindicato do Comércio de Juiz de Fora, Emerson Belloti, destaca que o comércio de Juiz de Fora não se beneficia diretamente com a parcela da gratificação. "Normalmente as pessoas usam a primeira parcela para pagar alguma dívida ou conta pendente. Já para as compras de final de ano, as pessoas preferem usar a segunda parcela," explica.

O economista também destaca que, apesar de parte deste dinheiro ser usado em Juiz de Fora, uma porcentagem segue para outros municípios. "Isso ocorre no caso de pessoas que optam por usar o dinheiro para fazer compras e resolvem adquirir um eletrodoméstico ou um automóvel, já que parte do imposto embutido na mercadoria será levado para a cidade aonde o bem foi produzido.

A segunda parcela do 13º terceiro salário dos trabalhadores formais pode ser paga até o dia 20 de dezembro. O professor aconselha que as pessoas guardem parte dessa gratificação, é comum que no começo do ano surjam várias contas para pagar. "A prioridade deveria ser o pagamento de dívidas, principalmente das mais pesadas, como o cartão de crédito. Claro que não podemos deixar de nos divertir, mas os gastos devem ser estritamente necessários. E é sempre bom lembrar que com o novo ano vem também o IPTU, o IPVA, a mensalidade escolar e outras contas," destaca Oliveira.

Os textos são revisados por Juliana França

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