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    Quarta-feira, 28 de agosto de 2013, atualizada às 15h40

    Rendimento da poupança poderá mudar, se taxa Selic subir

    poupanca

    A poupança pode voltar a ter a remuneração antiga a partir desta quinta-feira, 29 de agosto. Isso vai acontecer se a taxa básica de juros, a Selic, for elevada como esperam analistas do mercado financeiro. Atualmente, a Selic está em 8,5% ao ano e a expectativa das instituições consultadas pelo Banco Central (BC) é elevação de 0,5 ponto percentual. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC vai anunciar nesta quarta, 28, à noite a decisão sobre o valor da Selic. No ano passado, o governo mudou a regra de remuneração da poupança. Manteve o rendimento de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) mais Taxa Referencial (TR) com taxa básica de juros (Selic) acima de 8,5%, e determinou que, quando os juros básicos da economia estiverem iguais ou inferiores a 8,5% ao ano, a caderneta rende 70% da Selic mais a TR.

    A caderneta de poupança tem ganho garantido por lei (TR + 6,17% ao ano) e não tem qualquer tributação. Os fundos de renda fixa têm tributação do Imposto de Renda sobre seus rendimentos. Quanto menor o prazo de resgate, maior a tributação. Além disso, no caso dos fundos, os bancos cobram taxas de administração.

    A Anefac fez simulações de rendimento para uma aplicação financeira de R$ 10 mil, mantida pelo prazo de 12 meses, com a taxa Selic estável em 9% ao ano. Na poupança, o rendimento ficaria em R$ 668.

    No fundo de investimentos, com taxa de administração de 0,5% ao ano, o rendimento ficaria em R$ 693. Com taxas de administração maiores, os rendimentos são menores. No caso da taxa de 1% ao ano, o rendimento ficou em R$ 655. Se a taxa for 2,5% ao ano, o rendimento do fundo ficaria em R$ 541. E na simulação com taxa de administração 3% ao ano, a remuneração cairia para R$ 503.

    No caso do Certificado de Depósitos Bancários (CDB), que também tem cobrança de imposto de renda, o investidor teria que obter taxa de juros de cerca de 85% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário, que tem taxas similares aos juros básicos) para atingir o mesmo ganho obtido com a poupança.

    A Anefac também analisou o efeito da possível elevação da Selic nas taxas de juros cobradas nas operações de crédito. Para a associação, seja qual for a elevação da Selic, haverá pouco impacto nas taxas de juros. Segundo Oliveira, a competição no sistema financeiro – depois da forte redução de juros pelos bancos públicos, e a expectativa de queda na inadimplência podem fazer com que algumas instituições financeiras não alterem suas taxas de juros.

    De acordo com a simulação da Anefac, se a Selic for realmente elevada para 9% ao ano, a taxa média de juros passaria de 5,48% para 5,52% ao mês.

    Com informações da Agência Brasil

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